Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Será esse o remédio?

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Os pesquisadores Seth Wynes, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá e Kimberley Nicholas, da Universidade Lund, na Suécia, fizeram um balanço daquilo que as pessoas podem fazer para amenizar os efeitos do aquecimento global.

A conclusão foi publicada na revista científica “Environmental Research Letters” e resulta da análise de trinta e nove estudos sobre o impacto de ações individuais sobre o clima. As propostas foram elaboradas por cientistas de nações que expelem maior quantidade de gases do aquecimento global.

Os cientistas partiram da chamada “análise de ciclo de vida”, a considerar o impacto de longo prazo de um produto ou serviço no aumento da temperatura na Terra. As escolhas pessoais são importantes para que os impactos se reduzam.

Os cálculos a que chegaram são instigantes: quem quiser reduzir a emissão de gás carbônico deve ter um filho a menos. Ou seja: se um casal que planejou três filhos tiver apenas dois, isso significa diminuir as emissões per capita em quase 60 toneladas desse gás nefasto por ano.

As notícias de que o planeta está repleto e não precisa de mais gente não são raras. A humanidade se reproduz com rapidez e se as profecias malthusianas não se confirmaram – haveria falta de alimento para todos – o fato é que a Terra já emite sin a i s  e v i d e n t e s de superpopulação.

É por isso que de quando em vez surge uma epidemia, ou alguns eventos trágicos, dos quais derivam milhares de mortes. Há quem sustente que a proliferação da homossexualidade é um antídoto natural à tendência irrefreável do crescimento demográfico no planeta.

Mas essa não é a única solução. A segunda intervenção mais eficaz, depois da limitação da natalidade, seria evitar o uso de automóveis. Claro que a diminuição do gás carbônico expelido seria muito menor: 2,4 toneladas de gases estufa por ano. Não fazer viagens de avião: redução de 1,6 toneladas/ano e evitar o consu-mo de carne: 0,8 tonelada por ano.

Só que o filho a menos bate todas as expectativas. Uma única família americana que resolvesse ter um filho a menos, esse gesto equivaleria ao sacrifício de 700 pessoas a reciclarem todo o seu lixo durante doze meses. Quem é que tinha ideia de que uma pessoa a mais faz tanta diferença?

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 06/08/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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