Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Lição de casa

1 comentário

Não é preciso ser prefeito, vereador ou político para assumir a parcela de responsabilidade que os tempos contemporâneos lançam sobre os ombros de uma geração equivocada. Geração mais preocupada com a aquisição de bens materiais, com o bem-estar e o conforto de um círculo íntimo e alienado em relação à sorte de muitos semelhantes deserdados do capitalismo.

Toda criatura humana que ainda não perdeu um resquício de ética precisa sentir uma dor na consciência. O número dos excluídos não cessa de aumentar. Há quem durma na rua, na promiscuidade de favelas, dependa de caridade particular ou governamental para sobreviver. Situação longínqua da propalada opção pelo desenvolvimento sustentável, que prevalece também para os assentamentos humanos de qualquer natureza.

Todo cidadão tem deveres em relação ao não-cidadão. Aquele que não tem o direito mínimo a ter direitos ou a exercer seus direitos. É bom pensar nos temas propostos à responsabilidade cívica e que passam por oferecer a todos habitação adequada. Aperfeiçoar o manejo dos assentamentos humanos. Promover o planejamento e o manejo sustentáveis do uso da terra. Promover a existência integrada de infraestrutura ambiental: água, saneamento, drenagem e manejo de resíduos sólidos. Promover sistemas sustentáveis de energia e transporte nos assentamentos humanos. Promover o planejamento e o manejo dos assentamentos humanos localizados em áreas sujeitas a desastres. Promover atividades sustentáveis na indústria da construção e promover o desenvolvimento dos recursos humanos e da capacitação institucional e técnica para o avanço dos assentamentos humanos.

É óbvio que o compromisso dos providos de poder é maior. Mas a qualquer pessoa é conferido o direito e o dever de fiscalizar a atuação deles. Pois eles têm a obrigação de promover assentamentos humanos socialmente integrados, incluindo facilidades para a saúde e educação. Integrar o planejamento e a gestão urbana em relação a moradia, transporte, oportunidades de emprego, condições do meio ambiente e serviços à comunidade.

E isso é só para começar. Há muito mais nos documentos pouco lidos, mas incidentes sobre toda atuação pública, na promessa de Democracia Participativa que se fez aos brasileiros em 1988.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail:

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “Lição de casa

  1. Meu nobre veja meu caso ex emgrachate e vendedor de sorvetes vvi numa miséria daquelas mas nunca deixo de sonhar com dias melhores este pais tem 9,5 milhões de km o Brasil é rico demais somente com sua terras já somos muito ricos precisamos urgente em alguns lugares sair da industria do entreterimento para um alvo mais solido de produtividade alimentar e distribuição de locais para fazermos uma desconcetração populacional veja minha cidade com um choque economico recente passou de um municipio quase falido para uma prospera cidade aonde o mercdo imobiliario esta aquecido e muita gente trabalhando o Brasil tem jeito meu nobre. Estou esperando os livros. Um abraço do Roberto.

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