Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Auto-ajuda? Melhor ainda!

10 Comentários

O preconceito é um sentimento negativo. Quando exagerado é ilícito. O constituinte de 1988, desde o preâmbulo do pacto federativo, condena o preconceito. O ideal para o povo brasileiro é edificar uma Pátria justa, fraterna, solidária, em que não haja qualquer espécie de preconceito.

Infelizmente, o preconceito ainda existe. Aqui e lá fora. Neymar que o diga. Recentemente, outras figuras notáveis foram alvo de racismo. E são pessoas belas, ricas, famosas e poderosas. Que mesquinhez e mediocridade a de quem as agrediu!

Mas há um preconceito disseminado que às vezes passa desapercebido. É aquele nutrido por quem se considera erudito, em relação à literatura chamada “de auto-ajuda“. Tudo aquilo que é assimilado de imediato, por sua singeleza e objetividade, pela clareza, pelo linguajar ao alcance de qualquer pessoa, é repudiado pelo pernosticismo. Não é difícil ser complicado. O difícil é ser simples.

Parece-me que o que está em jogo não é a qualidade da literatura produzida por quem consegue escrever algo destinado a ser “best-seller“. É exatamente a potencialidade das vendas. Vendeu milhares de livros numa Pátria de analfabetos? Então é auto-ajuda e não merece louvor.

Coisa pobre e careta. Ainda bem que os que vendem não se impressionam com as críticas. O masoquismo acadêmico é que está se martirizando porque não consegue atrair leitores. Ao comentar o fenômeno, Alain de Botton, jovem rico e culto, diz que ele “reflete um preconceito metafísico de que a verdade deve ser um tesouro conquistado a duras penas. E, por conseguinte, tudo o que é lido ou aprendido com facilidade merece ser considerado frívolo e inconsequente“.

Concordo com ele, embora não adote o seu “evangelho ateísta“, que conquista muitos adeptos no Velho Mundo decepcionado com a falácia da razão. Para mim, todo livro deve ser de auto-ajuda. Se não nos transforma, não nos acrescenta em nada, por que lê-lo então?

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 14/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

10 pensamentos sobre “Auto-ajuda? Melhor ainda!

  1. Parabéns pelas criteriosas ponderações.

  2. Existe o simples e belo, quiçá profundo, como a obra de Saint Exupéry, O Pequeno Príncipe, e existe esse tsunami caça-níquel, esse filão que é uma ode ao óbvio, não é simples é simplório, que se chama auto-ajuda, segundo Leandro Karnal, uma espécie de nova teosofia, quando tratando de empreendedorismo. Tenho cá, por óbvio, meu modo de entender a boa valia de uma obra pela régua não da transformação que ela possa me causar, mas do quão perturbadora, provocadora ela possa ser, quais reflexões ela desencadeia, cito como exemplos de leitura recente dessa verve: Bartleby, O Escrivão, de Melville; Crime e Castigo, de Dostoiéviski; O Processo, de Kafka (essa obra em vários momentos lembrou-me o TJ-SP) e finalmente Lolita, de Nabokov.
    Cada uma a seu modo muito provocativa, com temas antes espinhosos do que sublimes.
    E aí está o nó górdio da questão! Esse segmento, extremamente rentável, não merece, via de regra, sequer o rótulo sub-literatura, justamente pela inépcia em provocar uma reflexão que não esteja na seara do óbvio. Concordo que causar um cismar profundo usando de recursos simples é uma das grandes belezas da boa literatura, mas a auto-ajuda está mais para um grande livro de vendas, de vendas de ideias óbvias e medíocres, que tentam enquadrar em fórmulas simplórias toda a complexidade das relações humanas.
    Grande abraço.

  3. “Não é difícil ser complicado. O difícil é ser simples.”
    “Para mim, todo livro deve ser de auto-ajuda. Se não nos transforma, não nos acrescenta em nada, por que lê-lo então?”

