Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Teu celular te condena

Deixe um comentário

É muito comum que em todos os lugares peçam o número do celular. Lojas, questionários, pesquisas, tudo alega não poder prescindir dessa informação. Mas, ao fornecer esses nove números, estamos entre­gando nossa cabeça a prêmio. Pois eles não são apenas uma combinação de dígitos. Pode ser usado para obter informações pessoais, inclusive aquelas de posse das instituições financeiras e das redes sociais.

O celular monitora e prevê tudo o que você compra, o que vê na TV e permite o traçado exa­to do seu perfil de consumidor. O celular hoje é a chave para que se penetre em sua intimidade, tantas as informações que ele fornece. A advertência é de Edward M.Stroz, ex-agente de crimes de alta tecno­logia do FBI.

A questão é séria quando aos poucos todos vão deixando os telefones fixos para só se servirem dos móveis. Estes se converteram num portal a todo e qualquer tipo de informação pessoal.

Nos Estados Unidos, já se vivenciou a experiên­cia de um número único hoje utilizado como o maior veículo para a atual epidemia de roubo de identidade. É o número da Seguridade Social, criado em 1936, cujo objetivo era permitir que o sistema nacional de seguro mantivesse registros dos trabalhadores. Não deveria servir como número de identificação. Mas como foi disseminado e sua localização bastante sim­ples, tornou-se um identificador rápido e fácil. As in­vasões de identidade causaram prejuízo de 15 bilhões de dólares em 2015, afetados 11% dos americanos.

Se a técnica propicia a disseminação de ilicitu­des, ela também consegue debelá-las. Ou ao menos atenuá-las. Daí um aplicativo chamado Affirm, da startup homônima que oferece alternativa ao cartão de crédito em compras on-line. Dispõe de software que detecta as fontes de dados e aprova ou rejeita financia­mentos em alguns segundos.

Esse aplicativo fornece ao comprador na inter­net uma senha transitória, válida por 30 ou até 180 se­gundos. É uma espécie de comprovação da identida­de. Atenua, mas não elimina a possibilidade de fraude.

O celular, que qualquer criança hoje manuseia, se tornou algo perigoso para a segurança dos usuários. Dá a criminosos informações preciosas sobre rotina e dados pessoais. Por isso os americanos já se servem de outro aplicativo, o Sideline, que fornece um núme­ro fictício ao celular. É uma segunda identidade mó­vel. Logo pode ser também hackeada.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 23/02/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

 

telephone

 

Anúncios

Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s