Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Um litro a menos

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Uma interessante campanha está no ar: aquela que propõe a cada ser humano reduza o seu consumo de água em um litro por dia. As pessoas estão convidadas a economizar aquele litro que não fará falta se deixar de ser consumido.

É algo que todos podem fazer. Mais importante até do que a economia global, é propiciar uma reflexão essencial. Há países que já sofrem a falta d’água, o líquido mais precioso no Século XXI e nos vindouros, se eles existirem na História da Humanidade. Sim, porque o Planeta poderá continuar durante milhões de anos. Mas prescindirá da espécie humana para tanto.

Ninguém parou para pensar que a captação da água tem custo, a filtragem e tratamento também. A distribuição é cara. O desperdício é dispendioso. Podemos evitar um pouco essa gastança de quem se acostumou a pensar que água é um bem infinito?

O pequeno gesto de cada um pode ser a diferença de que o mundo se ressente. Ou seja, basta abrir um pouco menos o chuveiro para o banho e terminar um minuto antes. Ao escovar os dentes, mantenha a torneira fechada. Ao lavar as mãos, não precisa lavar também o sabonete. Ensaboe suas mãos com a torneira fechada.

Ao molhar as plantas, use apenas o necessário. Não é preciso lavar a calçada. A chuva pode fazer isso por nós. A limpeza dos pisos pode ser feita em espaços maiores. Um pano molhado pode mantê-los asseados.

As crianças já são bastante sensíveis a esses apelos que nem sempre comovem os que têm sido inimigos da natureza. Airton Senna já reconhecia que se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar. E a Declaração Universal dos Direitos da Água, editada pela ONU em 1992, explicitou que a água é parte do patrimônio do planeta, pelo qual cada indivíduo é responsável.

Cada brasileiro consome em média 120 litros de água por dia. Dá para viver com 119. Por sinal que, sem alimento, uma pessoa pode resistir até quarenta dias. Mas sem água, ela sobrevive apenas por setenta e duas horas.

Não custa nada tentar reduzir esse gasto e também incentivar familiares, amigos e o seu entorno de influência a fazerem o mesmo. O planeta agradece. Por sinal que a crise hídrica de 2014 pode voltar. Não se fabrica água. O estoque terrestre é sempre o mesmo e, portanto, finito.

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 22/06/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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