    Concordo, plenamente! Me lembrei de algo, pensando na intolerância hoje tão presente. Recordei-me que esses dias, uns amigos criticavam um autor, duvidando de sua capacidade literária. Diziam que o autor era um plágio! Bom, eu que nada sou… pensei: nunca mais abrirei a minha boca ou escreverei. rs. Afinal, nada do que digo ou escrevo é totalmente meu! Rasuras e Reminiscências de tantas 24 horas. Como dizer isso é meu?!

    Logo, tudo nos é emprestado. Por vezes, aperfeiçoamos ou concordamos na íntegra, ao ponto de levarmos à vida e repetimos por aí! Bobagem essa arrogância de alguns intelectuais, que se esforçaram em saírem das trevas da ignorância, e realmente se tornam uma enciclopédia; mas, pecam e retornam à ignorância, ao acharem que a origem e mérito são só deles! Leram o quê? Aprenderam como? O que é criatividade? De onde vem essa luz?

    Não é à toa que opto por ser flexível, não gosto de rótulos/gêneros ou pré-julgamentos. Se for para dividir, divido coisas como boas ou más, mas à minha visão. Mas antes, reviro-as e respeito se for bom àlguem, pois sei que a felicidade é uma conquista individual, e é muito bom ver gente feliz e realizada! E tenho total cuidado para não sentenciar o que classifiquei, pois sei que o que me serviu ou não me serviu hoje, poderá se modificar! Tudo está em movimento… Se transformando a cada nascer do sol. Para pior ou melhor… Acontece!

    Pra mim, o bom alimento, não é o mais caro. E sim o que meu paladar mais gostar (geralmente os mais simples – pois vêm recheados de lembranças do passado). A roupa bonita, não é a de grife. Mas a que me deixa elegante sem a necessidade de um estilista assiná-la para torná-la melhor do que realmente é! O amigo bom, não é só o que tiver maior número de afinidades, mas o que me respeitar mesmo em tantas diferenças. A música que escolho para tocar são as mais calmas. Mas, ouço qualquer gênero no lar de QQ pessoa ou quando não na minha residência. Brinco: importante dançar conforme a música, para não perder a festa! rs. A religião, sou reencarnacionista, mas convivo bem com todas que faz do ser humano melhor! Isso é bárbaro: o auxílio ao desenvolvimento rumo ao melhor do ser humano! No mais, não sou esquerda, nem direita. E assim vai… Estamos na luta, e importantate será boicotar esta cisma de um mundo cada vez mais rígido, dividido por grupos e entregue a preconceitos diversos!

    A intolerância é o mal do mundo contemporâneo. Não basta não agradar, tem de odiar!!! Esses dias escrevia um comentário do tema, na página oficial do Fecebook – M.S.C., que me rendeu muitoos curti’s. Ou melhor, rendeu muitos “likes” ao senhor! Sim, ao senhor por trata-se de uma reflexão feita, a partir de um vídeo que assisti, onde o doutor concedia uma entrevista ao programa do Chalita. Nele, o senhor dizia que amar o próximo está difícil. E então, que ao menos se tolere, ou coisa assim… E escrevi dizendo que a lição deixada por Jesus, nos parece distante de ser cumprido. Que o egoísmo venceu o amar o próximo como a si mesmo. E que o desafio contemporâneo, será mesmo nos suportarmos, respeitando a liberdade das escolhas lícitas de cada um, já que a felicidade alheia, não requer a bênção de ninguém, só a própria para sermos verdadeiramente felizes!

    A verdade é que já ouvi muitos elogios de pessoas que se reergueram com os livros de autoajuda. Como fechar os olhos para isso? É um gênero atualmente muito procurado pelos leitores em busca de respostas para os males que os afligem. Mas infelizmente, é visto com reservas e discriminação, que como todas, não importam! Importa o que importa! Se importou elevando há muitos, não importará das críticas destrutivas. Importante é que foi importante ao leitor, bem como aos escritores, que por vezes, poderíam escrever a qualquer público com louvor, mas achou uma fatia considerável ali. Logo, não os diminui, só abre um leque de oportunidades.

