Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Visita ao Projac

1 comentário

A convite de José Roberto Marinho e de Manuel Alceu Affonso Ferreira, visitei finalmente o Projac. Acostumado a ouvir esse verbete, não atinara ao seu significado: abreviação, bem carioca, do Projeto Jacarepaguá, idealizado por Roberto Marinho. Um milhão de metros quadrados dos quais 70% reflorestados com espécies da mata nativa. 

Autonomia energética de várias fontes. Só se percorre a infinidade de espaços em carrinhos elétricos. A visita vale a pena e comprova a hegemonia da TV Globo no Brasil e a conquista de crescente espaço na mídia universal. Começamos por assistir a um vídeo institucional que narra a origem do Projac e a necessidade de reunir inúmeras unidades espalhadas por todo o Rio.

Depois a visita monitorada, com pessoal especializado em explicar as minúcias e esclarecer todas as dúvidas. Uma novela chega ao Projac um ano e meio antes de ir ao ar. Trinta páginas que são entregues a várias equipes. Quem vai cuidar da ambientação: historiadores, sociólogos e psicólogos, que cuidarão também dos intérpretes. Figurinos, cenografia e filmagens externas. Tudo minuciosamente planejado. 

As cidades cenográficas reconstituem lugares que não poderiam ser visitados continuamente, nem servir para o cenário de filmagem. Fidedigna a reprodução da Vila de Búzios, por exemplo. Assim como as escadarias do Ganges. Em seguida, recursos computadorizados adicionam imagens da cena real. Tudo a permitir a mais absoluta fidelidade ao que se pretende exibir. 

O que ali se chama “contraregra” é um mundo exuberante de vestimentas de todas as épocas, de todas as décadas e para todos os protagonistas. Os efeitos especiais merecem capítulo à parte. Como se filma um incêndio, como se quebram vidros, como se trombam os carros. Mostrou-se, por exemplo, a cena do ônibus que capotou em Petra e tornou tetraplégica a personagem vivida por Alinne Moraes. 

Assistimos a uma cena de “Viver a Vida”, com a simpatia de Lília Cabral, inigualável em sua interpretação de Teresa, mãe de Luciana, e conversamos com Jayme Monjardim, a quem já conhecíamos pois é amigo de Mariazinha Congilio há algumas décadas. Mas ainda há muito a contar. Volto ao assunto.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “Visita ao Projac

  1. Ir sempre, conhecer é lindo,

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