Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.


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A Vez da Ousadia

            Todos os setores de atividade humana estão sob o efeito da Inteligência Artificial e os algoritmos comandam nossa vida. Na maior parte das vezes, não temos noção disso. O bom é que há uma parcela da juventude, aquela que já nasceu com “chip”, que não estranha o mundo virtual. E se vale da desenvoltura com que enfrenta os avanços tecnológicos para oferecer soluções a problemas aparentemente insolúveis.

            Um campo em que o Brasil precisa ainda melhorar, nada obstante a surpreendente performance – surpreendente considerado o retrocesso em tantas outras áreas – é o agronegócio. A agricultura precisa ser cada vez mais prestigiada. Com perdão do trocadilho, ela é a única dotada de condições de “salvar a lavoura”.

            Para reter a juventude na zona rural, é preciso oferecer a ela o instrumental capaz de entusiasmá-la. A produtividade pode acelerar se a informatização continuar a oferecer respostas. Nem pode ser esquecido o aspecto sustentabilidade. O mundo civilizado cuidará de eleger para consumir a produção que não degrada o ambiente. Que sabe preservar a biodiversidade e que não derruba e queima florestas, como é dos usos e costumes brasileiros.

            A vez é das startups da agricultura. Como aquela criada pela Agrosmart, que lançou serviço de monitoramento automático de chuva. O sistema de pluviômetros permite que o produtor saiba em tempo real o volume de chuva, sem necessidade de deslocamento físico no campo.

            A Aeropônica e o Instituto Agronômico de Campinas e a Apta – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, mostra seu protótipo de equipamento portátil para produzir domesticamente plantas aromáticas e medicinais prescindindo do uso da terra. Para isso, desenvolveu-se a aeroponia, com plantas cujas raízes ficam suspensas e são alimentadas por nebulização de gotas de água com nutrientes.

            A John Deere, com sua experiência, tem vinte startups com soluções e propostas para o campo. Redução de quantidade de produtos químicos ainda em uso no plantio da soja, diminuição dos custos operacionais com sementes e fertilizantes e muita coisa mais que brota da prática na lavoura de jovens que não perderam o supersônico da História e estão antenados com a 4ª Revolução Industrial.

            A Universidade e a empresa brasileira precisam estimular essa competição saudável e promover encontros, como as concorridas Feiras de Ciência, para usar da criatividade e da ousadia de jovens que acordaram. Enquanto algumas autoridades que acreditam deter o monopólio do conhecimento, continuam a atuar como se estivessem no século XIX.

        JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Depende De Nós

            Análise serena da situação mundial em relação à produtividade mostrará que o Brasil está muito longe de figurar no ranking das Nações mais desenvolvidas. Reconhece-se que muito se investiu e continua a se investir em educação pública, mas os resultados são pífios.

            Pouca gente consegue detectar o que realmente ocorre. O ensino passa ao largo da profunda mutação da realidade, causada pela 4ª Revolução Industrial. Sem que se tenha exata noção, a inteligência artificial entra no dia a dia, assim como a robótica, a automação, a nanotecnologia, a Internet das Coisas, as novas dimensões e o admirável mundo novíssimo que apanhou em pleno percurso o ser humano acomodado.

            A escola continua a privilegiar a transmissão de informações, como se ainda fosse possível dizer que alguém é o detentor do conhecimento e que o educando é vazio de dados, cuja cabeça haverá de ser preenchida com as lições recebidas.

            Fácil verificar a criatividade e a engenhosidade infantil, sufocadas quando se coloca a criança na escola. Ali ela é um número a mais, alguém que terá de ser disciplinada e treinada para se comportar de acordo com a expectativa de comportamento de uma cultura anquilosada e inerte.

            Não se generalize, porque existe experiência saudável em alguns espaços. Mas a imensa maioria preserva o modelo antigo, que já deveria ter sido sepulto e substituído pelo investimento em outras habilidades. Eliminem-se os dogmas do emprego definitivo, da permanência durante décadas na mesma empresa, na ficção de que o diploma de nível superior garantirá ingresso no mercado de trabalho e oportunidade para “vencer na vida”.

            Isso não existe mais. O adulto do futuro terá de ser habilidoso a ponto de desenvolver várias potencialidades e ter capacidade de adaptação para mudar de ramo e de atividade muitas vezes em sua vida útil. Empatia, capacidade de comunicação, sedução pelo inesperado, facilidade de mudança abrupta de rumo e tudo aquilo que o mundo reserva para quem tiver o privilégio de viver esta nova era.

