Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

A única missão

1 comentário

Qual a finalidade da existência? Por que se vive? A vida tem sentido? Essa indagação pode variar, mas é uma constante em várias fases da vida e em muitas faixas etárias. Para Morris Schwartz, o mais importante na vida é aprender a dar amor e recebê-lo. Deixar o amor vir. Pensamos que não merecemos amor; pensamos que se nos dermos a ele, nos enfraqueceremos. Porém, quando se aprende a amar, aprende-se a viver.

Em qualquer idade! Envelhecer não é só decair fisicamente. É crescer. Quem encontra um sentido para a vida não deseja voltar atrás. Deseja ir em frente. Quer ver mais, quer fazer mais. Para dar sentido à vida, dedique-se a amar os outros. Dedique-se a amar os outros. Dedique-se à sua comunidade. Empenhe-se em criar alguma coisa que dê sentido e significado à sua vida. Doar-me aos outros é o que me faz sentir vivo. Faça aquilo que vem do coração. Isso não depende de estímulo externo. A chave está na própria consciência. Depende apenas de cada um de nós. Uma postura menos egoísta e menos derrotista pode ressignificar todas as fases da existência e, principalmente, a velhice. Os gregos tinham o conceito “Kairós” e hoje temos de repensar “Kairós”: o tempo vivido é o tempo da experiência. O tempo do aprendizado. Todos temos condições de nos tornarmos, em qualquer fase, um novo ser, que continua a construir sua história. Envelhecer e viver são processos indissociáveis. A alternativa a envelhecer é muito dolorosa: morrer jovem.

A velhice é uma categoria cultural. Há quem continue a pensar e a agir como se o velho fosse alguém desprovido de utilidade. Por isso, o lugar do velho é sua casa. Ou, preferivelmente, uma casa de repouso. Mas há novos paradigmas para o idoso. Avanços da neurociência, a plasticidade cerebral, a regeneração do cérebro. Conceber a velhice como período de novas aquisições. Há velhices bem-sucedidas. Basta saber que é possível fazer novos neurônios até o final da vida. É algo comprovado pela ciência. O velho que ama, na verdade, ainda não é velho. Ao contrário, o jovem que não ama, este sim, é um idoso sem remédio prescritível.

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 19/01/2017
JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “A única missão

  1. Estimado Prof.Nalini:

    Penso que possuímos de 86 a 100 bilhões de neurônios, segundo os Drs Robert Lent e Suzana H.Houzel ambos da UFRJ,que propugnam o nº de 86 bilhões somente.

    Esses efetivamente morrem,vide neuropatias como Halzeimer, e talvez o alcoolismo.O que é seguro é o fato dos neurônios produzirem de 100 a 500 trilhões de sinapses neurais,que assimilam,adaptam, readaptam,organizam informações,e com isso defenestram “abstratamente” ou criam teorias para todas as coisas em vantagem ou prejuízo aos seres viventes,essas sinapses , segundo a “enteléquia aristotélica”, vem à suprir a falta dos neurônios mortos,assim o imagino. Ousando concluir,então que:

    “Velhice é coisa do Passado”.

    De outra latitude,em consonância com a primeira proposição do Prof.,aderi ao pensamento do Papa João Paulo II,dirigido aos homens de Ciência, descrito na “Redemptor Hominis”,ano 1.979,litteris:

    “Todos eles,como membros do Povo de Deus,tem a sua parte própria na missão profética de Cristo,no seu serviço à verdade divina,até através de seu modo honesto de comportar-se em relação à verdade,seja qual for o campo a que ele pertença,ao mesmo tempo que educam os outros na verdade ou lhe ensinam à maturar,no Amor e na Justiça,

    (…)

    “A ciência existe para a verdade e a verdade existe para o homem e o homem reflete enquanto imagem a verdade eterna e transcendente de que Deus É”

    E,ainda podemos identificar ao final,imitando S.João Evangelista,que o sopro aspergido na forma modelada em barro do humanóide o qual os teólogos chamam de “SHADDAi” ,ou seja :

    “O Sopro de Deus teria um único e universal significado: AMOR.

    Com todo meu apreço,
    angelo poci

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