Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Somos o sétimo

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Dez cidades foram apontadas como as melhores para a “melhor idade”. Esse eufemismo é falacioso para quem está a enfrentar os problemas naturais ao envelhecimento, mas é sempre um lenitivo para os que chegam lá. Afinal, a alternativa a não envelhecer é também problemática: significa morrer cedo.

Pois bem. O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – IDL, é uma iniciativa do Institu-to de Longevidade Mongeral Aegon e da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas – FGV/EAESP. A partir de análise de uma série de requisitos, Santos foi a cidade considerada ideal para se viver, após os 60 anos. As demais são Florianópolis, Porto Alegre, Niterói, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Jundiaí, Americana, Vitória e Campinas.

Estamos em sétimo lugar. Uma honrosa colocação, à frente de uma capital – Vitória – e de uma respeitável metrópole, que já foi nossa filha: a Campinas do Mato Grosso de Jundiaí.

Jundiaí pode ainda melhorar sua posição no ranking. Basta estimular políticas públicas tais como as que Santos, hoje sob a batuta de Paulo Alexandre Barbosa, que já foi Secretário Adjunto da Educação, na gestão Gabriel Chalita, já disponibiliza para seus idosos. A ideia ali é investir no conceito de envelhecimento ativo. Vagas para educação financeira, fotografia, arte-terapia. Atividades esportivas na praia, principalmente na água, e também nos postos de bombeiros. Também desenvolve técnicas de “mindfulness”, ou seja, de meditação.

No “Espaço do Idoso”, há mais de 30 modalidades abertas aos idosos. E eles prestigiam. O comparecimento é de mil pessoas diariamente.

A FGV se serviu de 63 indicadores divididos em sete variáveis: gerais, cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho, cultura e engajamento. 498 cidades brasileiras foram avaliadas e é bom saber que Jundiaí está entre as dez primeiras.

Não temos praia, mas em compensação, temos algo que Santos não tem: o último fragmento preservado da Mata Atlântica. A Serra do Japy, que precisa ser muito bem cuidada, pois é garantia de qualidade de vida. O microclima jundiaiense é fabuloso por causa dela. Não a destruamos, pois. Nem deixemos que ela seja profanada, ainda que sob argumentos os mais sedutores. A ganância não costuma ter escrúpulos.

 

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 04/06/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um pensamento sobre “Somos o sétimo

  1. QUANDO LEIO SEUS ARTIGOS SOBRE JUNDIAÍ, SINTO COMO QUE TIVESSE TE PERDIDO EM ALGUM LUGAR DO PASSADO. LEMBRAR A SERRA O JAPY, FAZ BEM AO MEU CORAÇÃO E ME REMETE A INFÂNCIA PERDIDA, ESSA CONJUNTURA HARMÓNICA COM A NATUREZA E O CREPÚSCULO DA VIDA, ENVOLVIDA PELO CLIMA DO LOCAL, FAZ TODA A DIFERENÇA.

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