Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Maravilhas portuguesas

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Para comemorar o “Dia de Portugal”, o governo luso promoveu um certame. O intuito era escolher as “7 maravilhas mundiais de origem portuguesa”. Participaram 239 mil pessoas que mandaram suas sugestões pela internet.

Vinte e sete monumentos, em três continentes, disputaram a primazia. Dois brasileiros dentre eles conseguiram a votação e hoje figuram nesse rol. São a Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto e o Convento de São Francisco de Assis em Salvador.

As outras maravilhas de origem portuguesa são a Fortaleza de Diu e a Basílica de Bom Jesus, na Índia, a Cidade Fortificada de Mazagão, no Marrocos, a Cidade Velha de Santiago, em Cabo Verde e as Ruínas de São Paulo, na China.

Interessante observar que apenas uma das “maravilhas” tem seu nome desvinculado da Igreja Católica. Embora o objetivo das explorações portuguesas fosse evidentemente a obtenção de ganhos patrimoniais, havia essa conotação apologética nas colonizações. 
Bastante paradoxal, cumpre lembrar, é a dedicação dos dois monumentos brasileiros a São Francisco de Assis, o “pobrezinho” que se indignava com a riqueza material e pregou o retorno à singeleza evangélica. A Igreja de São Francisco em Ouro Preto é típico exemplar do estilo rococó e foi projetada por Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Além disso, Mestre Ataíde pintou o teto da Igreja.

Já o Convento de São Francisco, em Salvador, contém a mais preservada e importante série de azulejos do tipo Dom João V. É um ponto turístico dos mais visitados na capital baiana. Não conseguiram número de votos suficiente para a inclusão nesse rol o Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro e o Convento de Santo Antonio, em Olinda. 

O concurso é um modelo de criatividade instigante. Não houve premiação, não houve gastos. Portugal conseguiu promoção para a sua cultura e despertou o interesse de milhares de pessoas que se dispuseram a participar do certame.  É uma prova de que as comunicações aceleradas pela possibilidade de contato on-line imediato abrem novas perspectivas para a preservação do bom e do belo que ainda existem abundantemente em todo o planeta.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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