Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

As janelas d’alma

8 Comentários

As janelas do espírito se abrem para dentro. Aparentemente estamos equivocados e só contemplamos externalidades. A falência da educação brasileira é reconhecida por todo o mundo. Aliás, é nas avaliações levadas a efeito por organismos internacionais que obtemos os piores índices. Quem soletra não chega a pensar. Operações matemáticas elementares são desconhecidas por boa parte do alunado.

A escola, no meu tempo, era um lugar ao qual se ia por prazer. Aliás, por múltiplos prazeres. Fazer dos colegas verdadeiros amigos. Aprender com as aulas de professoras amadas. A novidade dos livros de leitura que, mal comprados, já eram devorados. Antecipávamos às aulas, pois era prazeroso estudar.

O que aconteceu com o processo educacional? Falência dos valores. Estes, ou se encontram em declínio, ou já foram sepultados. Onde foi parar a boa educação de berço? Hoje, o professor é considerado um empregado do aluno. A relação é de consumo, como qualquer outra sob a ótica consumerista. Não gostou do produto, o direito de quem paga é trocar.

Se isso ainda se mostrasse admissível na escola particular, inimaginável na escola pública. Ela existe porque todos contribuem com o Erário. Quem estuda e quem não estuda. Quem está nela matriculado ou quem nunca se serviu da educação oficial.

Os professores da rede pública sofrem toda sorte de humilhação. A começar da falta de educação dos alunos e da falta de reconhecimento dos pais. Estes declinam de transmitir civilidade a seus filhos e parecem acreditar que isso é função da escola. Não é. A escola transmite conhecimento. Mas a base vem de casa. Quando não há mãe que ensine, pai que discipline, hierarquia no lar, é evidente que a escola só poderia se transformar em cenário de lamentáveis espetáculos.

O que pretendemos ao acreditar que o governo é quem deve cuidar de tudo? O retrocesso é galopante. Em todos os setores. Ambiente degradado, falta de civilidade, sujeira, abandono, descaso e revolta. Perdemos a capacidade de aprender, com humildade e modéstia. Quem é sábio? Indaga o Talmud: é aquele que aprende com todos os homens. No Brasil de hoje, parece que a regra é desaprender. Estarei sendo pessimista ou apenas realista?

JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

8 pensamentos sobre “As janelas d’alma

  1. Outro dia um professor de história da época dos anos dourados me contou que o mestre em sala de aula é quem impõe o respeito. A falta de respeito com o professor começa, quando uma mãe vai conversar com o diretor do colégio, e ao invés do diretor dizer que a mãe está errada, ele simplesmente desautoriza o professor em sala de aula, chama a atenção do mesmo, tirando o seu poder de educador e mestre. Seja em colégios públicos ou privados, os erros são os mesmos. Perdeu-se o poder de hierarquia. A falta de desautorização dentro do próprio colégio, entre mestres que deveriam educar e não inflar seus egos, numa competição desenfreada de quem pode mais, e quem chega no cargo de maior remuneração, também contribui para a desordem organizacional no ensino público. A falácia com quê os colégios públicos se preocupam mais com números e metas do que com seres humanos é evidente. Estamos mais preocupados com números para a ONU, Organizações Internacionais, Verbas do Governo Federal, Estadual e Municipal, do quê realmente educar nossas crianças carentes. O país em quê vivemos se transformou numa promiscuidade de números. É só nisso com que o Estado em seu ensino público se fortalece. Arrecadar para ensinar. Deveria ser o inverso. Ensinar, sem desautorizar. Quando o professor em sala de aula tiver total autonomia para educar seus alunos, sem interferências externas, e sem a aprovação automática, talvez o Estado colocará ordem na casa. Crianças bem educadas nos colégios, passam a levar bons exemplos para pais deseducados. A educação, quando o lar está falido, deve ter a força e o poder de disciplina de professores. É mais fácil ensinar o correto e educar os filhos, do quê ensinar e educar adultos. Quando o ensino básico e fundamental realmente funciona, pais passam a aprender com os filhos. Mas no Brasil, números e cifras são mais importantes do quê o ser humano e sua formação fundamental mínima para concorrer em pé de igualdade com o ensino particular. Na hora de se distribuir a renda no país, o Governante pensa logo no quê?! Cortar a verba do ensino fundamental, e investir em obras públicas, pois se arrecada mais dinheiro. É mais fácil dar multas e colocar radares, do que ensinar a população em campanhas preventivas no trânsito. Campanha preventiva não se arrecada dinheiro. A indústria da multa rende milhões para os cofres públicos. E em tempos de crise mundial, a política brasileira virou uma verdadeira febre pela sede da indústria da multa. Como quê um câncer contaminou todas os órgãos públicos, nas diferentes atuações estatais. Cabe ao Ministério Público, e toda a sociedade fiscalizar cada centavo deste dinheiro, e convertê-lo em medidas preventivas de bem estar social e ensino de qualidade nos colégios do estado. Todo país de primeiro mundo possui ensino público de qualidade e medicina preventiva pública de qualidade. É educando aqueles que nada tem, que se evita a revolta social sobre os quê muito tem. Todos os índices de criminalidade entram em queda livre, focando no ensino básico e fundamental. Mas para a maioria nada disso interessa. Não é rentável, não gera cifras e as pessoas parecem gostar desta matemática invertida e de valores subversivos da sociedade atual. Até quando esta insensatez vai durar?! Só o tempo poderá dizer. O mais otimistas que conheço não se atrevem a dar algum palpite…..

