Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

O que você quer no fim da vida?

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Mais dia, menos dia, todos temos de morrer. Embora prefiramos não pensar nisso, a verdade é que não escaparemos à morte. Por haver enfrentado a proximidade dela, que me ceifou pessoas muito queridas, escrevi “Pronto Para Partir?”, que está na terceira edição. Penso muito sobre a morte, até para valorizar o milagre da existência. Acordar a cada dia, estar respirando, podendo enxergar e andar, é uma dádiva que mereceria gratidão e reconhecimento contínuos. Nem sempre fazemos isso.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, Japão, Itália e Brasil pela revista “The Economist” e pela Kaiser Foundation mostra que, no final da vida, estender os dias o máximo possível é extremamente importante para 50% dos brasileiros. Já nos Estados Unidos, Itália e Japão esses índices foram bem inferiores. O tema da pesquisa foi: “o que as pessoas querem no fim da vida” e a primeira indagação era: em se tratando de assistência, que é mais importante no fim da vida. A reposta “estender a vida o maior tempo possível” foi 9% das respostas no Japão. Nos Estados Unidos, 19%, na Itália 13% e no Brasil, 50%. A opção “ajudar as pessoas morrer sem dor, desconforto ou estresse” mereceu 82% da preferência dos pesquisados no Japão, 71% nos Estados Unidos, 68% na Itália e 42% no Brasil.

Quando se pergunta o que é de extrema importância ao pensar na própria morte, a maioria dos brasileiros responde que é estar em paz espiritualmente. Já o japonês e norte-americano dizem que é não deixar a família em má situação financeira, enquanto o italiano quer ter ao seu lado as pessoas amadas. Quanto a quem devem ter a decisão final sobre tratamento médico de uma pessoa com doença terminal no fim da vida, 47% pensam que é o paciente ou seus familiares, 40% atribuem a responsabilidade ao médico e 12% a ambos igualmente.

Salientam os pesquisadores que a forte religiosidade dos brasileiros influencia na concepção que têm sobre os cuidados que desejariam no fim da existência. Na verdade, a fé é alavanca poderosa para manter a serenidade, mesmo sabendo que no final da linha haverá o supremo mistério. Aquele que nos aguarda e que ninguém veio para contar como é.

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 09/07/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo.

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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