Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

De bicicleta pela Provença

2 Comentários

Quando adolescente, sonhava com a Europa. Só consegui conhecê-la ao completar trinta anos. Já me considerava um velho. Mas o encanto perdurava. Em Paris, ouvia aquela musiquinha permanente do acordeão de minha fantasia. Tive o privilégio de visitar Paris outras 13 vezes. Acho que conheço melhor Paris do que São Paulo. Já fui até o final de todas as linhas de Metrô, percorri os subterrâneos, os cemitérios, todos os templos. Comecei com as igrejas de invocação a Nossa Senhora. Em seguida, conheci as demais.

Sem falar nos museus, nos lugares do turismo e aqueles desconhecidos pelos turistas. É a vantagem de ter sido aluno da Escola Nacional da Magistratura, situada na Ile de la Cité, com a janela de minha classe aberta para os fundos da Notre Dame. Mas viajar passou a ser terrível, com o excesso de pessoas, sua falta de civilidade, atrasos nos aeroportos. Agora, as viagens têm de ser diferentes. 

Penso, por exemplo, em percorrer de bicicleta a Provença, a região francesa equidistante entre os Alpes e o Mediterrâneo. Lugar de campos de lavanda e girassol, construções romanas de dois milênios, encantadores vilarejos medievais. Viajar pela Provença de bicicleta dura sete dias e custa 3.170 euros. 2 noites num castelo presenteado por Franz Liszt a uma de suas amantes. Visita a Avignon, onde moraram 7 Papas no século XIV e deixaram a maravilha do Palais des Papes, formidável construção gótica. 

Passar por Saint-Rémy, onde Van Gogh morou no manicômio e Nostradamus previu o fim do mundo. Cidadezinhas como Uzès, Les Baux, Mourièrs e Eygalières. E provar o Chateneuf-du-Pape, produzido na cidade do mesmo nome. Os grupos são de 12 pessoas e não é necessário ser atleta. A bicicleta é modelo híbrido, Trek ou Scott e tem o conforto de mountain bike com a performance de uma speed de pneus menos espessos e mais aderentes. 

O percurso é por estradas vicinais, cerca de 50 km por dia. Pouco trânsito e raros aclives. Pode-se até descansar um pouco na van, se estiver cansado. Enfim, é um apelo e tanto para quem já se cansou do turismo convencional. Alguém se habilita?

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

2 pensamentos sobre “De bicicleta pela Provença

  1. Muito sugestivo o roteiro de viagem.

  2. Dr. Renato: Muito interessante, pois formou-se um quadro em minha mente. Deve ser maravilhoso, mas eu não poderia ir, pois uma das minhas frustrações , é não saber andar de bicicleta . Sempre morei em ruas movimentadas de São Paulo e, minha mãe nunca deixou meu pai me presentear com uma , pois tinha medo que acontecesse algo. Paciência…Faço votos, de coração, que realize esta viagem fantástica e aproveite muito!

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