Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Quem lê não morre

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Quer dizer, morre menos! Ou seja: leitores de livros têm mortalidade reduzida em 20%. Foi o que apuraram pesquisadores norte-americanos. Ler livros reduziu um quinto dos riscos de mortalidade. A Uni­versidade de Yale constatou boa vantagem na sobrevi­vência dos que liam 30 minutos por dia, quando com­parados a não leitores.

É que os livros propiciam uma “leitura imersi­va”, pela qual o leitor consegue fazer conexões entre o que está lendo e o mundo ao redor, as possíveis aplica­ções daquilo na vida real. Tudo melhora com a leitura: vocabulário, concentração, pensamento crítico, empa­tia, comportamentos mais saudáveis, menos estresse. O conjunto na melhoria de todos esses processos cog­nitivos, leva a uma vida um pouco mais longa.

O Brasil ainda lê muito pouco. Mas é dever de todas as pessoas conscientes fazer com que as crian­ças se habituem com a leitura. Afinal, ler é viajar sem ter que fazer as malas. É visitar outras Nações sem ter de pagar passagem, nem exibir passaporte. É pene­trar mentes alheias sem ser intruso e conhecer pessoas que nunca mais serão encontradas, até porque muitas delas já estão na eternidade, perscrutar suas mentes, partilhar suas alegrias e suas angústias.

Quem lê cresce e se transforma. Quem lê vive mil vidas antes de morrer. Quem não lê, vive apenas uma, dizia George R.R.Martin. Mergulhar na leitura é o que permite sair da esfera estrita de nossa rotina, de nossas atribulações, de nossos microproblemas e concluir que a existência humana é muito mais rica do que pode perceber nossa mediocridade.

Leio e cada dia mais. Vários livros ao mesmo tempo. Mal terminei de ler “Homens imprudentemen­te poéticos”, de Walter Hugo-Mãe, li “Machado”, de Silviano Santiago, “O Dono da Banca”, biografia de Roberto Civita, escrita por Carlos Maranhão e come­cei a ler “Rita Lee”, sua autobiografia que é muito divertida e me leva a tempos que também vivenciei, pois somos da mesma geração.

Memórias, biografias, autobiografias são hoje a minha predileção. Além das leituras obrigatórias para a sala de aula, pois o professor que não se recicla está con­denado a ficar muito abaixo da capacidade e aptidões de seus alunos, todos antenados e viajantes do networking.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 20/03/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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