  2. Se não se confia nos professores, nada vai a lado nenhum

  3. Mais um artigo essencialmente realista.

  4. “Estarei sendo pessimista ou apenas realista?”

    Infelizmente realista! Tudo pode mudar para melhor e a qualquer instante… mas, pouco vemos soldados comprometidos nisso! Hoje se chamarem à guerra, temos muitos se apresentando. Reparem o quanto a culpa é do outro, e está no mundo, mas nunca em si, e por isso, vamos revidar!!!

    Pouco são os que enxergam além do seu egoísmo e vaidades e se colocam dispostos a entenderem onde o “doce” desandou. Recomeçarem em prol do melhor aos seus e a todos que convivem com os seus. Pensar na responsabilidade! Que vai além do que eles são a nós! Somos pais e o aguentaremos! Mas como eles se apresentam à sociedade? Olha o tamanho da responsabilidade! Fácil será reclamarmos do mundo malucão. Mas o que deixamos a ele? Qual a nossa contribuição???? Do contrário, onde vamos parar? Super entendo o seu realismo!

    Nunca fui chamada à diretoria da escola de minha filha. Sempre estive em todas reuniões – podendo ou não, largava tudo para estar a par de seu desenvolvimento.

    Nas reuniões que frequentava, via muitas mães cheias de vergonha com a falha de berço, Mas orgulhosas, defendendo os filhos e tentando provar que eles não erraram (afinal seria o mesmo que assumirem suas culpas). A culpa era dos professores ruins aos seus filhos. Ego bobo, ao invés de recomeçarem sem vaidades para receberem melhores troféus, já que a loucura do dia a dia, talvez tenha feito elas ausentes da educação dos seus filhos. Logo, compreensível e em tempo de ser consertado se assumido e reavaliado algumas prioridades da vida! A importância de ouvirem de coração aberto, e com humildade, reconhecerem qq fio solto e amarrá-lo antes que seja tarde demais.

    Temos que cumprir com a nossa missão primordial que o Criador nos deu, que é a de receber o presente divino e moldá-lo no amor exigente (como o de Deus a nós – plantamos para colher e não somos mimados com tudo) para que amanhã tenhamos um Ser do bem neste mundo tão carente do melhor.

    Sempre digo à minha filha que se ela pensar em errar com alguém, erre antes comigo. Se for ofender, machucar a alguém: faça primeiro comigo! Pois o erro foi meu e não adianta descontar na sociedade. Minha sempre foi a responsabilidade e será enquanto aqui estiver! Não quero olhar e dizer: eu criei um monstro ou não pude domar o monstro! rs.

    Eu assistindo as discussões nas reuniões escolar de minha filha, saia meio transtornada, mesmo sendo eu considerada a mãe não exemplo – jovem e solteira, que ao entrar na sala, muitos olhavam desconfiados ao ver minha juventude e ao me apresentar como mãe e não irmã da Maitê (rs.). Penso que muitas ali ficavam confusas também. Simplesmente sem entenderem como levava elogios para casa e uma única reclamação: da timidez excessiva de minha filha. Nunca pude ser exemplo nisso, pessoalmente, sou igual – tenho a síndrome de gasparzinho (adoro ser invisível em ambientes público) rs. Mas sempre tentei mostrar a Maitê da importância na comunicação, e do quanto a professora tinha razão!

