Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

É preciso ser mais rápido

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O oba-oba de Copenhague não surtirá efeitos concretos. O Brasil levou 800 pessoas para esse turismo ecológico do qual resultarão promessas ambíguas. Enquanto isso, a natureza se vinga fazendo com que o clima seja caótico, inexplicável e surpreendente. Mais chuvas localizadas e violentas. Ciclones e furacões. O mar recupera aquilo que lhe foi furtado.

O que poderia ser feito para serenar o Planeta? Enquanto a responsabilidade dos poderosos não se vir forçada a reagir, o que adviria de uma conscientização lúcida e coerente da cidadania, cada qual pode fazer algo para ao menos atenuar o ritmo da escalada catastrófica.

Por exemplo: reflorestar áreas degradadas. Existe melhor homenagem a uma pessoa que se devotou a alguma causa, mesmo não tenha sido ela a ecologia, do que formar um bosque em sua memória? Por que não se planta uma árvore a cada criança que nasce e outra a cada pessoa que deixa este mundo?

Agora mesmo, com essa volúpia dos cartões de Natal, por que as empresas não destinam essa verba para o reflorestamento? Bastaria um comunicado por e-mail para os destinatários desses cartões que acabarão no lixo, comunicando a opção duplamente ambientalista: não se destrói árvore para confeccionar cartões e envelopes e se planta mais árvore para oxigenar o mundo.

No Japão, onde o problema ecológico é muito mais grave – ilha vulcânica desprovida de terra e, portanto, de vegetação suficiente – a praxe de homenagear os antepassados com a formação de bosques e florestas é rotineira. Essa a verdadeira contribuição que a lembrança de alguém que passou por esta Terra poderia deixar. Os beneficiados com a renovação do oxigênio se sentiriam gratos à figura inspiradora desse gesto. E lá do etéreo, o homenageado teria reais motivos para se orgulhar de sua descendência.

Só que isso é urgente, pessoal! O ritmo da devastação é alucinante. O da regeneração é quase estático. Vamos fazer algo enquanto ainda há tempo. Não esperemos da política, essa via que foi idealizada para servir à comunidade, mas que muitos confundem com a mais rápida forma de se atender – exclusivamente – aos próprios e egoísticos propósitos.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

2 pensamentos sobre “É preciso ser mais rápido

  1. TODOS SEUS ARTIGOS SÃO EXCELENTES. GOSTARIA DE VOSSA PRESENÇA NO I FORUM REGIONAL DE DIREITO AMBIENTAL – OESTE DO ESTADO (SÃO JOSE DO RIO PARDO/SP), PODERIA ME ENVIAR UM EMAIL PARA SER FEITO O CONVITE FORMAL? ATENCIOSAMENTE SONIA A. IANES BAGGIO

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