            O principal é convencer-se de que depende de cada um o esforço de autodidatismo que estimule a busca permanente de novos conhecimentos, humildade para descortinar o horizonte crescente da profunda ignorância, à medida em que se descobrem outras verdades.

            Só muito mais tarde é que a escola, instituição humana e, portanto, falível, descobrirá a urgência de acertar o passo com a realidade. Enquanto isso, continuará a produzir seres inadaptados para o mundo que reclama flexibilidade, abertura para o ignoto, vontade invencível de atingir a plenitude, na vocação de perfectibilidade que é o destino natural da espécie humana.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Um dia na vida

            Esse o nome de um documentário de Eduardo Coutinho, realizado em 2010, que explica a consciência de grande parte da nova geração brasileira. Ela foi formada à frente da TV. E ali assistiu de tudo. Esse excesso de imagens e de sensações, sem aprofundamento, é o que justifica em parte a absoluta ausência de consenso em relação a quase tudo. Principalmente naquilo que concerne à vida concreta de cada um: quem e como coordena o convívio, exerce o monopólio do poder e define em que se gastará o escasso dinheiro extorquido de uma população miserável.

            Muito pouca gente possui condições de proceder a análises sensatas daquilo que acontece no Brasil nestes últimos anos. Francisco Bosco, ensaísta e autor de “A vítima tem sempre razão”, editora Todavia, procura explicar o que aconteceu durante a greve dos caminhoneiros e a compara às manifestações de junho de 2013.

            Não é fácil concluir o que se passa pela cabeça do brasileiro. Até porque, de qual brasileiro estamos falando?

            Uma das leituras possíveis é a de que a revolta é da quase extinta classe média. Laura Carvalho, no livro “Valsa Brasileira”, diz que os 50% mais pobres aumentaram sua participação na renda total de 11% para 12% entre 2001 e 20015. Os 10% mais ricos subiram de 25% para 28%. Enquanto isso, os 40% intermediários reduziram sua participação na renda de 34% para 32% no mesmo período.

            Há uma sensação muito ruim de desalento, de descrença e de desesperança. Todos conhecem ao menos alguém, e talvez seja da própria família, que está desempregado. Não há quem não fique indignado com o indescritível aumento de seres humanos ocupando as ruas. A sujeira adiciona um clima de fim de festa ao milagre brasileiro. O descalabro no tratamento da natureza é uma das maiores frustrações de quem acreditou no Brasil verde.

            Mas não existe uma voz confiável em quem depositar aquela esperança moribunda que ainda resiste nos mais otimistas. Ninguém fala na redução dos partidos, que só servem para beneficiar seus integrantes, sustentado pelo povo que tem a mais elevada carga tributária do mundo e os serviços públicos menos eficientes. Ninguém tem coragem de dizer que Estado sem receita tem de voltar a ser território e município idem teria de se tornar distrito. O Brasil parece uma festa baile da Ilha Fiscal, com gastos desnecessários e a nau sem rumo afundando rapidamente.

            Começam os gritos pela intervenção militar, eufemismo de autoritarismo. Se vier, começará por calar a boca daqueles que hoje preferem praticar vandalismo, interromper o trânsito, queimar pneus e ônibus do que tentar convencer o povo de que ele é o patrão e o governo seu empregado. Péssimo empregado, por sinal.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Estudar é chato…

            …mas aprender é divertido! É o lema da Plataforma Qranio, uma bem sucedida startup de ensino, que atrai aqueles sequiosos de saber que já não encontravam sabor na escola convencional. A 4ª Revolução Industrial exige a gamificação para um aprendizado lúdico e qualificado. Quem se apercebeu disso criou uma disrupção no método tradicional.

            A juventude que descobriu esse filão é bem antenada. Após detectar o desencanto dos mais bem dotados de inteligência, (porque os que não são, continuam a achar normal aquilo que já não encanta), lançaram aplicativo gratuito, que conquistou mais de 1,3 milhão de usuários.

            O aplicativo permite que ao fazer jogos, o usuário aprende conteúdos novos e acumulam moeda virtual – o Qi$ – que serve para adquirir coisas reais, tipo CDs, livros, camisetas e cursos.

            Não se descobriu algo totalmente novo. O fundador da célebre “Academia”, Platão, já dizia que aprender jogando é a melhor forma de aprendizado. E os grupos mais ligados à contemporaneidade, como o Bradesco, já se serviram dessa startup para treino de mais de 125 mil colaboradores mediante uso do celular.