    Sou muito cobrada para ter mais filhos. Uma de minhas tias que hoje vive em Estawayer-le-lac, em uma das vezes que veio ao Brasil, me trouxe um enxoval completo de bb. Pense na torcida?! Família de pai e mãe querem muito que eu tenha mais um herdeiro. E eu, vou enrolando, rs. Falava do mundo louco. Eles: vc é firme, dará conta! Eu: será?! rs. Hoje falo do lado material. E eles tentam resolver com um toque de humor, dizendo: um manda a vaca para garantir o leite (tios agropecuarista); a outra (tia prefeita) manda o bolsa fralda; a outra já enviou o enxoval; a outra dá o berço; a outra quer mandar um carrinho alemão que viu em Lugano e diz que vou me apaixonar e eu brequei pedindo que esperem o dia que estiver pronta para engravidar! Kkk

    A verdade que se lá atrás, sozinha foi difícil. Imagine hoje, em meio às barbaridades do mundo, mesmo programando, e tendo toda essa torcida que na minha gestação precoce não houve… sei que ainda será difícil!

    Muitos pensam naquela mágica linda de ser mãe, como foco é algo primordial. Já eu vejo nisso mera recompensa, acreditando que ser mãe, vai além dos momentos mágicos. Ser mãe é ser consciente da responsabilidade que temos em nossas mãos, sendo que todo aquele amor envolvido é mera conseqüência divina, que realmente nos renova e dá vida, mas se o filho não for bem direcionado, e cada mãe e pai não estiver consciente de sua missão, tudo poderá ficar cinza e sem cor… Trará tristezas e frustrações seguida daquela pergunta: onde foi que eu errei?!!

    • Camila, sinto que você se cobra muito como mãe. E fica sempre uma “culpa” subjetiva na perfeição de ter que criar sua filha.

      Muitas vezes vejo mães, extremamente submissas a seus maridos, e uma pressão social de que a mulher foi feita para ser dona de casa e ter de gerar filhos, e o homem trabalhar fora e pagar as contas.

      Pensamento este machista e arcaico e que com a Graça de Deus nunca aceitei. Porém, tem mulheres que adoram ser donas de casa, e viver para a educação dos filhos. Te digo que é uma equação perigosa.

      Talvez esta criação minha que veio de berço, nunca admiti esta criação machista dentro do lar. Todas mulheres de minha família sempre foram independentes financeiramente, e muitas até ultrapassando o salário dos homens. Esta é a modernidade do século 21! Homens e mulheres trabalhando para pagar as contas do lar, e ajudando de forma igual, na criação dos filhos.

      Sem sobrecarregar um ou outro. Hoje o mundo está moderno. Não há mal algum em ser mãe solteira. E ter filhos sem nunca desejar se casar com alguém. Para o homem igualmente. Temos de parar com esta história de ficar com peso na consciência por causa de dogma religioso. Cada um deve viver da forma como se sente melhor. Isto é o que importa na vida.

      Acredito que você deveria ter sim mais um filho, porque não raras às vezes, filho único cresce muito mimado. Filhos que crescem com irmãos, em tese nascem mais preparados para a vida. Porém esta regra comporta exceções.

      Os pais, tem obrigação em criar os filhos e educá-los da melhor maneira possível até os 18 anos. Daí em diante, vamos parar com esta história de sentimento de culpa pela educação dos filhos. Cada filho tem sua individualidade, e são inúmeros fatores que influenciam na personalidade de uma pessoa, e não só a educação dos pais.

      Tirando a culpa, e desapegando um pouco dos filhos, é uma forma de abrir um caminho para cuidar um pouco de você. Talvez, se apegar muito em algo, possa ser uma fuga pessoal, com intuito de não querer assumir compromissos.

      Eu antes de virar advogado era uma pessoa extremamente tímida. Primeiro o telemarketing, depois virar advogado, me tirou a timidez excessiva. Existem também outras formas de tentar ser uma pessoa mais expansiva. Aulas de teatro, canto, dança de salão, cursos de oratória, enfim. Somente começando e saindo para o mundo é que a coisa começará a acontecer.

      É curioso quando você disse da síndrome de gasparzinho. Era muito assim. Minha mulher me ajudou muito a perder isso, e a profissão também. Mas só treinando que se perde estes trejeitos.

