Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

O futebol chinês

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A vice-premiê da República Popular da China Liu Yandong veio para as Olimpíadas e visitou o governador Geraldo Alckmin. Já estivera em SP em 2005 e foi extremamente simpática em sua conversa. Contou que a China continua a crescer 6,5% ao ano e que são necessários 60 milhões de novos empregos a cada ano.

Disse que o Brasil é muito admirado pelos chineses, sobretudo em virtude do futebol. Pelé continua a liderar o imaginário dos jovens e ela, que é a responsável pela educação, cultura e esporte, vai construir 50 mil novos campos de futebol em 5 anos.

Em 10 anos, a edificação será de 100 mil campos em toda a China. Isso significa que a grande parceira dos BRICs precisará de muitos técnicos de futebol. Enorme campo de trabalho para os jovens brasileiros. O sonho do presidente chinês tem três partes: fazer com que os chineses adotem o futebol como o seu esporte favorito. Segundo: fazer a China sediar uma Copa do Mundo. Finalmente, em terceiro lugar, conseguir para os chineses o lugar de campeões do mundo em futebol.

Já são seis os brasileiros que integram a seleção chinesa. Como os chineses são combativos e perseverantes, não é impossível que seus sonhos se realizem.
Antes disso, muito mais pode ser feito para atrair a China e fazê-la parceira favorita do Brasil. Uma das nações mais populosas do planeta, viaja a turismo por todo o mundo. Se o Brasil se preparar, poderá receber uma parcela dos 120 milhões de turistas chineses que, a cada ano, deixam seu continente para conhecer outros países e outras gentes.

O mercado chinês é de relevantíssimo interesse para o Brasil. A primeira fábrica de automóveis chineses fora da China está em nosso país. Os trens que serão comprados para servir à revitalização das ferrovias paulistas poderão ser fabricados na China. Por isso é que a Secretaria da Educação Paulista estimula programas de ensino/aprendizado de mandarim nos Centros de Ensino de Línguas.

O mundo está cada dia menor e a busca de autorealização não pode se subordinar a fronteiras, mera convenção humana, superáveis e desnecessárias, assim que as criaturas se conscientizarem de que são tripulantes de uma única e frágil nave, que necessita de cuidados de uma espécie coesa e consciente de sua finitude.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 07/08/2016
JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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