Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Acordar é preciso

2 Comentários

De uns tempos para cá, a população brasileira foi treinada a demandar, a exigir, a reclamar. Os direitos foram proclamados, explicitados e universalizados. Pena que isso não aconteceu com os deveres. Tudo tem de provir do céu ou do governo onipotente. Esqueceu-se de conjugar o verbo trabalho, sacrifício, autonomia, iniciativa. O resultado é que a conta não fecha.

Estado inflado, porque para prover à contínua e crescente requisição de bens e de serviços, precisa de máquina compatível. Quem sustenta o Erário foi desestimulado. Presume-se a má-fé do empreendedor. Sobrecarregado com tributos escorchantes, obrigado a uma burocracia infernal, quem teve juízo encerrou suas atividades e foi para o exterior. Quem não teve está amargando com a crise.

Vislumbra-se um porvir menos plúmbeo do que se prenunciou? Será que os economistas vão errar mais uma vez e que 2016 não será tão tétrico? Deus o queira. Somente a Providência divina para repor juízo nas cabeças responsáveis pelas políticas públicas da salvação.

Já passou a hora de acordar. Todo brasileiro tem responsabilidades porque elegeu os seus representantes, dos quais muitos se envergonham hoje. Houve aqueles que foram coniventes com os desmandos. Outros se indignaram, mas permaneceram inertes. Sempre à espera de que alguém haja por eles.

Só que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer“. Urge retomar o pulso da caminhada. Exigir responsabilidades dos detentores de mando. Reduzir o gasto público. Diminuir essa máquina paquidérmica inoperante. Controlar as despesas. Eliminar desperdícios. Ressuscitar o princípio da subsidiariedade e pregar a ascese. É preciso viver com menos. Renunciar ao supérfluo. Ater-se ao essencial. Este não é mensurável em qualquer moeda. A moeda de que o Brasil precisa é vergonha na cara.

Esta não fica sujeita à oscilação cambial, tem valia para toda a humanidade e o déficit nacional precisa ser coberto antes que a coisa fique ainda pior. Feliz 2016 para todos nós!

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 31/12/2015
JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

2 pensamentos sobre “Acordar é preciso

  1. Parabéns mestre José Renato Nalini.

  2. Mestre José Renato Nalini, belo artigo; feliz 2016.

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