Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Imaginar o que seria

Deixe um comentário

Estes dias, um programa da Oprah Winfrey, que diz estar se despedindo da TV americana, foi dedicado a recordar a vida de John Fitzgerald Kennedy Júnior. O John/John, era filho do Presidente John Fitzgerald Kennedy e de Jacqueline Bouvier, depois Jacqueline Onassis ou, simplesmente Jackie “O”. Não tivesse falecido aos 39, teria completado 50 anos este mês. Oprah reprisou uma entrevista com ele, a primeira e única, realizada em 1996. Sempre se recusou a ser entrevistado, assim como a mãe.

Aceitou aquela vez, só porque ele havia lançado a revista George, com alusão ao pai fundador da República, o grande George Washington. John Kennedy Júnior disse na entrevista não se lembrar daquela continência que o mundo inteiro assistiu em 1963, quando seu pai, o JFK eleito sob a esperança do planeta, foi assassinado em 22 de novembro. Lembrava-se vagamente das fotos tiradas quando, com menos de 3 anos, brincava sob a mesa presidencial no Salão Oval da Casa Branca.

Uma das poucas coisas de que se lembrava dessa fase era que seu pai o chamava “Sam”, apenas para aborrecê-lo. Ele dizia: “Meu nome é John”. E o pai respondia: ” Está bem, Sam!”. A pergunta que Oprah fez e que ninguém consegue responder é: o que faria hoje o John/John? Teria concorrido à Presidência dos Estados Unidos? Teria prole? O herdeiro do Reino de Camelot, o filho de presidente mais famoso em todo o mundo, morreu cedo. Pilotando um avião. Levando consigo uma linda moça. Milionário, paparicado, alvo de paparazzi em todo o planeta, namorador e sempre envolvido com as mais belas mulheres, e no entanto morreu, como acontece com todo ser humano.

Certamente não esperava partir tão cedo. Mas o imponderável acontece. O inesperado está sempre à espreita. É por isso que todos devem ao menos um dia pensar em estar prontos para partir. “Pronto para partir” é exatamente o livro que acabei de escrever e que encaminhei à Revista dos Tribunais, que o publicará nos primeiros meses de 2011. Nada de trágico, nem de alarmar. Apenas reflexões sobre a morte, a única certeza com que todos podemos contar.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

Anúncios

Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s