    Esses dias ouvia daqueles livros de pinturas, hoje tão em moda para uso terapêutico. Hoje não se escolhe feijão; não se faz pamonha ou comida caseira em casa, mas escolhem um restaurante que a faça, como diz o mestre Cortella, rs. Tudo pronto… Não se lava roupa à mão. Muitos, já não esperam secá-las, põe na secadora! Não se conversa mais com o vizinho, depois que veio a tv veio para a sala. Muitos, não se conhecem!!! Antes vinham matar o tempo e conversar. HJ, cada qual não se procura como antes, pois a tv e eletrônicos, já deixam a casa bem cheia e vazias ao mesmo tempo! Pra que sair?! E quando saem, o anfitrião liga a tv. Pense? Ou o iPad. Celulares em mãos. Pedem a senha do Wi fi assim que chegam. rs. Sim, um livro de pintar me parece bom. Desacelera, como qualquer outro artesanato, plantio de mudas etc., que será bem-vindo a este mundo onde tudo tem de ser rápido, senão não presta – é considerado bobo, pobre, e pouco inteligente!

    Eu não leio muito, mas sou a favor do que completa e faz o outro feliz! Não há uma fórmula pronta e cada qual tem de achar à sua maneira, de se sentir mais completo e realizado! Infelizmente, eu lendo um livro de autoajuda, me faria ficar ainda mais ansiosa. rs. Sou demais de ativa e perfeccionista. Ansiosa ao ponto de querer ir para o final, ao invés de ler e ler… e dizer: aff! É isso que o autor queria me passar? A lição, por vezes, adultos sabemos de cor, só nos resta exercer! rs. Mas amo as pinceladas e frases que determinaram o livro. E por ser ansiosa e perfeccionista, sou muita técnica! QQ coisa que me proponho a fazer, lá vou eu estudar como… Dão risada, pois dizem que não tenho lazer… Mas isto é o meu lazer! rs. Gastronomia, decoração, moda/costura, arquitetura etc., leio livros técnicos, antes de começar a realizar o que almejo. E posso dizer, também são de autoajuda, rs. Me tiram da condição de homem médio, para um aprendiz de profissional, rumo ao sonho de ser um autodidata naquilo que me proponho a fazer! rs.

    Bom, mas lembro que os primeiros lidos quando criança que interpretei como motivantes foram ‘O pequeno Príncipe’, ‘O Pollyanna’ e ‘Meu Pé de Laranja Lima’. Ainda HJ, releio por achar muito “munitinho”! E para mim, o melhor livro motivacional são as biografias! Amo biografias! Me faz maior, quando vejo que os grandes homens, foram pequenos até se tornarem gigantes. Melhor que QQ estória para se chegar a uma reflexão (já que tenho um raciocínio acelerado)… Temos a história de um alguém, que nos ensinará que só os fortes sobrevivem, e que todos – sem exceção, têm seus medos e dificuldades, mas estamos todos na mesma estrada, caminhando rumo ao desenvolvimento. Viemos para isso, é então, vamos lá ao trabalho seja a qual público for!!!

    Escreva um a nós Doutor Nalini! Ou sua biografia. Eu e muitos, iriam adorar!

    • “Não há uma fórmula pronta e cada qual tem de achar à sua maneira, de se sentir mais completo e realizado!”
      Exatamente! Por isso a auto-ajuda é o que é, uma farsa, enquanto literatura e apenas mais uma das incontáveis facetas do mundo da venda, do consumo e do marketing, auto-ajuda parte da premissa de que há uma fórmula (senão ela não venderia seu peixe).
      ;)

      • Eu entendi o que quis dizer Sr. Eluando, e respeito sua colocação aqui em resposta, bem como acima ao Dr. Nalini, que também a li.