            Outra plataforma interessante é a Tamboro, que promove o ensino à distância junto ao Instituto Oi Futuro. A base também são os games e o uso intensivo do algoritmo, que permite inclusive avaliar o rendimento dos usuários. O trabalho teve início com a Rede Pública do ensino fundamental, mas também já atingiu o ensino superior. Aqui, trabalha-se com o rol de habilidades essenciais a este Século 21: comunicação, resolução de problemas, colaboração, pensamento crítico, empatia, criatividade, empreendedorismo, facilidade em se adaptar a novos cenários e a enfrentar o inesperado.

            Não é possível que a escola não aprenda a lição que a experiência está a ensinar. Acreditar que alguém disponha do conhecimento como se fora um monopólio e que é o único responsável pela transmissão dessas informações a um jejuno, que nada sabe, é algo que nem as crianças mais levam a sério. Por isso é que jovens de circuitaria neuronal digital descobriram a fórmula de fazer do aprendizado um divertimento. É um negócio que vai a pleno vapor.

            A Pipe Social, uma vitrine de negócios que conecta startups com investidores, mapeou 579 negócios e identificou que 38% dos projetos estão na área da educação. As aulas online atraem os jovens porque se servem da linguagem que os jovens conhecem e a disseminação é constante e crescente.

            Um exemplo de sucesso é a Descomplica: oferece aulas online para preparar o aluno para o ENEM, para vestibulares, concursos públicos, reforço escolar e de disciplinas no ensino superior, seja na graduação, seja na pós-graduação.

            O mundo mudou. Quem não se aperceber disso a tempo, perecerá como outras coisas como os filmes fotográficos para revelar, o papel carbono, o mimeógrafo, o telefone de manivela, as telefonistas e outras profissões que já estão na fila para o encerramento de sua função na História da Humanidade.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Conheço esse semblante

              O reconhecimento facial é um avanço propiciado pela tecnologia contemporânea que vai mudar a vida dos humanos neste Planeta. Ele já é possível no comércio. Sistema sofisticado de câmeras de segurança reconhecem clientes, combinam seu perfil com o histórico de consumo. Sabem o que ele comprou, quais os espaços que procura dentro do shopping ou da loja de departamentos, como ele pagou e qual a frequência com que entra no estabelecimento.

            É possível fazer com que atenciosos vendedores, portando tablets, se dirijam ao cliente chamando-o pelo nome e dando atenção especial. Isso fica mais fácil se o cliente se cadastrar num aplicativo ou programa de fidelidade. Mas ainda o não faça, o sistema de segurança atuará por ele.

            Os transportes coletivos já se servem do mecanismo para identificar passageiros que adquirem passes ou que são portadores de benefícios em virtude da idade, por exemplo. Se eles fornecerem sua identificação para pessoas não beneficiadas, sofrerão exclusão automática. Pune-se a fraude e há geração de economia para as empresas que são obrigadas a “fazer cortesia com o chapéu alheio”. Ou seja: se a lei estipulou a gratuidade e se não há almoço grátis, é o governo que deveria arcar com esse custo.

            Nas escolas há um grande campo aberto com a identificação facial. A entrada de alunos pode ser controlada, com aviso aos pais de que eles não entraram. O EAD-Ensino à Distância, será mais eficiente. Ou seja : identificado o aluno matriculado, será possível comprovar se ele está mesmo frente à tela no momento da aula. Tanto as aulas online como as provas serão, perdão pelo trocadilho, “à prova de fraude”.

            Para viajar, o check-in já pode ser feito pelo celular, mediante um selfie e utilização do app da empresa. Com isso, adianta-se a escolha de alimentação -hoje bem paga… – de acordo com a religião ou com a dieta a que se submeter o passageiros.

            Os pagamentos e as aberturas de conta nos bancos já podem ser feitos com fotos tiradas pelos próprios correntistas interessados, pelos seus celulares. É um sistema que está ainda no início, mas é muito promissor.

            O efeito perverso é que um bem chamado intimidade ou privacidade, garantido pela Constituição Cidadã, foi inteiramente descartado. Mas por escolha da pessoa que deve cotejar o custo-benefício de escancarar sua vida, a começar pelo seu semblante, em troca de segurança e rapidez ou preservar o pretenso esconderijo na falácia de uma intimidade que sempre foi vulnerada por inteligentes sistemas de prospecção da existência alheia.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Mentes perigosas

            Uma vida melhor é o que todos querem. O mundo não está fácil. Os sinais emitidos por um convívio cada vez mais turbulento não são auspiciosos. Violência, intolerância, incompreensão, maledicência, puxadas de tapete, tudo parece conspirar contra o desejo que só encontra resistências. No final de tudo, as criaturas gostariam de viver em paz. De encontrar reciprocidade, carinho e amor.