      Basta começar, que o céu é o limite…. o tímido sempre vai ter uma desculpa para fortalecer a síndrome do Gasparzinho. O importante é lutar contra nossos defeitos, e focarmos nas qualidades. O primeiro passo já foi dado. Achou o defeito. Agora para se atingir a perfeição, é trabalhar em cima da qualidade negativa. De tanto treino, o difícil se torna fácil. Mãos à obra.

      • Bom dia Rodrigo!

        Por gentileza, se me direcionar um comentário, opte pelo ‘responder’! Por sorte, relendo, achei um comentário seu a mim. Não clico em ‘avise-me sobre novos comentários por e-mail’ não tenho como recebê-los se não for via ‘responder’ (chegará um email a mim de aviso), caso tenha me direcionado outros em outros artigos aqui na página do Mestre Nalini.

        Rodrigo, recebi SUAS solitacoes no face e insta, pedindo para ser meu amigo virtual. Peço lhe desculpas por não ter aceito nenhuma, mas… Só add familiares e pessoas conhecidas. Espero que me entenda. Família grande… e acho estranho adicionar e conversar com quem nunca vi pessoalmente. rs. Salvo às figuras públicas, as quais parecem que de tanto vê-las é saber delas, conhecemos há anos! rsrsr

        Com relação ao tudo que me escreveu, sou perfeccionista em tudo Rodrigo, não só na educação e firmeza ao criar minha filha! Quem me conhece, sabe como sou na vida! rs. Odeio um braço curto! Já fiz análise e a profissional já desistiu de mim! Kkk Não tem um dom… Me dê QQ missão que estudo e não aceitarei fazê-la de QQ forma, rs. Sou os que o Pernambucanos chama de inxiridinha! Mas fique tranquilo que nada tem a ver com conbrancas de mãe e pai… Minha criação não foi machista… Se conhecer a minha loka família, verás que nao tinha como ser…

        Me vi gestante aos 15 anos de meu primeiro namorado que eu confiava e namorava há mais dois anos… quando me vi grávida, ele me pediu para que interrompesse a gestação. Família toda (inclusive a dele) pedindo pelo casamento, deram apto para que morássemos e meu pai, pediu o contrário: não case por um filho! Não aceite um homem que insiste em pedir isso a ti. Nunca deixe de estudar e trabalhar que seu futuro estará garantido. E disse: LLembre-se que eu sempre estarei com vc! – Qual família tradicional faria isso? rs. Faria o cabloco casar para limpar a honra e entregaria a filha a infelicidade!

        Não casei. Namorei o pai da minha filha por mais um ano. Ele me amava, mas mal olhava a filha. Disputava espaço com ela, inclusive. É aí a escolha foi minha por seguir com ela sozinha. Meu pai sempre me apoio até na ideia de fazer as minhas próprias leis. 🙈🙈🙈 Qdo o pai pediu pelo aborto, e que tinha esse direito… vi que ele não queria responsabilidade e, o isentei de todas desde do nascimento! Material e afetivo! Nunca recebemos nada dele. Fui tão cabeça aberta que aceitei que se ele era a favor do aborto, e eu não… Logo, simples seria ele abortar da vida dele… mas eu não! Sentenca minha que ficou bom para todos… Já que forçá-lo nesta relação, prejudicaria minha filha também. Poderia obrigá-lo a dar os alimento$$$, mas nunca o amor. Bem o amor que QQ filho mais precisa. Conseguir entendê-lo e contornar aos tempos atuais todo esse rolo! Foi difícil enrolar minha filha pequena, mas hoje madura, sabe de tudo e compara sua história com a filha de Steve Jobs, qdo leu a biografia dele. Não o culpa. E não se culpa. Entende que ele não queria filho algum. Nem Maitê, nem Maria, nem Joaquim. O problema nunca foi ela. Mas sim ele.

        A verdade que nunca faltou nada a minha pequena. Tenho certeza que quem só perdeu foi ele. Ganhou os alimentos que nunca pagou e que nunca faltou a Maitê, mas… deixou de ganhar o amor dela por 19 anos, idade dela hoje. Talvez isso justifique minha super proteção. Quis ser pai e mãe e tudooo… Para ela nunca sentir nada nessa vida! Já que o pai, nunca a procurou! Mas ganhou outros… Meu pai, meu irmão mais velho e ha 14 anos, meu noivo Elias o qual chama de pai!

