Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Pedir ou fazer?

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Esta é uma época propícia a formular desejos. Intenções, aspirações, vontades, ambições e caprichos. Tudo parece depender da Providência, ou do acaso, ou da sorte… Mas, na verdade, a única pessoa capaz de mudar sua própria vida é a gente mesmo. O titular deste pressuposto à fruição de todo e qualquer direito: a existência. Dom gratuito, milagre ou mistério, mas tão natural que só se presta atenção nele, quando começa a perigar… 

Enquanto se vive há esperança. Para quem quer, nada é impossível. Mas o querer precisa ser intenso, um real sentimento capaz de enfrentar desafios, força indomável, suficiente a superar todos os obstáculos postos no caminho de quem quer mudar sua vida. Do que depende você alterar a trajetória de sua existência? Lamentar-se e culpar os outros é uma constante. Mas há uma falácia nesse hábito. 

Se eu não estou onde pensei estar, primeiro devo perguntar a mim mesmo onde falhei. Não foram os outros que me impediram de estudar, de estabelecer laços de convívio, de descobrir meus defeitos e de procurar extirpá-los. Não foram os outros que me fizeram preguiçoso, acomodado, depressivo, resignado, revoltado, ressentido, “de mal com a vida”. Quase sempre, a chave da ruptura com o imobilismo está num lugar que só mesmo a gente conhece. 

O apoio não precisa vir de fora, quando se faz uma autoanálise e se mergulha – de verdade – nos meandros da consciência. Os exemplos de superação constituem modelo inspirador que qualquer um pode seguir. Por que o outro consegue e eu não consigo? O que ele tem de melhor? Se eu me esforçar eu não chego lá e consigo até mesmo ultrapassá-lo? Medimo-nos, geralmente, por nossas debilidades. Não conseguimos avaliar nosso potencial. 

Mas todas as pessoas têm talentos, têm condições, têm as ferramentas necessárias a assumir desafios e a vencê-los. Não posso estabelecer limites medíocres. Tenho de fixar, para mim e meus objetivos, o infinito. Ainda que ele seja utópico. O começo de um novo ano é ocasião mais do que propícia para inverter a equação do pessimismo e para assumir um compromisso comigo mesmo: coragem, determinação, força, vontade. 

São instrumentos mágicos, mais do que poderosos para fazer com que o limite de minhas capacidades seja dilatado até a linha do horizonte. Feliz 2013 a todos!

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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