Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Mães são eternas

1 comentário

Mães não poderiam morrer. Na verdade, não morrem. Elas são mães para todo o sempre. Há muitas páginas sobre a maternidade. Todas elas glorificando a condição de quem se aproxima da missão divina. Para quem acredita no design criativo, tudo teve origem numa vontade superior. Nada surge do nada. Há uma primeira causa, há uma perfeição acima de todas as outras, há uma beleza insuperável. Essa causa primeira, de que todas as demais são consequências, se chama Deus.

O mistério da criação vai se refletir no mistério da maternidade. Alguém recebe uma centelha vital e, acolhendo-a com amor e zelo, propicia o seu desenvolvimento até que um novo ser chegue ao mundo. Esse alguém foi chamado “mãe”. A valorização dessa vertente é tamanha, que hoje é rotineiro se dizer que “Deus é Mãe”, em lugar do clássico “Deus é Pai”.

A cada vez que a mãe de amigos meus deixa esta peregrinação e adentra à eternidade, lembro, penso e muitas vezes repito um asserto que não é mera retórica: “Quem tem mãe tem tudo; quem não tem mãe não tem nada”.

Mãe é aquela pessoa que está sempre a favor do filho, esteja ele certo ou não. Amor incondicional, amor ilimitado, amor absoluto. Esse o sentimento que a maternidade suscita e que não é resultado de lições, nem de cursos especiais. As mães se convertem nesses seres de infinita compreensão e tolerância, assim que são fecundadas e passam a abrigar outra existência. 

Infelizmente, integro aquele horroroso clube dos órfãos. No caso, órfão de mãe e de pai. Não há dia em que não sinta falta de ambos. Mas quando perdi meu irmão, chorei no colo dela. Igualmente, quando perdi meu pai. Quando ela partiu, fiquei sem colo. Velho, desmamado, mas imensamente empobrecido no reino afetivo.

Os felizes filhos que ainda têm mães vivas, tratem de cultivá-las com carinho. Não só no “Dia das Mães”, pois é delas todos os dias. Alguma vez elas deixaram de lado a maternidade? Nós, infelizes órfãos, cuidemos de honrá-las da forma que nossa consciência ordenar. Não é pelo fato de haverem nos deixado, que tenham também perdido a sua sublime e perene condição materna. 
 
* JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.
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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “Mães são eternas

  1. Sr.
    Tudo o que jamais imaginaria dizer foi dito nesse artigo. Com grande sensibilidade e inteligência descreve o significado da mais sublime das palavras “Mãe” .
    Transbordante do sublime sentimento: o amor filial.
    Através desse amor, via nossa Mãe amorosa, chegaremos ao divino PAI.
    Filhos: AMAI PAIS E MÃES NESTA PERIGRINAÇÃO.
    MARY.

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