Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

O imperecível

3 Comentários

Acabo de voltar da Rússia. Só estive em Moscou e por menos de uma semana. Mas tenho uma ideia do que significa patriotismo. Moscou está em reformas. Todas as ruas e todas as fachadas estão merecendo obras de melhoria e de restauração. Os russos querem mostrar ao mundo o que é amor ao que é deles. Falam com orgulho de sua história, suas lutas, suas mortes. E de como levam a sério a educação.

Educação que não é só conhecimento. Este é levado a sério. Mas educação que os faz manter todas as estações do metrô limpas e preservadas. Há milhares de lâmpadas acesas em salões que lembram Versalhes. Nenhuma delas queimada. Não há bitucas no chão. Nem pichação. Nem buzina. Nem gritaria. Não se desrespeita a sinalização do trânsito. Enquanto os semáforos não estão verdes, ninguém atravessa. Os monumentos limpos e brilhantes recebem flores anônimas. De pessoas que reverenciam seus heróis. Que usam fotos e biografias de seus luminares nos painéis que envolvem a intensa azáfama da reconstrução nacional. Gentis, polidos, atenciosos e corteses. Percebem que o imperecível não é o monumento, mas a cultura. O amor à tradição. O sentido de pertença. O entusiasmo por aprender.

Visitei o MIPT – Moscou Instituto de Física e Tecnologia. Fui recebido por Tagir Aushev, Vice-Reitor para Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico. Tivemos reunião de trabalho e tomei conhecimento da relevância desse centro universitário fundado em 1946 por cientistas laureados com o Nobel e que, desde então, conseguiu mais 10 Prêmios Nobel em Física e consegue atrair os melhores talentos entre os jovens russos, pois sabem que o único patrimônio que restará, a testemunhar o que é ou o que terá sido a Humanidade, é a cultura, a ciência, o patrimônio intelectual. A matéria o tempo corrói. Só o espírito vivifica.
Há muito a aprender com essa nossa parceira dos BRICs. Vamos continuar a intensificar esse convívio que para o Brasil é, além de proveitoso, questão de sobrevivência.

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 30/06/2016
JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

3 pensamentos sobre “O imperecível

  1. Parabéns ilustre Secretário José Renato Nalini.

  2. ILUSTRE SECRETARIO DA EDUCAÇÃO DR.RENATO NALINI,
    é sempre com muito orgulho que acompanho sua trajetória pública.Parabéns por sempre nos ensinar um pouco mais
    sobre a cultura de outros países.Carecemos de educação e cultura neste País,e isto é lamentável.
    Mas, quem sabe um dia, esses jovens que estão sendo preparados possam demonstrar um sentimento de patriotismo como
    os Russos!

    • Enquanto isso no Brasil, por culpa de não sei quem, alguns dizem dos eleitores, outros mais diretos dizem do cidadão mal educado, não importa quem, só sabemos que nosso Estado, seus funcionários, deixam escancarados 51 mil homicídios por ano, sem contar os desaparecidos; 30 e tantos mil mortes por acidente de trânsito; três mil mortes por acidente de trabalho, TUDO ISSO POR ANO!

      E os homens públicos políticos e companhia se acham capazes mas não responsáveis pela míseria que se vê!

      Se acham iletrados e cultos, e não trabalham para o Estado ao contrário se acham autoridades competentes, mas na história não são responsáveis por um Estado capenga, que escraviza a iniciativa privada com a burocracia e com impostos, taxas e multas e fiscalização destrutiva ao contrário da educativa!

      Vocês todos membros do Estado são responsáveis pelo que está aí! E quanto mais elevado o cargo maior a CULPA! Sem generalizar, mesmo os funcionários concursados, aqueles que trabalham são responsáveis!

      É uma questão vergonhosa! Que dizem que é culpa da cultura!

      O Brasil o povo, no funcionalismo os garis, serventes e outros estão acima deste Estado podre! E Podre a muito tempo, nos municípios, nas unidades federais, e na união, por falta de idealismo, por falta de pensar, pois todos são inteligentes, mas poucos pensam! É obvio que toda regra tem exceção e não se pode generalizar e quando alguém pensa, tem idealismo, vira até herói nacional!

      É isto!

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