Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

A ordem é conectividade

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A palavra de ordem para a economia contemporânea é a conectividade. A principal parceira dessa fase é a internet. Ela estabelece a comunicação de componentes com as máquinas, das máquinas com os trabalhadores e dos trabalhadores com outros trabalhadores, tudo em permanente interconexão. Estamos na quarta revolução industrial, cujos fundamentos são eficiência, produtividade, redução de custos, customização e demais exigências naturais a um ambiente competitivo.

Nas revoluções industriais anteriores, havia a incorporação de um novo conceito, como a energia a vapor, a energia elétrica e a automação. Nesta quarta, há um mix de tecnologias intercomunicáveis, como a internet das coisas, a robótica, a inteligência artificial e a impressão 3D. Tudo o que já existe pode ser transversalmente explorado pela tecnologia digital.

O mundo novo já está disponível. Pense-se em peças com sensores, que “avisarão” a proximidade do desgaste, para que a substituição se faça previamente. É uma espécie de vigilância da produção por ela mesma. E isso não é algo irrealizável, utópico, delirante. Boa parte das indústrias brasileiras tem condição de experimentar a realidade, apenas ainda distante da rotina porque falta conexão.

Algo disponível é a chamada “manufatura aditiva”, ou seja, a impressão 3D, que permite a produção de peças, protótipos e objetos diversos, a comprovar que a indústria 4.0 já chegou. Qualquer pessoa pode imprimir um livro em casa. Só não se pode afirmar que isso é mais barato do que contratar uma editora.

A Escola Politécnica da USP abrirá em 2017 a sua “Fábrica do Futuro”, que funcionará com o que é mais moderno em ciência e tecnologia e em parceria com as indústrias de ponta. Para isso, precisamos de estudantes que levem física, matemática e química a sério. Que sejam empreendedores e criativos. É o que vai permitir o nosso avanço em competitividade na escala planetária, sem o que o Brasil continuará a reboque das grandes potências mundiais.

Os primeiros passos já foram dados pelas próprias empresas. A indústria de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos já se serve em 61% de tecnologias 4.0. Logo em seguida, o setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 60%. Dependemos da educação, sempre e exclusivamente dela, para avançar o quão necessário se mostra nessa área sensível da economia brasileira.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 28/07/2016
JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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