Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

O som que cura

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Moby é um músico singular. Já foi DJ e sua música figura em vários filmes – inclusive no documentário “Lixo Extraordinário”, que registra a rotina de catadores de lixo no Rio de Janeiro. Em que consiste seu ativismo? É alguém que se interessa por restaurar o humanismo perdido na era do descartável. Tem um site – algo como mobygratis.com – com mais de 150 músicas. 

Todas elas podem ser utilizadas por cineastas amadores, sem qualquer pagamento. Se o filme for realizado por profissional e tiver intuito comercial, o pagamento ainda assim é vantajoso, pois bastante reduzido em relação ao custo da utilização de música alheia em cinema. Mais ainda, Moby possui uma ONG para a qual é destinada a arrecadação dos direitos autorais. Essa organização alavanca todas as iniciativas que reduzam o sofrimento dos animais. 

Ele é vegano, ou seja, mais do que vegetariano. Além de não consumir carne, não faz uso de qualquer produto de origem animal cujo processo de fabricação implique em sofrimento. É incrível que a humanidade continue a incentivar rinha de galo, briga de cachorro, farra do boi e admita o sacrifício de outros animais destinados à sua alimentação – como bois, carneiros, coelhos e galináceos – sem qualquer preocupação com o sofrimento a eles infligido. 

Mas não é só de animais irracionais que Moby cuida. Ele tem um instituto de musicoterapia. Depois de os médicos haverem constatado que música antes, durante e depois da cirurgia ou internamento garantem melhor e mais rápida recuperação, eles começaram a trabalhar com os portadores de Alzheimer. 

A boa notícia é a de que o enfermo dessa doença do esquecimento, se ouvir músicas de sua preferência, acusa significativa melhora nos sintomas. Quando no início do Alzheimer, já se verificou até mesmo uma regressão. O acometido pode voltar a conviver com a família e a música o tornará tranquilo, com participação maior na rotina e reverterá o processo de alheiamento que é próprio dessa verdadeira epidemia. 

Música é realmente mágica. Quem já não se sentiu transportado a outra época, a outro ambiente e teve a sensação de reviver experiências já passadas, ao simples suceder de algumas notas que permitem identificar a melodia guardada na memória?

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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