Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Vi e ouvi o Papa

6 Comentários

Fui convidado para a missa no Santuário de Aparecida do Norte e estive a poucos metros do Papa Francisco. Não fiz força para chegar mais perto. Não tenho o fetiche do toque. Já foi suficientemente saudável participar do sacrifício e ouvir sua homilia. 

Ele é simples e objetivo. Deixou três mensagens que chamou de propostas práticas. Todas factíveis. A primeira: conservar a esperança. Por mais que o mundo pareça nos desalentar, o cristão tem razões para nutrir a expectativa de algo melhor do que este vale de lágrimas. Segunda: entregar-se à surpresa de Deus. O Criador nos surpreende. A sabedoria popular já sabia disso. Tanto que o ditado “O homem põe, Deus dispõe” é o resumo para a vã pretensão humana de ser dono de seu destino. 

A vida é plena de surpresas. A ciência também alertou que a única certeza com que se pode contar é a incerteza. Mas quem possui a esperança de uma eternidade, não precisa se atormentar. Tudo passa. Só Deus não passa.Os desígnios insondáveis da Providência darão o sentido ao inexplicável.

A terceira proposta: manter o coração alegre. Quem cultiva a esperança e confia em Deus não pode ser triste. Um santo triste é um triste santo, já dizia nosso dom Gabriel Paulino Bueno Couto, rumo aos altares. 

Francisco tem poucos meses de pontificado. Mas já conseguiu milagres. Fazer o Rio hospedar três milhões de pessoas fora do réveillon e do Carnaval, sem bagunça e sem arrastões. Estive lá no domingo, antes de sua chegada e me surpreendi com os peregrinos felizes, dizendo “Jesus te ama” em vários idiomas a quem estava na praia. 

O melhor sinal de que Francisco é bom é a resistência do radicalismo ao seu carisma. Ele testemunha a verdade da proclamação “Em casa de meu Pai há muitas moradas!”. Múltiplos os caminhos que levam à salvação.

Embora a politicalha queira se valer de suas mensagens, o povo não é bobo e sabe em quem acreditar. Quisera estar vivo e poder assistir à prevalência da verdade e do bem, para que a indignação difusa se transformasse em ira santa e pudesse, em efetivo, mudar a face da Terra.    

JOSÉ RENATO NALINI é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.
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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

6 pensamentos sobre “Vi e ouvi o Papa

  1. Dr. Nalini, a sua pública profissão de fé tem servido de inspiração para minha própria jornada espiritual… agradeço a Deus por homens como o senhor, que não se calam diante da incredulidade e, creio eu, de um secularismo desumanizante que tem tomado conta da nossa sofrida sociedade… obrigado por compartilhar conosco uma fé vibrante, e pegando carona às palavras do Papa Francisco, cheia de esperança e de alegria. Que Deus continue abençoando ricamente sua vida.

  2. Pegando carona “nas” palavras do Papa… erro material de digitação rsrsrs

  3. Que texto bonito, Dr. Nalini.
    A leveza me comoveu.
    abs.

  4. Que maravilha poder estar próximo ao Santo Papa! E que alegria ouvi-lo dizer: “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso eu tenho: Jesus Cristo”! De fato, o cristão tem de ser alegre; o cristão alegre dá testemunho de sua fé sem precisar bradar apoiado em púlpitos. Ele é sensível e sabe agradecer a Deus até mesmo nas adversidades. Sabe Dr. Nalini, não sei se o senhor já leu o livro “Pollyanna” (Heleanor H. Porter), mas ser cristão é jogar o “jogo do contente”, assim como fazia a personagem título do livro; ela contagiava a todos com a sua alegria, sempre mostrando que toda situação não muito agradável sempre tem um lado positivo! Fantástico! Grande abraço.

  5. Somente ouvi o Papa Francisco e me tocaram muito muito suas palavras e atitudes. Sinto renascer a esperanca e a fe numa humanidade mais justa e solidaria. Parabens pelos seus comentarios. Desculpa a falta de acentos. Estou tc do cel….Abs

  6. Boa Noite Excelentíssimo Senhor Corregedor Geral

    Estou aqui humildemente para solicitar a Vossa Excelência que continue a tutelar pelos nossos animaizinhos indefesos.
    Sei que amanhã será o julgamento do recurso impetrado pela Prefeitura de Guararema para novamente trazer o rodeio para cidade.
    Alegam que os animais são bem tratados e que utilizam apetrechos que não machucam o animal e que possuem selo verde (?) atestando ser um esporte como qualquer outro.
    Não, não é…Eles sofrem além dos ferimentos físicos, a humilhação e medo por não estarem junto aos seus. Por estarem confinados a um local apertado antes de serem lançados na arena, sob os gritos estridentes do locutor e gritaria de um povo inconsciente do sentimento daquele ser tão indefeso. É um esporte retrógrado, onde lembra a arena de tempos atrás onde nós eramos os subjugados.
    Se o intuito do “esporte” é fazer com que os ditos “atletas” fiquem o maior tempo em cima de um animal, então por que não utilizar o touro mecânico? que além de promover o objetivo da prova, exime de sofrimento o animal?
    As festas são bem vindas, os show são bem vindos, mas o sofrimentos dos nossos irmãozinhos menores não.
    Acredito que Deus nos coloca em lugares onde podemos e devemos ser auxílio para aqueles que nos procuram. Nada é por acaso.
    Os animais não podem pedir por si só por socorro. Eles precisam de um coração bom e consciente que os tutelem, que os protejam, que os amem.
    Quando o Promotor de Justiça entrou com a Ação, eu agradeci e senti que a vida daqueles animais estava começando a mudar. Com a decisão da Excelentíssima Juíza de Direito de Guararema deferindo a liminar e o senhor negando o recurso da Prefeitura com sua bela decisão e tão sábias palavras, senti que o céu estava na Terra naquele momento e orei pelo senhor e por todos aqueles que foram iluminados na decisão. Senti que estavam sendo abençoados por São Francisco de Assis e por todos os anjos que, naquele momento, festejavam no céu.
    Benditos os que lutam pelos indefesos.
    Me perdoe por escrever essa petição em seu blog, mas não tinha como recorrer ao senhor de outra forma.
    Sei que sua r. decisão não mudará, pois senti que seu coração prima pela Justiça, mas peço a Deus que todos os outros Conselheiros possam sentir esse mesmo sentimento que nutriu sua decisão e seu coração.
    Obrigada, peço sempre a Deus pelo Promotor, pela Juíza e pelo senhor…
    Gratidão é o que posso lhe ofertar.
    Me perdoe mais uma vez, confio no senhor.

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