Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

É para ontem!

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Quem pensava que sobraria tempo até que o clima se alterasse em virtude da crueldade do homem para com a mãe natureza se enganou. Eventos meteorológicos previstos para ocorrência em 2050 já estão acontecendo. Até os céticos estão convencidos de que algo muito grave espera a humanidade. Não é surpresa, mas resultado de omissão, negligência ou, pior ainda, de premeditada atuação contrário ao ambiente.

As Nações Unidas levam a sério a questão e promovem inúmeras conferências sobre mudança de clima. A última ocorreu em Marrakesh, Reino do Marrocos, de 7 a 19 de novembro de 2016. A sustentabilidade é uma ideia muito mais antiga. Há quem vislumbre no clérigo inglês John Donne, autor do célebre pronunciamento “Homem nenhum é uma ilha” a advertência fatalista: “Não pergunte por quem os sinos dobram” Eles dobram por você!”.

O aumento médio da temperatura do Planeta começou a ser medido em 1732, mas só em 1830 as medições passaram a ser mais precisas. Em 1995, houve um sinal de alerta: esperava-se aumento de 0,8% e ele foi registrado como 1,02%. Essa tendência é perigosa e sinaliza para situações nefastas. O aumento das emissões de gases do efeito estufa é letal a qualquer espécie de vida. Inclusive a humana.

É incrível que toda a comunidade científica sustente a certeza de qual algo há de ser feito para tentar refrear o célere avanço do comprometimento do clima e os Estados Unidos voltem atrás em relação ao Acordo de Paris.

Para conforto dos que se preocupam e se angustiam com essa decisão, vários Estados norte-americanos continuarão em seus esforços e, principalmente, a empresa privada permanecerá na direção correta. Pois a tutela ambiental e o combate ao consumismo desenfreado não são incompatíveis com o progresso material. Ser ambientalista dá lucro do que ser dendroclasta ou insensato destruidor de tudo o que a natureza oferece gratuitamente e vê exterminado da face da Terra.

Também na mão contrária do que é saudável, o Brasil flexibiliza licenciamento ambiental, reduz a proteção do verde  e já recebe puxão de orelhas da Noruega, que deixará de destinar recursos para a preservação da Amazônia. Quando é que o homem terá juízo? Não há mais tempo. O que deveria ser feito era para ontem, não para um amanhã que poderá sequer existir.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 16/07/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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