            O multipensador Alejandro Jodorowsky é um ícone da contracultura e escreveu o livro “A Jornada Espiritual de um Mestre”, com 82 ensinamentos, dos quais alguns já mencionei aqui. São lições aparentemente singelas e conhecidas. Mas valem uma reflexão. Penso que cada uma delas poderia ensejar uma redação. Excelente exercício para alunos que não conseguem desenvolver uma ideia e parecem desprovidos de imaginação.

            Vamos lá, começando agora de trás para frente: Se você está meditando e aparece um diabo, faça o diabo meditar também! Obtenha coisas para compartilhá-las. Nunca visite alguém apenas para passar o tempo. Nunca glorifique suas fraquezas. Nunca se gabe de aventuras amorosas. Viva o dinheiro que ganhou. Quando alguém está falando com um público interessado, não contradiga essa pessoa e roube sua audiência. Não tente ser tudo para sua esposa ou marido. Aceite que há coisas que você não pode dar a ela ou a ele, mas que outros podem.

            Se você está hesitando em fazer e não fazer, corra o risco de fazer. Se você decidir trabalhar para ajudar os outros, faça isso com prazer. Quando executar um trabalho, não deixe o esforço transparecer. Onde quer que você more, sempre encontre um espaço para dedicar ao sagrado. Não esqueça os mortos, mas conceda-lhes um lugar limitado, que não invada a sua vida. Olhe diretamente e não se esconda. Quando você ficar doente, considere a doença como sua professora, não como algo a ser odiado. Quando alguém perguntar sua opinião sobre algo ou alguém, fale apenas de qualidades. Aceite que nada lhe pertence. Nunca fale de si mesmo sem considerar que você pode mudar. Nunca se defina pelo que você possui. Não se justifique com ninguém e seja o seu conselheiro. Não tire fotografias com pessoas famosas. Não se adorne com ideias exóticas. Livre-se dos objetos inúteis.

            Serviu para você algum desses conselhos?

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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Rumo ao fim dos tempos

            O programa “Cidades e Soluções” apresentado por André Trigueiro aborda temas que deveriam preocupar todas as consciências. Lamentavelmente, são poucos os que se mostram sensíveis em relação a questões graves, como aquelas resultantes de nossa insensatez no trato com a natureza.

            Algo que aparentemente não motiva a mudança de hábitos é o elevado uso de produtos que, sob a fisionomia inofensiva, apressam nossa caminhada rumo ao caos. Um exemplo é o “canudinho”, presente em todo o consumo comercial de refrigerantes. Por não parecer algo perigoso, é arremessado ao lixo comum e vai parar nas bocas de lobo, nos córregos, nos rios e no mar. E matam tartarugas, peixes e emporcalham a água.

            Há quem diga que em 2050 não haverá mar. Tudo terá sido transformado em grande depósito de plástico. Pois acrescente-se o número de garrafas pet, de copos, pratos e talheres descartáveis. Hoje há vinte milhões de toneladas de ilhas plásticas boiando em todos os mares. A tendência é crescer, assustadoramente, até acabar com a fauna marítima e com tudo aquilo que os mares significam para a preservação da vida.

            Pouca gente parece possuir noção de que a fralda descartável é outra praga que sobrevive imune e sob a proteção da inatacável infância. Seu material demora de 400 a 600 anos para desaparecer. Abarrota os lixões, os aterros sanitários e o Brasil é o terceiro país a consumi-la, só abaixo da China e dos Estados Unidos.

            Os fabricantes desses produtos descartáveis que se incorporaram ao consumo rotineiro deveriam ser compelidos a assumir a logística reversa com a seriedade que o tema reclama. Quem produz algo nocivo à natureza tem a responsabilidade de acompanhar a vida útil de sua produção e cuidar de dar um fim que não ameace a subsistência de qualquer espécie de vida neste sofrido planeta.

            Em nome do conforto, da comodidade, do bem-estar e do progresso, adota-se o suicídio como a opção imposta pelo egoísmo, pelo consumismo desenfreado e pela inclemência que caracteriza a espécie humana neste conturbado século XXI. E nada existe a permitir prenúncio de mudança efetiva de hábitos, para que a humanidade recupere a aliança rompida com a natureza, escolha pela qual será a maior prejudicada.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista

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