Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

É um lixo só!

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A nossa era será conhecida como “a era do lixo” daqui a 200 anos. As futuras gerações não acreditarão que a nossa irresponsabilidade e egoísmo fechavam os olhos para a sujeira. Nem que os seres humanos, com a pretensão de se considerarem os únicos animais racionais, se portassem com tamanha desfaçatez.Quem já parou para pensar no lixo que produz diariamente? E no destino que dá a esses resíduos?
A insensatez é uma questão de educação, que não se confunde com escolarização. Já vi muita gente pós-graduada ser ecologicamente irresponsável. Imprimir, sem necessidade, mensagens que chegam por e-mail. Basta mencionar que a eliminação do Diário Oficial em papel não resultou em total economia no uso desse suporte, porque as pessoas interessadas continuam a imprimir o que lhes interessa em seus computadores. Com a agravante de multiplicar os cartuchos descartáveis.

 

Quem já não viu carro do ano com passageiros arremessando latinhas, garrafas pet, papéis e outros detritos? Por que as pessoas aceitam os papéis que são distribuídos em cada cruzamento e, imediatamente após, jogam o que receberam na rua?Há uma lei que já passou pela Câmara e precisa merecer aprovação no Senado, que disciplina o destino final dos produtos. Em países civilizados, quem produz um carro é responsável por ele até o final. Não há “desmanches”, indício de subdesenvolvimento e fator em tese gerador de uma cadeia de ilicitudes. Nem há geladeiras jogadas nos rios. Ou sofás, pneus, bicicletas, guarda-chuvas velhos.

 

Com tanta gente ociosa, por que não treinar os desocupados para fiscalizar o arremesso de detritos em lugares impróprios e aplicar sanções bem significativas? Se as campanhas institucionais não resolvem, o remédio precisa ser mais amargo. É só multando, com acréscimos na reincidência e sanções mais pesadas ainda se a conduta se mantiver inadequada, que se corrigirá o estágio atual de completo desmazelo.O mais triste é verificar que a sujeira das cidades reflete a sujeira da vida pública. Ninguém mais acredita na política, não há instituições confiáveis e tudo parece ter se transformado, em pleno século XXI, num lixo só!

 

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo e autor de “Ética Ambiental”, editora Millennium. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

 

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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