        Quando escrevi a frase acima, não dizia que os livros trariam fórmulas, e por isso da importância de lê-los. Mas, dizia que o mundo está muito preocupado em cuidar da (in)felicidade alheia, ao invés de viver tranquilo o que lhe faz feliz! A responsabilidade é individual! Nosso compromisso é conosco sempre…

        Se há pessoas que com uma única palavra amorosa, consegue voltar ao seu eixo, ok! Outros, precisam de auxílio de psicólogos que lhes motivam (como Leandro Karnal – precisou para retomar à vida profissional), ok?! Agora se há os que com um simples livro-farsa (como rotulou), começa usar o que já tem dentro de si e soma com o que leu, ao ponto de achar ânimo e retomar à vida… Isso é bárbaro! Voltou à vida! Lhe trouxe disposição… Não serviu para mim, mas serve para muitos! Essa é a minha crítica da crítica. rs.

        Vejamos um seguimento religioso que consideramos uma farsa. Líderes parecem que fundaram tais instituições religiosas com o propósito comercial e não tão-somente salvar almas. E então, não frequento, não me agrada… E pode ser considerado uma farsa a mim, mas não é o mesmo que dizer que é inútil a todos! Quantos saíram do crack acreditando na cartilha passada? Da prostituição? Das ruas? Da miséria moral e material? Isso que quis dizer! Que cada um tem de ser feliz a seu modo, onde, devemos respeito às suas escolhas lícitas! Nem tudo considerado péssimo a mim, pode ser considerado inútil a todos! Cada qual está em um grau de desenvolvimento e por isso, devemos respeito e menor generalização que tanto divide um mundo que necessita de união.

        Tudo que for complementar e trazer o melhor do ser humano, devemos respeitar! Quem não quer um mundo melhor com pessoas melhores? E eu adoro Leandro Karnal, embora não assine muitas das coisas que ele diz. Imensamente culto, aprendo muito com ele sendo no que passo recibo ou no que não. Tudo nos ensina!

        Eu me recordo da aversão ao Facebook que Karnal defendia, mas hoje, o usa. Pessoalmente publica seus postes e, penso que de forma comercial. Quem não quer ser mais reconhecido?! Mario Sergio Cortella, ídem! E eu? Incoerente? É uma farsa? Nãooo! Eu acho é bom! Gosto do trabalho de ambos; logo, vou segui-lo. Se não gostasse, não seguia. E quanto ao lado comercial: todos precisam ganhar o pão de cada dia! E que bom que tem público/mercado para todos! E quanto aos iludidos, só iludirá os iludidos. É só ir além do além e trazer para nós o que nos completará. Posso optar por ficar com o que realmente me complementa (independente das incoerências ou diferenças diversas gerais) sem levar uma vida tão radical! O importante é saber o que importa! Aproveitar o melhor até mesmo dentro de algo considerado pior, que a vida tem a nos oferecer.

        Logo, o que quis dizer é que vejo além de rótulos. Só isso Eluando. Farsa ou não, teria que ler um a um para senti-lo antes de generalizá-los. É o meu jeito, e não recomendo! rs. Mas justo a mim me coube ser eu! Aff! rs.

        Um grande abraço e agradeço não só ter lido, como ter me direcionado uma resposta à minha pessoa ontem. Fds é sempre mais tranquilo para ler e responder. Normalmente leio tudo, e respondo nada (falta tempo) no decorrer da semana!
        Um grande abraço,
        Sucesso a vc!
        Excelente domingo!
        Camila.

    • Realmente as biografias são fora de série. É um livro que vende muito, principalmente quando o nome de uma grande editora lança o mesmo no mercado.

      São leituras agradáveis de se ler, e que com seus exemplos, incentivam homens a talvez aprenderem com grandes líderes que realizaram algo de útil no planeta. (Dr. Nalini).