        Os que realmente conhecem minha história Rodrigo, sabe que sou um misto das mulheres antigas com atuais. Não generalizo. Gosto de entender a individualidade de cada um. Nada é tão assim ou assado! Me conte sua história que será mais fácil entendê-lo. Gosto desse equilíbrio. Odeio rótulos! Gosto de ser mais de uma aqui dentro de mim… E no final somos… No mínimo temos o bem o mal diariamente dentro de si… Sempre vence p que alimentamos… rs. E Se lá atrás, em outras reencarnações de tempos e tempos atrás… Certamente já era assim… uma das modernistas e revolucionárias da época! rs.

        Gosto da modernidade Rodrigo, mas gosto do que é velho e indispensável (do que faz falta) ao equilíbrio dos dias atuais. Por isso está essa bagunça! Exageram em tudooo… Clama HJ pelo desenvolvimento sustentável e não conseguem entender que o segredo está no equilíbrio… Nem lá e nem cá… O importante é saber o que importa! Logo, o que trazemos para dentro de forma sadia e que sustente um futuro realmente feliz! E que tal felicidade, não está na grama do vizinho…. É sim é individual… Pois hoje temos muitos robôs programados. Copiam e seguem… dissimulados aqui e ali… vivendo, mas pouco sentindo da vida!

        Gosto de ser dona de casa. Cozinho, lavo, passo, faxino, costuro, mas me cuido como mulher impecavelmente… amo todas as tarefas, principalmente a de servir quem eu amo (pai, mãe, filha, amigos etc.), vendo num alimento feito, uma maneira de dar carinho e amor a quem eu convidei para estar à mesa em minha casa. Não trata-se de submissão e sim de opção. Não sou obrigada, gosto e tenho prazer nisso! Mae sinto viva em viver essas fases que muitos HJ pulam… Chamam de trabalho! Para mim é prazer!

        Mas trabalho muito também fora de casa… desde d meus 14anos e sempre trabalhei como uma mulher moderna! Tocava a empresa de pai, administrando e melhorando tudo. Hoje, com a ida de pai a PÉ e ter optado por aqui morar, trabalho na empresa de meu noivo na parte de contratos que tenho especialização e tal…, e não tenho jornada fixa para tanto… EnQto têm pendências estou à disposição. Adoro ser tudo isso em uma só…!

        Com relação a minha timidez, gosto de quem fala baixo e chega tranquilo. rs. Gosto do discreto, mas falo e conheço muita gente. Não me atrapalha e nunca me atrapalhau em minhas realizações. Só tenho achado o mundo muito agitado!!! rsrsr… Não deixo de viver por conta disso. Me assumo e vou, rs. Tenho minhas frustrações de criação e tal… Acho que todos a têm! Mas nada tem a ver com ideias repressões machistas… outras questões complexas, mas que vamos ajeitando… a ciência delas é vontade de não ser braço curto vai reajustando tudo!

        Quanto a ter mais um filho, comecei cedo, e HJ faço o inverso, kkk… Programarei melhor. Com 35 anos, o relógio biologico vai rodandooo… Mas, filho é o que crio. Posso adotar também se qdo me sentir preparada não puder mais ter. O importante será deixar soldados de bem aqui e ali… Encaminhar esses anjos ao melhor. Sangue e características fisicas é bobagem. Certamente eu terei sim o Rodrigo! Mas quero materialmente falando, numa melhor hora. Não quero que ele sobreviva, e sim viva com tranquilidade e de forma estável.

        Grata por me direcionar um comentário!
        Não sei há outros por aí… sugiro que clique em responder das próximas… Assim consigo receber um aviso…

        Um grande abraço a ti! Sorte na vida em todos os sentidos! Sucesso Rodrigo a ti e sua família!

        OBs) não revisei o que escrevi. Mandei o rascunho… rs. Mas espero que entenda. Não quis deixar pra depois… E ao mesmo tenho um compromisso…

  5. Camila, sinto no seu caminhar uma vontade profunda e intrínseca do sentimento materno enraizado em sua alma.

    E noto, no meu inexperiente e cego olhar, que você tem “receio” de mergulhar de cabeça, e assumir do fundo de sua alma seus sentimentos pelo seu companheiro querido. Sempre digo para as pessoas, que o número 4, é um mundo mágico.

    Todas as pessoas deveriam ter pelo menos 2 (dois) filhos. Seu desejar pela vida, é digno, e o que importa é sua capacidade de felicidade interior. Você estando bem consigo mesma, irradiará alegria e felicidade para todos à sua volta.

