Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Maria e José

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Os pais mais famosos da Cristandade são os genitores do Messias. Jesus é filho de Maria e José. Nomes preferidos pelos brasileiros. O nome mais comum no Brasil é Maria. São 13.356.695. Em segundo lugar vem José: 7.781.515. Todos os prenomes preferencialmente utilizados pelos brasileiros são bíblicos. Prova de que a civilização é essencialmente cristã. Queiram ou não os ateus e sua mais nova geração: os “ateus fundamentalistas”. 

Aqueles que, não satisfeitos em não acreditar em Deus, querem “converter” ao ateísmo os crentes. Mas estamos falando em prenomes. O terceiro lugar é Antonio: 3.550.752 e João está em quarto lugar: 2.988.744. Francisco é o quinto: 2.242.146 e Ana o sexto: 1.996.377. Luiz, em sétimo, deveria até mudar de classificação. Pois Luiz com “z” somado ao Luis com “s”, chega a 2.0034.103. Paulo é o oitavo, com 1.416.768, Carlos o nono – 1.384.201 e Manoel o décimo – 1.334.182. 

Agora vêm os que não atingiram um milhão: Pedro – 995.254, Francisca – 853.590, Marcos – 823.738, Raimundo – 821.242, Sebastião – 798.627. Agora sem números, pela ordem: Antônia, Marcelo, Jorge, Márcia, Geraldo, Adriana, Sandra, Fernando, Fábio, Roberto, Márcio, Edson, André, Sérgio, Josefa, Patrícia, Daniel, Rodrigo, Rafael, Joaquim, Vera, Ricardo, Eduardo, Terezinha, Sônia, Alexandre, Rita, Luciana, Cláudio, Rosa, Benedito e Leandro. Estou muito bem na cena: chamo-me José, tenho filhos João e José e duas filhas chamadas Ana, embora com prenome composto: Ana Beatriz e Ana Rosa. 

Homenagem à minha avó materna, queridíssima Ana Rodrigues Barbosa, que todos conheciam como “Nhana” ou “Doninhana”. O nome tem de ser assimilado por aquele que o porta e ostenta. Quem não gosta do nome, pode e deve trocá-lo. Por uma tradução equivocada, a nossa Lei de Registros Públicos diz que “o prenome é imutável”. Bobagem! O que não pode ser mudado, em regra, é o nome de família. 

Aquele que indica a progênie. O rótulo de pertencimento a um clã. Já o prenome pode, sim, ser escolhido. Salvo se o interessado pretender fugir à responsabilidade. Lembro-me sempre de citar Shakespeare quando autorizava, como Juiz das Varas de Registros Públicos da Capital, a mudança de nome: O que é um nome? A rosa não teria perfume, não se chamasse rosa?

José Renato Nalini é Desembargador da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo. E-mail:jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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