Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

E 32 outra vez

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A Revolução Constitucionalista de 1932 orgulha São Paulo. Os bandeirantes não alargaram apenas as fronteiras físicas desta Nação que passou a se chamar Brasil, mas dilataram as fronteiras morais de sua gente. Pois o intuito dos paulistas era devolver a República ao Estado de Direito, esfacelado pela ditadura populista de Vargas.

Qual a semelhança entre os dois momentos: 1932 e 2015? Também agora, o Brasil clama por ética. Exige respeito pela coisa pública, lisura na gestão do interesse comum, honestidade na política. O desalento é geral, a falta de perspectiva assola a todos. É urgente a retomada do caminho da probidade. É intolerável assistir à continuidade das práticas nefastas. A caterva inferior não se importando com a faxina propiciada por corajosa atitude daqueles que não hesitam no cumprimento do dever.

Já passou da hora do “basta“. O Brasil merece respeito. São Paulo pode se inspirar no sacrifício de sua gente que em uníssono arrostou o perigo e ofereceu sua própria vida para restaurar o tecido esgarçado de uma Democracia capenga.

Não é necessário pegar em armas. O armamento é outro: é a conclamação a todos os brasileiros lúcidos, para que não percam a capacidade de indignação, para que aceitem levar às últimas consequências a missão de expurgar da vida pública aqueles que confundem o interesse do Estado com suas próprias mesquinharias.

É o momento do brasileiro crescer. Tornar-se adulto. Assumir sua cidadania, que é o protagonismo de quem sabe ter direitos, mas não desconhece a outra face: os deveres, as responsabilidades, as obrigações.

A melhor forma de comemorar o 9 de julho de 1932 em 9 de julho de 2015 é não trair os que perderam a vida, os que saíram de sua zona de conforto e foram morrer, os que ficaram na vigília, os que deram sua cota de heroísmo para deixar brilhar a verdade da Constituição. Temos todos um compromisso com as gerações do porvir, que precisam sentir orgulho de sua gente e não vergonha.

Reflitamos todos sobre o que o Brasil espera de nós e São Paulo pode oferecer ao futuro da Pátria.

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 09/07/2015
JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

4 pensamentos sobre “E 32 outra vez

  1. Excelente abordagens do Judiciário e compõe academia de letras com méritos.

  2. Excelente abordagens do Judiciário, comando da Presidência do TJ SP com nortes avançados e compõe academia de letras com méritos.

  3. Excelente artigo, se todos que conhecem seus direitos e deveres, lutassem por eles teríamos uma justiça mais justa, para todos. Aqueles que detêm o poder olhassem com com mais lisura o povo no geral as desigualdades seriam menores.

  4. Lá nos bancos escolares aprendi uma coisa, durante o aprendizado vi outras, mas não há de se negar uma similaridade com aquele movimento.
    A sociedade queria reformas, e é isso que queremos agora, porém com maior profundidade.
    Será que precisamos de mais cidadãos como os: MMDCA?

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