Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Perspectivas promissoras

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Se tudo parece trágico em relação ao meio ambiente, isso não deve desestimular os que não perderam a esperança. A empresa, instituição que para sobreviver se submeteu a reengenharia, se reciclou, fez downsizing e aprendeu a produzir mais com menos, pode fazer a diferença no mundo em que a política parece ter perdido a vergonha.

Assim é que na recente e fracassada COP-15, a Conferência de Copenhague onde os poderosos pagaram vexame e deixaram os emergentes a chupar o dedo, algumas empresas abriram oportunidades para o Brasil.

A Novozymes, multinacional dinamarquesa de biotecnologia, anunciou duas parcerias com brasileiros: com a petroquímica Braskem, para produção de polipropileno, resina utilizada para fabricação de embalagens de plástico com base no açúcar. E a outra com a Cetrel, empresa de engenharia ambiental e tratamento de resíduos industriais de Camaçari, no sul da Bahia.

Vão desenvolver tecnologia para produzir biogás de bagaço de cana e o vinhoto, outro subproduto da fabricação de açúcar e álcool. A Braskem já detém tecnologia para fabricar polietileno, outro tipo de resina, a partir do etanol. Mais uma frente tecnológica prevê o desenvolvimento de etanol de celulose. E as perspectivas não param por aí.

Após a certificação para orgânicos e produtos florestais provenientes de áreas de manejo controlado, encontra-se em desenvolvimento um novo selo verde. É destinado a empresas que desenvolvem programas para a conservação da biodiversidade. Chama-se “Life” – sigla de Iniciativa Duradoura pela Terra, em inglês.

Neste ano, três empresas brasileiras já o obterão. Aliás, o tema está a merecer um artigo só para contemplá-lo, o que farei em breve. Interessa, portanto, despertar a juventude para a criatividade que as velhas gerações não tiveram. O negócio da empresa, há algumas décadas, era o lucro.

Hoje, o lucro não deixou de existir, mas a sofisticação do mercado e o despertar da consciência das novas gerações obrigam a uma responsabilidade renovada em relação ao ambiente. O mundo pode não acabar amanhã. Para extrair dele lucro ainda maior, é preciso atender à crescente demanda por ética. Ética ambiental está em alta, ao menos em círculos mais esclarecidos.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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