Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Já que funciona…

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A utilização da informática é irreversível e adentrou a inúmeros espaços da vida contemporânea. As comunicações passaram a ser instantâneas, seja numa relação interpessoal, seja nas redes sociais. Isso importou em verdadeira revolução: transparência e inflação informativa. Mas também as operações bancárias podem ser feitas na internet, assim como as compras de qualquer produto. Não é só. A escolha dos mandatários da representação política se faz também mediante o sufrágio eletrônico. O Brasil tem know-how para ensinar o mundo todo a votar com o uso de máquinas. Todos esses campos foram atendidos com eficiência e a sistemática mostrou-se inteiramente exitosa. Já que funciona, por que não ampliá-la?

 

Penso em algumas hipóteses factíveis. Por exemplo: os parlamentares federais vão a Brasília, em semanas com feriados, apenas para encostar o dedo no controle de presença e voltam para seus estados de origem. Quanto custa isso para o povo? Se fosse permitido a eles o voto eletrônico, poderiam exercer a sua vontade sem se locomover. O mesmo se diga em relação às eleições para todos os cargos submetidos a sufrágio. A cidadania já consegue acionar o voto eletrônico, mas ainda se vê obrigada a sair de casa, enfrentar filas e o custo do “espetáculo democrático” é elevado. Por que não se ampliar a possibilidade do exercício da escolha permitindo ao eleitor votar de sua própria casa? Não existe mais segredo na sistemática. Ela foi provada e comprovada, já passado o período experimental e expungidos todos os possíveis defeitos.

 

O controle da autenticidade da emissão de vontade é tecnologicamente viável. Existe certificação digital, chave-Brasil e outras formas de controle. O custo-benefício da adoção dessa providência favorece, de maneira indiscutível, a ousadia de uma eleição inteiramente virtual. Indague-se das televisões que fazem consultase interagem com milhões de telespectadores, se encontraram alguma dificuldade em aferir a vontade dos partícipes. Dirão que nunca houve dúvida a respeito. É um teste que não pode ser desconsiderado. Para um país com tanta carência, toda forma de economia precisa ao menos ser ponderada, sopesada, examinada e submetida à manifestação da vontade soberana do povo. 

 

José Renato Nalini é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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