Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

O inimigo público

1 comentário

 

Componho a Banca de arguição da Dissertação de Mestrado do jovem JOSÉ ROBERTO UNGARETTI DE GODOY sobre criminalidade organizada. Professor de Direito Penal da FAAP, é filho de meu colega o desembargador JOSÉ ROBERTO DE GODOY e neto do atual Reitor da PUC-SP, o Professor DIRCEU DE MELLO. Este preside a Banca e atuo ao lado do desembargador MARCO ANTONIO MARQUES DA SILVA.

A dissertação aborda um grave problema planetário: a organização da criminalidade sob suas múltiplas formas. Os esquemas clássicos mostram-se impotentes diante da desenvoltura com que o crime se organiza. Se existe algo de organizado no Brasil, esse algo é a delinquência.

A leitura propõe várias reflexões e associo ao filme “Inimigo Público”, em que Johnny Deep interpreta um famoso infrator dos anos trinta do século passado nos Estados Unidos. Para compreender o criminoso, é preciso tentar penetrar sua mente. Há quem faça uma opção premeditada pelo delito, assim como alguém prefira a honestidade. O êxito da atuação contra o bem é um devotamento singular à causa do mal. É o crime levado a sério.

Impressiona-me a coerência desse personagem real na história norteamericana, que atuou com intensidade por apenas treze meses e que apavorou seus contemporâneos. Ele dizia que sorte é o resíduo do planejamento. Para que algo dê certo, é preciso investir no traçado, no exame de todas as possibilidades, na avaliação dos métodos e na real capacidade de trabalho. O delinquente sabe que terá uma vida breve, se errar. Por isso é que procura se aliar a esquemas propiciadores de uma permanência maior na arena da infração. E como para praticar crime não é necessário fazer licitação, procurar o preço mais baixo, atender à burocracia, o crime obtém um resultado muito mais exitoso do que a observância da lei.

São reflexões que devem residir na consciência das pessoas de bem. Por que a prática do bom é cercada de dificuldades, enquanto que a escolha do mal parece tão singela? Por que o mal parece prevalecer enquanto perseverar no bem aparenta acarretar desconforto, desalento e sensação de verdadeira derrota? Algo precisa merecer mais detida análise de parte dos responsáveis pelo futuro do convívio, antes que essa luta culmine em nosso definitivo desfavor. 

 

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Um pensamento sobre “O inimigo público

  1. Ser mal não é dificil ent~so isto virou até moda é um alado do ser que precisa muito estudo conheci recentemente as idías de Divaldo franco então Doutor Nalini sei que é catolico mas Divaldo no Yuo Tube é fora de sério vai fundo nestas questões da pobreza que a humanidade vem sofrendo nas suas atitude a Melancolia por exemplo é preponderante nas agustias humanas a falta de vergonha na cara das pessoas é imprecionate furtar e roubar parece natural tirar uma vida coisa banal bala perdida e muito mais um abraço do Roberto.

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