Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Que pena!

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Que pena que o brasileiro não lê! A melancólica situação em que se encontra a sociedade, cujos valores se perderam ou se confundiram na mediocridade geral, é fruto da falta de leitura. Quem não lê, não fala, não pensa! Vegeta e não existe como ser pensante. Se o brasileiro lesse, poderia se deliciar com o artigo “Trovoadas de Março”, que Marina Silva assinou na FSP de 30 de março. 

Ao comentar a morte de Millôr Fernandes, ela diz: “O estilo debochado de Millôr desnudava os políticos de sorrisos congelados e intenções inconfessáveis”. Este é um ano de eleições. E lembra ela: “Cada vez mais, os que se acham espertos usam os mesmos truques já tão conhecidos, como se a sociedade cumprisse apenas um papel secundário de plateia”. E lamenta a tragédia da revogação do Código Florestal. Morre a floresta, em nome da ganância dos que preferem dinheiro no bolso a garantir a vida a seus descendentes.

Marina sabe o que fala: “Um projeto que acaba com a proteção das florestas do Brasil é apresentado como o ‘novo’ Código Florestal. Para diminuir o constrangimento, fala-se em deixar a votação para depois da conferência Rio+20, mas a sanha voraz da motosserra estabelece prazos e exigências”. É por isso que parece não haver mais esperança para um País que teria tudo para dar certo. “Chegamos ao Saara da política”. Ninguém mais acredita neste sistema. 

Existe democracia porque o povo pode votar a cada dois anos? Existe democracia porque os Tribunais estão abertos e abarrotados de problemas que poderiam ser resolvidos com boa vontade à mesa da conciliação? Existe democracia porque a mídia é livre para produzir maravilhosos espetáculos de reality shows que na verdade são o circo triste do vazio existencial? 

Enquanto a educação consistir em transmissão de informações que devem ser decoradas pelos alunos, os pais declinarem de sua missão de educar gente séria e honesta, preocupada com o destino comum de todos, nos satisfizermos com os partidos políticos que se identificam na busca do interesse de seus próprios integrantes, não haverá progresso no Brasil. Mas a tragédia é que o povo não lê. Não sabe ou não quer saber de nada.

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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