Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Salvar a Terra

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Essa é a missão urgente a que todos temos de nos devotar. Independentemente da profissão, da ida­de, do lugar onde mora. Todos estamos a correr o mes­mo risco: tornar a vida inviável neste Planeta maltra­tado, que sofre permanente ataque provindo de nossa ignorância e irresponsabilidade.

Todos os diagnósticos já foram elaborados e re­feitos. Até os céticos sabem que o Planeta se cansou de tantas agressões. Precisamos levar a sério as adver­tências dos cientistas e assumir os compromissos que podem ser sintetizados nos 17 objetivos do desenvol­vimento sustentável.

O primeiro é acabar com a pobreza em todos os lugares. Embora pobre seja aquele a quem falte o essen­cial, a miséria está à nossa vista. O Brasil com seus 12 milhões de desempregados, mais aqueles que já desisti­ram de procurar emprego, é um exemplo de Nação em que o número de pobres só tem feito crescer.

O segundo é acabar com a fome e pregar a segu­rança alimentar. Para isso, melhorar a nutrição e pro­mover a agricultura sustentável, aquela que não pre­cisa destruir o ambiente para alimentar a população.

Boa saúde e bem-estar é a terceira meta. Vida saudável, promover o bem-estar para todos em todas as idades. O quarto é a educação de qualidade, que começa em casa, vai para a escola e permanece du­rante toda a vida. A vida é contínuo aprendizado. Dia em que não se aprende nada é dia perdido. O quinto objetivo é a igualdade de gênero: empoderar princi­palmente mulheres e meninas. O sexto é água limpa. Parar de poluir os rios, recompor matas ciliares, plan­tar árvores. Defender a flora.

O sétimo é a energia limpa. Assegurar acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível, para que todos tenham energia. Trabalho decente é o oitavo objetivo. Promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável. Criar empreendedores, pesso­as polivalentes, que não se fiem nos empregos tradi­cionais, pois estes estão sumindo.

Inovação é a palavra de ordem. Construir in­fraestrutura resiliente, promover industrialização sustentável e ousar. O décimo ponto é a redução da desigualdade entre pessoas e entre nações. Construir cidades sustentáveis, que sejam verdadeiras autar­quias e produzam tudo o que os seus habitantes neces­sitam para viver dignamente. Consumo consciente é o número doze: não há motivo para gastar mais do que o necessário. Em décimo terceiro lugar, tomar medi­das urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos. Cuidar também dos oceanos, pois os mares também estão sendo maculados por nossa insensatez.

Toda espécie de vida merece nosso carinho. Cada ser humano tem o dever de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terres­tres e das florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e estancar a perda de biodiversidade.

Paz e Justiça é outra meta a que as pessoas sensí­veis hão de se devotar. Promover sociedades pacíficas e inclusivas, que não dilapidem os escassos recursos naturais, praticamente esgotados diante de uma des­truição incessante. Tudo isso pode ser feito mediante parcerias, palavra que ainda tem muito a mostrar no sentido de edificar um convívio solidário e justo, sem preconceito, mas de forma cada dia mais harmônica.

Essa responsabilidade não é dos governos, que têm se mostrado insensíveis quando se cuida de alte­ração climática e extinção das florestas. A Escola tem compromisso com a disseminação dessa consciência de salvação da Terra, pois é ali, na sala de aula, que crianças e jovens recebem a mensagem que depois re­plicarão em casa e em outros ambientes.

O mundo inteiro está preocupado com os desti­nos do Planeta, frágil e cada vez mais superpovoado. Há um projeto chamado “A Maior Aula do Mundo”, que une todas as disciplinas e todos os professores para que, em seus misteres, conscientizem a criança e o jovem. Minha geração falhou e não entendeu que os recursos finitos estavam se exaurindo. Mas quem res­ponderá por essa incúria, negligência e, infelizmente, até má-fé de muitos, serão as futuras gerações.

A esperança é que ainda dê tempo de evitar o pior. Mas isso depende de todos os habitantes da Ter­ra, não do grupo minoritário dos ambientalistas.

Fonte: Correio Popular de Campinas | Data: 03/02/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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