Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Beber demais imbeciliza

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O ex-Presidente George Bush acaba de lançar sua autobiografia, chamada “Decision Points”. Nela relata como foi decidir pela caça ao fundamentalismo, após o fatídico 11 de setembro de 2001. Abre-se para contar o que sentia quando o chamavam de ignorante, nazista e até de “satã”. Rememora os sete minutos de apatia logo que anunciaram o ataque às Torres Gêmeas, traduzidos como indecisão e que lhe custaram ainda mais críticas. O livro deve ser lido. Chega logo ao Brasil, mercê da força das editoras americanas que mandam também na leitura do mundo.

Até do mundo periférico. Cada tostão é importante no momento em que o dólar enfrenta mais uma crise. Mas penso que servirá ao brasileiro não nessa parte das grandes decisões. Poderá se prestar melhor às pequenas decisões que são difíceis de serem tomadas. Bush era quase um alcóolatra até completar 40 anos. Ele confessa que não chegava a cair, mas bebia todos os dias e percebeu que o álcool se tornava mais importante para ele do que a mulher e as filhas. No jantar de seu aniversário, já encorajado pelo consumo etílico, perguntou a uma senhora de mais de 50 anos: – “Como é o sexo depois dos cinquenta?”.

Seus pais e mulher não gostaram dessa conduta. Ele hoje se justifica: “- Tenho a língua muito ágil, assim como minha mãe. E com a bebida, ela é incontrolável”. Foi nesse dia que ele resolveu parar de beber. Diz que deve isso a uma mulher amorosa, à alavanca de um Deus generoso e à sua força de vontade. Não fosse essa renúncia e não teria sido Presidente dos Estados Unidos. Foi Governador do Texas por 6 anos e por 8 anos comandou a nação mais poderosa do globo. Diz não pensar em política.

Ao deixar a Casa Branca, logo após transmitir o poder a Barack Obama, exclamou: “- Enfim livre!”. Ao que a mulher retrucou: “- Sim, livre para lavar a louça para mim!”. No dia seguinte, ele fez o café para ela. Ou tentou: não sabia usar a cafeteira. Mas a lição mais importante de George W.Bush: recolheu-se ao seu rancho, escreveu sua autobiografia, curtiu sua família. Não deu palpites e não atrapalhou o primeiro presidente afro da comunidade wasp. Sigla bem conhecida para significar branco, anglo saxão e protestante.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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