    Tenho milhares de fotos minhas e de minha família no meu face e instagran, e pessoas que nunca, ou jamais conhecerei pessoalmente. Nada disso importa. Mas entendo sua necessidade de escrever sempre e cada vez mais.

    Escrever, jovem colega, é terapia e psicanálise dos sentimentos da alma. Sugiro, com seu dom, de emocionar pessoas, que comece a escrever um livro. Prof. Nalini, muito bem sabe da capacidade de jovens como você. Em suas aulas era um Palestrante nato e incentivador das qualidade positivas de cada um. Comece a frequentar a Academia Paulista de letras.

    Se envolva no mundo literário. Vá seguindo os ventos e a valsa de sua vida, no tempo e na velocidade que seu coração permitir. Você se sentindo bem e em paz com seu “eu” interior, ninguém consegue tirar sua paz e sossego social.

    Um bom Domingo e que Deus te dê prosperidade e abençoe você e sua família cada vez mais, nesta tarde de Domingo chuvoso. Precisamos de muita chuva em S. Paulo. O meio ambiente agradece.

    • Agradeço sua preocupação Rodrigo! Muito sensível de sua parte sentir minhas vontades a partir de uma outra “Bíblia” que aqui escrevo de minhas misérias. rs. Mas cuidado, pois palavras podem ter mais de uma interpretação. Difícil sempre será captar o real, sem conviver ou ver a pessoa para realmente senti-la. Amo tudo que leio do Mestre Renato Nalini, e até já o escrevi dizendo e o parabenizando, mas.. isso não é o mesmo que conhecê-lo de verdade… talvez imagino de sua personalidade… Posso falar de e não sobre ele… Eu Gosto do que ele escreve e se ele for o jeito que eu interpretei seus textos… é um ser especial! Mas bobeira é não viver a realidade! E a realidade é que não o conheco de verdade! E olha que li demais seus escritos… rs. Certeza mesmo, talvez se convivesse com ele… Ou vc comigo para tantas definições. E Por isso a minha resistência em tantas amizades virtuais e pouco tempo para conhecer de verdade e estar presente a todas!

      Quanto a escrever… Amo comentar páginas de quem sou fã! Mas respondo por educação a todos como vc, que se dirigiu a mim. Importante ser cordial e agradecer Os que vêm com análises de personalidades e conselhos positivos ou negativos à minha pessoa. Leio tudo para fazer valer o tempo gasto da pessoa. Nem sempre concordo, mas agradeço sempre.

      Quanto ao meu noivo, sou uma pessoa que não gosta de rótulos! Tenho minha eterna família terrestre formada desde de que a minha filha nasceu! Nao tenho que assumir isso ou aquilo para agradar uma sociedade ou definir sentimentos! Meu acordo é com ele. E Sendo bom, estarei nele e Independente do futuro amoroso, estarei nele! Tenho certeza que ele nunca sairá de minha vida! Antes de QQ relacionamento, fomos sócio até aqui na vida! Eu ajudei em seu desenvolvimento, e ele no meu. Parceiros seremos eternamente! Amigos sobretudo! Não há medo ou insegurança em assumi-lo, rs. Não o escondo em meus escritos! E quando me perguntam do casório, respondo: tenho 14anos de parceria. Fomos padrinhos e fomos em muitos casamentos que já não existem mais! Um ano, dois, no máximo 4anos duraram! E eu que nunca senti necessidade disso ou daquilo… Sou muito tranquila e feliz comigo! Nunca estive atrás de casamento a mim ou um pai à minha filha! Pelo contrário. Tentei policiar a relação para não confundir a cabecinha de minha filha… Mas, acabou que eles se escolheram como pai e filha. Minha opinião ou proteção exagerada, pouco importou. rs. As coisas acontecem… Não precisamos ficar 24hs programando, recalculando o que não se programa = amor, carinho etc. Inseguro é tentar definir o que se sente e denominar um relacionamento porque tem de cumprir fases impostas sabe Deus PQ quem, rs. O importante é o respeito com o coração do outro!

      Agradeço de coração todos seus comentários! Sua preocupação e análises profundas…
      Fique em paz que aqui também seguirei!
      Que o Criador lhe retribua em dobro a sua atenção e carinho! Tenho certeza que Ele não economizará nisso… Sempre retribui os sinceros e de bom coração!

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