      Camila, recomendo para você, algo que me foi muito útil no passado, e que me tornou um homem dominador de meus próprios pensamentos, típicos de pessoas ansiosas, porém gosto de saborear livros folha por folha até o último capítulo. Nunca li o final para não estragar o começo e o meio.

      Nós operadores do Direito temos o gosto compulsivo pela leitura. O controle da respiração, feita da forma correta, faz o seu pensamento e sua mente fluírem da forma como você mais deseja. Auto-Controle total. Respiração é a chave do sucesso, e não remédios psicoterápicos, data máxima vênia. Neste sentido a swasthya- yoga me foi muito útil. Não possui efeitos colaterais.

      Tem uma excelente na Alameda Santos, e algumas filosofias orientais, me ensinaram muito a desacelerar a mente. Porque o homem moderno, no mundo capitalista, se não se cuidar, se torna um ansioso de carteirinha. Seja uma pessoa eclética.

      O importante é ter um pouco de cada filosofia em sua mente, misturando a ocidental com a oriental. Gosto muito da medicina oriental. Gosto de algumas religiões orientais, não deixando de lado o berço e a raiz ocidental e capitalista. Vale à pena tentar.

      • Grata Dr. Rodrigo por sua atenciosa recomendação!

        Sim, tenho minhas técnicas orgânicas. Também não sou a favor de nenhuma felicidade artificial. Drogas lícitas ou ilícitas. Melhor sempre será os exercícios naturais! Sempre disse (desde de minha adolescência), que a vida a mim já era tão difícil sem nenhuma dependência, que dirá com uma?! Sempre opto pela prevenção e atividades ou alimentos contributivos. Grata, e fique tranquilo, eu ficarei bem! Se a mente desacelerar demais é que deprimo! rs.

        Um grande abraço,

        Camila.

  4. Quantas vezes literaturas verdadeiros lixos que são, e a editora por ser “famosinha” faz o marketing de livro de cabeceira de cama!

    Que raios de livro de auto-ajuda é este, onde uma literatura praticamente inteira plagiada escrita por um brasileiro que vende milhões pelo mundo afora, e que não passam de imitações baratas de grandes autores estrangeiros de renome internacional.

    Inclusive de livros religiosos antigos.

    Existem autores que desafiam a inteligência do leitor. Citam seus livros como se autores fossem de novas idéias como se tivessem eles mesmo criados, e de repente você acha uma idéia inicial deste mesmo autor “inventor”, em um livro de 400 anos antes de cristo, que fala a mesma descrição, porém o best- seller do brasileiro autor, altera pequenos conceitos dentro de idéias padrões que já existiam anteriormente fazendo de sua obra um verdadeiro arcabouço “paraguaio”.

    Tem gosto para tudo. Livro que vende milhões, é igual notícia que dá mídia. Igual Jornal que vende no dia seguinte. Se o Editor do Jornal colocar a foto do Papa na capa, vai vender 100.000 exemplares. Se apelar para o Sensacionalismo, vai vender 500.000.

    Um povo que não possui instrução, estimulada pelo próprio Governo, nada se espera que comprem livros construtivos e não fazem parte da literatura “comercial” vendida por Editoras de Renome. Vivemos no tempo dos Poetas.

    A literatura brasileira de nome lá fora envergonha os brasileiros que aqui vivem, e acredito que quantidade não é qualidade. Se para vender livros e bater números de exemplares é necessário que o livro seja de auto-ajuda, basta refletirmos, qual o público específico que o autor que escreve com gosto e orgulho por seu dom nato que possui desde criança, deseja atingir?!

    Aqueles que desejam ler um bom livro e de qualidade técnica insuperáveis, ou um livro de cabeceira de cama vendido pelo marketing de grandes editoras… considerados livretos de literatura de banheiro e novelinhas televisivas?! Momentos de reflexão…..

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