Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Jovens leem mais: que bom!

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Ainda lemos pouco no Brasil. Mas estamos lendo mais. A pesquisa “Retratos da Leitura” indicou crescimento de 6% no número de leitores. Em 2011, eles eram 50% da população. Em 2015, já são 56%.

A média de leitura é de 4,96 livros por ano, enquanto a média anterior era 4 livros. Há iniciativas como escola pública em Catanduva, que instituiu o projeto “Centopeia”: propõe a leitura de pelo menos dez livros por ano a cada aluno. A relação com os nomes dos alunos, em cada classe, recebe um adesivo a cada novo livro lido. É uma saudável emulação, que está a produzir resultados.

Os leitores são mais mulheres – 59% – do que homens 52%. Lê-se em casa – 81% – enquanto o e-book é lido em cyber cafés e lan houses – 42% – e no transporte público – 25%. A pesquisa foi realizada pelo Ibope, a pedido do Instituto Pró-Livro. Foram ouvidas 5.012 pessoas, o que representa 93% da população. Mas há dados preocupantes. Trinta porcento dos entrevistados nunca compraram um livro na vida. A leitura é apenas o 10º lugar para o que fazer no tempo livre.

Os que não costumam ler responderam que falta tempo – 32% – não gosta de ler – 28% – não tem paciência – 13% – prefere outras atividades – 10% – tem dificuldades – 9% – e está cansado – 4%. Isso mostra que é urgente a continuidade das estratégias para formar leitores. A grande mestra nessa arte é a mãe. São as mães que incentivam os filhos para a leitura. Podem fazer com que os filhos se acostumem com as estórias que elas mesmas leem quando a criança ainda não é alfabetizada. E depois devem estimular a leitura comprando livros e mostrando à prole que isso é divertido, prazeroso e torna a pessoa mais feliz.

Para 67% da população pesquisada, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura. Mas 33% disseram que houve influência da mãe e do professor – 7%. As “rodas de leitura”, os contadores de estória, os clubes do livro, a disseminação de obras para ler em todos os espaços, tudo contribuirá para que a leitura venha a ser o passatempo favorito do brasileiro. Mencione-se que o trânsito nos furta precioso tempo. Por que não aproveitar para ler? Ler é de graça, faz crescer, distrai e até liberta as amarras de uma cabecinha medíocre e mesquinha, própria a quem se tranca em si mesmo.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 13/06/2016
JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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