Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Bem que eu tento

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Tenho tentado ser otimista ao menos em relação ao meio ambiente. Mas não dá! É só notícia triste todos os dias! Não há quem deixe de se sentir angustiado, após tantos sinais de cansaço da Terra, ante as maldades perpetradas pelo ser humano.

Nem deu para comemorar o veto à Medida Provisória 756, tão criticada por ambientalistas e brasileiros conscientes e já surge notícia de que um projeto de lei, de número 8.107, substitui aquela medida nefasta. Mas exclui 349 mil hectares de mata da Floresta Nacional do Jamanxim, no sudoeste do Pará. Com isso, atende-se aos grileiros e posseiros que se instalaram numa área pública e vão ganhá-la de graça.

Aquele espaço que encontramos abençoado quando começamos a colonização do Brasil, desde logo atraiu toda espécie de coisa errada. Conflitos fundiários, extração ilícita de madeira, garimpo e grilagem de terra, desrespeito à lei ambiental. A partir da Constituição, que tem o mais belo dispositivo ecológico do mundo: o artigo 225 da Carta Cidadã.

A conclusão é a de que no Brasil o crime compensa. Tome conta de uma floresta. Estabeleça-se nela como se fosse sua. Em breve o Governo a oferecerá como presente. É um deboche e um crime ecológico. O que significa: extermínio da vida sobre o planeta.

Na mesma semana, ficamos sabendo que veículos destinados ao IBAMA foram queimados na própria carreta que os conduzia. É uma terra sem lei e sem consciência.

Enquanto isso, outras péssimas novas são divulgadas. O aquecimento global dificultará as decolagens, porque o crescimento das emissões de gás carbônico forçará a redução do peso dos aviões. É um estudo publicado na revista “Cinematic Change”, elaborado por cientistas renomados.

Para culminar na tríade de desgraças anunciadas, um bloco gigante de gelo se descola da Antártida. Tem área de 6 mil quilômetros quadrados, maior do que o Distrito Federal. Seu peso supera um trilhão de toneladas. Separou-se da península Antártida e tornou menor a faixa de gelo da Plataforma Larsen C. Mapas terão de ser redesenhados. O pior é que fenômenos como esse ocorrem de forma rápida, o que só pode resultar da mudança climática. A humanidade teria escolhido o suicídio?

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 10/08/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

 

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Autor: Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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