Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Mais um beato

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Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana, abriu a causa de beatificação e canonização de D. Luciano Mendes de Almeida, que morreu em 27.8.2006. D. Luciano foi arcebispo de Mariana por 18 anos e era grande amigo de Norberto Mohor Fornari, o Presidente do Centro Universitário Padre Anchieta, instituição de ensino que nasceu e honra Jundiaí e região. Nós também temos um processo em causa, que propõe o reconhecimento das virtudes do nosso primeiro Bispo, o inefável Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. 

O povo de Mariana contribui bastante para o andamento do exaustivo e longo processo. Sua sepultura está sempre coberta de flores, bilhetes e fotos de pessoas que recorrem à sua intercessão. O número de beatificações e canonizações aumentou a partir do pontificado de João Paulo II, ele mesmo candidato à canonização. Quem não se recorda do povo gritando “Santo súbito”, na celebração de sua beatificação em 1º.5.2011, seis anos após a morte? Das 784 canonizações feitas entre 1594 – Papa Clemente VIII – e 2004, mais da metade foi feita por João Paulo II: foram 482 canonizações e 1.342 beatificações em 26 anos de pontificado.

Bento XVI já realizou 34 canonizações e 577 beatificações desde que eleito Pontífice, há seis anos. A beatificação é o primeiro passo para a canonização. Beato e santo são pessoas apresentadas à veneração dos cristãos como exemplos a serem seguidos. São 3 etapas no processo: verificação da fama de santidade, se viveu as virtudes cristãs em grau heroico e se existe milagre atribuído à sua intercessão. O segundo milagre é exigido para a canonização do beato. Milagre é algo sobrenatural, tanto que submetido à análise de comissão de médicos e peritos não necessariamente católicos.

D. Luciano nasceu em 1930, no Rio de Janeiro, em família rica. Foi jesuíta e nomeado Bispo Auxiliar de São Paulo em 1976, responsável pela região do Belém. Varava madrugadas para cuidar dos pobres. “Não se esqueçam dos meus pobres” foi sua mensagem no leito de morte no Hospital das Clínicas, quando agonizava acometido de câncer no fígado. Como pode ajudar as pessoas a se tornarem melhor o conhecimento da vida de pessoas como D. Gabriel e D. Luciano! Essa é uma das glórias de minha Igreja.

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça de São Paulo. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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