Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

A decisão de ser feliz

1 comentário

A releitura dos gregos continua fundamental. Eles fazem parte de nossos ancestrais culturais e a imagem que temos deles é intimamente vinculada à imagem que temos de nós mesmos. São as ideias de responsabilidade na ação, de justiça e das motivações que conduzem os indivíduos a realizar atos que serão admirados e respeitados. A partir dessa convicção, reconhece-se o homem que age e sofre, como ser capaz de certas realizações. É o reconhecimento da responsabilidade. Todo ser humano é um centro de decisões.

Em Aristóteles isso fica muito claro. Ele foi o criador da expressão e do conceito de teoria moral, enquanto disciplina distinta da metafísica, da física, do tratado sobre a alma e até mesmo do político. Diz ele: toda arte e toda disciplina científica – e o mesmo vale para a ação e a intenção moral – tendem rumo a algum bem. Qual é esse bem? Para a maior parte das pessoas, esse bem atende por um nome: a felicidade. Mas o que é felicidade? Isso depende dos gêneros de vida: vida de prazer, vida política, vida contemplativa.

Cada qual estabelece a sua hierarquia para atingir à sua finalidade. Toda criatura tem a missão própria e específica de viver uma vida completa. Para atingir a vida plena, é necessário o cultivo das virtudes. São excelências reitoras suscetíveis de balizar, determinar estruturas, tanto da aspiração à felicidade como da missão própria ao homem. “O bem do homem será uma atitude da alma segundo a virtude e, se houver várias virtudes, segundo a melhor e mais completa”.

Essa afirmativa é fundamental: exclui-se imediatamente a ideia de que a felicidade provém unicamente da graça divina ou da sorte: ela tem sua origem em nós e em nossas atividades. Nisso reside a condição mais primitiva do que denominamos reconhecimento de si mesmo. As virtudes são componentes da felicidade: “Como a felicidade é uma atividade da alma segundo a virtude completa, precisamos agora tratar da virtude: não é a melhor maneira de chegar a saber o que é a própria felicidade?”. Virtudes são estados habituais louváveis. Mas quem é que se interessa por virtude no mundo de hoje?

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “A decisão de ser feliz

  1. Olha tenho observado depois que não passei na Ordem e não fui advgar que mesmo assim o que aprendi em etica com um dos comandante da Polica Militar de São Paulo Dr Ramiro da Cidade Assis interio de São Paulo hoje na Capital que uma postura voltada a Cultura vale a pena acho que o Estado abandona suas cabeças após o colegia na hora que o ser poderia despertar para o conhecimento ele é abandonado, massacrado eu mesmo sofro isto na pele não pude fazer uma faculdade de renome fui estudar depois de maduro e sofro com a imveja de quem não estudou e com o desdem de quem chegou mais longe mesmo assim estou voltando a valoriuzar a Cultura.

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