Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Todos os elogios para Nine

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É o nome do musical sobre o universo de Federico Fellini (1920-1993) lançado com grande alarde primeiro nos EUA e agora no Brasil. Minha atenção para esse filme foi despertada ao assistir um programa de Oprah Winfrey, que entrevistou todo o elenco. O diretor Rob Marshall foi elogiado por todos: Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Nicole Kidman, Kate Hudson. Estes todos estavam ao vivo no programa de auditório da prestigiada showwoman.

Impressionou-me o empenho de todos e o entusiasmo com que falaram das filmagens. Ensaiaram durante meses. Penélope Cruz confessou que ao ver a coreografia de sua participação pensou em desistir. Não só realizou os malabarismos, como cantou. Daniel Day-Lewis foi elogiado por todas as suas parceiras, inclusive sua mulher. Ele parece uma pessoa comum. Diz que seu passatempo lúdico é a marcenaria. Fez os móveis de sua casa. Em ‘Nine’, ele é um cineasta, Guido Contini, o alter ego de Fellini.

Precisa começar a rodar um filme, mas não escreveu o roteiro. Perdido, se deixa invadir por um fluxo de recordações da infância, sonhos, fantasias e alucinações. Até sua mãe, interpretada por Sofia Loren, participa desse vendaval de sensações. Day-Lewis é um ator consagrado. Já levou dois Óscars – Meu Pé Esquerdo, 1989 e Sangue Negro – 2007. E indicações para Em nome do pai, 1993 e Gangues de Nova York – 2002. Por ‘Nine’, já ganhou o Globo de Ouro. Há muito dele no filme. Também não gosta de falar de si e evita jornalistas. Sem antipatia.

A crítica brasileira já disse que o filme é ruim, na visão de Alexandre Agabiti Fernandez, FSP de 29.1.2010. Mas vale a pena ser visto, para conferir com a própria opinião. Há um festival de músicas, belos figurinos, o elogio ao macho italiano. Num dos trechos do filme isto é claro. Como canta Fergie “Saraghina” ao ensinar o menino Guido sobre o amor, “se você quer fazer uma mulher feliz, seja italiano”. Luiz Zanin Oricchio é mais indulgente, ao se recordar do Fellini de 8 ½, cujo desfecho é uma epifania. Quem já não sonhou em juntar pessoas e situações absolutamente inconciliáveis? É o que se faz em ‘Nine’.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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