Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

O sertão de Jundiaí

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No Caderno 2 do Estadão de domingo, 15 de janeiro de 2012, Inezita Barroso falou de Jundiaí. Nossa cidade entrou na conversa – na verdade uma entrevista feita por Julio Maria – como Pilatos entrou no Credo. Ela dizia não gostar da expressão “música sertaneja”: “Criaram isso porque ficaram com vergonha do termo caipira. Sertanejo é uma figura do Nordeste, não de São Paulo. Por acaso você vai para o sertão de Jundiaí?”.

Mas o que sei é que Inezita gosta muito de Jundiaí. Por obra e mérito de uma pessoa muito querida e que perdemos há sete anos: Mariazinha Congilio. Ela era a verdadeira “Embaixatriz de Jundiaí”. Divulgou a cidade na TV, realizou inúmeras festas do Troféu Imprensa e recebia em sua casa artistas que, à época, eram “globais”.

Quem não se lembra de suas reuniões na Senador, bem próximo ao Clube Jundiaiense, com a presença de Rosamaria Murtinho, Tony Ramos, Sônia Ribeiro e Blota Júnior, Marisa “Gata Mansa”, Wanderley Cardoso, Agnaldo Rayol, Ana Rosa, Nicete Bruno e Paulo Goulart e tantos outros? Inezita era frequentadora dessas festas e sempre que fala em Jundiaí, lembra-se de nossa Mariazinha.

Mas não era apenas com artistas da TV que ela se relacionava. Ainda hoje Lygia Fagundes Telles fala da generosidade, da gentileza, da disponibilidade de Mariazinha. Se Mercedes Cruañes não tivesse morrido, poderia testemunhar o que ela fez por José Mauro de Vasconcelos. Paulo Bomfim é outra testemunha ocular, presencial e afetiva do quanto Mariazinha Congilio fez por Jundiaí. Até mesmo a sua tertúlia, hoje mantida por suas filhas Selma e Silvana, se chamava “Jundiaí”. 

A cada visita de jundiaiense ilustre ao Tribunal de Justiça, o “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, o Decano da Academia Paulista de Letras , Paulo Bomfim, indaga quais as homenagens que foram prestadas na Terra da Uva à querida e saudosa Mariazinha Congilio.

Confesso que não fiquei sabendo de algo significativo e correspondente à importância do trabalho que Mariazinha Congílio desempenhou, espontânea e gratuitamente, com a generosidade que era só dela, para projetar o nome de Jundiaí. 

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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