Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Redes do bem

1 comentário

O ciberespaço é uma realidade em todo o mundo. O Brasil é um país de desenvolvimento retardado em inúmeras áreas. Infelizmente, as mais importantes: qualidade de vida, proteção ao meio ambiente, redução da miséria e da iniquidade. Mas em termos de uso da tecnologia das informações e da comunicação é um dos expoentes do mundo cibernético. Milhões de brasileiros estão continuamente plugados na internet. Integram redes quais o facebook, orkut, twitter e outras. 

Há muitas cidades em que o número de habitantes é inferior ao de celulares, que hoje são multimídia. Até servem como telefones, além de sua utilidade como computador pessoal, televisão, rádio e outras mídias. É hora de fazer com que esse instrumento poderoso venha a atender finalidades outras que não o lazer e o entretenimento. A eleição de Barack Obama se deveu – não exclusivamente – mas também graças à sua performance nas redes sociais.

Foi a divulgação de seus propósitos junto a milhões de americanos que viabilizou a sua penetração em todos os segmentos, mesmo naqueles em que ele era desconhecido. Aqui no Brasil, alguns políticos já navegam por essas infovias. Não têm tantos “seguidores” como celebridades da TV ou dos esportes. Todavia, se comunicam frequentemente com seus eleitores ou não. Veiculam suas ideias, interagem, recebem críticas e respondem a elas. 

Têm um importante feedback e implementam uma vertente interessante da Democracia Participativa. Afinal, o modelo instaurado em 5.10.1988 pelo constituinte significa propiciar à cidadania um espaço de efetiva atuação na gestão da coisa pública. A prática da navegação internáutica talvez represente um treinamento para um passo muito mais ambicioso na consolidação da Democracia Brasileira: é sonhar com um exercício informatizado do próprio sufrágio. 

Por que realizar eleições no modo tradicional, com a dificultosa alocação de estruturas e pessoal, se viável a expressão da vontade por meio das infovias? Se podemos fazer transações bancárias por via eletrônica, por que não votar também por essa via? Não se pode satanizar a comunicação eletrônica. Ela precisa ser orientada para produzir laços solidários, aproximação entre as pessoas, capacidade de escolha. Enfim, uma rede do bem. Voltarei ao tema.

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “Redes do bem

  1. O final foi pertinente ! Nunca havia pensado dessa forma… Se até a mola do mundo, viciante como as drogas, pode ser tratado pela internet porque não as eleições. O perigo é o retorno dos coronéis, agora virtuais !

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