Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

As pequenas coisas

1 comentário

Uma linda música americana que ouvi inúmeras vezes e ainda hoje me enternece é ´Those foolish things´. Aquelas pequenas coisas. Era o hino da Fazenda Campo Verde, que os saudosos Dulce e Victor Simonsen possuíam em Jundiaí e que frequentei durante muitos anos. 

Que poder mágico o da música: faz o milagre de transportar o sexagenário para mais de 40 anos passados, quando tudo era sonho e o mundo parecia estar à espera de uma conquista. Em outro esquema de pensamento, invoco o título da música para falar de algo que me incomoda e que pode parecer muito pouco. Em tempos de aquecimento global, do fiasco em Copenhague, da multiplicação de sinais que o Planeta emite a evidenciar seu cansaço, tudo parece nada significar para a maior parte das pessoas. 

Ou seja: os sintomas de que a Terra está exausta são crescentes e incessantes. Ou a chuva destes últimos 30 dias é normal? Cair toneladas de gelo no interior de São Paulo é normal? A reiteração de ciclones no sudeste é normal? Tudo continua como sempre esteve? Mesmo assim, há quem simplesmente não tome conhecimento da situação. “Não é comigo! Isso não me importa! Não tenho nada com isso!”. 

Se é verdade que os poderosos dão maus exemplos – a falência de Copenhague é apenas uma prova a mais da insensatez humana – os desprovidos de poder se sentem liberados para continuar insensíveis. Mas se inegável a impotência do indivíduo para sozinho resolver a intrincada questão ecológica, irrecusável que um protagonismo poderia atenuar a situação. Pequenas coisas que as pessoas não fazem. 

Ser mais consciente no consumo, preocupar-se com o lixo, não usar mais papel do que o necessário. Quem é que não pode se interessar por isso? Todos podem e todos sabemos dessa condição de mudar um comportamento irresponsável. Acabamos de sair de um tempo de festas. É necessário o uso de tanto papel de presente, de tanta embalagem que vai ser descartada? As pessoas sabem que papel se faz com a destruição de árvores? 

Quem é que se preocupa com isso? Por melhor que sejam as intenções, reduzir o uso de cartões de boas festas também abriga a mensagem ecológica da qual depende o futuro da Humanidade. Não o futuro do mundo. O planeta poderá existir durante um período mais. Mas prescindirá desta espécie burra que não sabe cuidar de sua única morada disponível.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br. 

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Um pensamento sobre “As pequenas coisas

  1. Recebi um convite de casamento são dosi colegas de serviço já maduros mas parecem tão felizes .

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