Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

O MUNDO QUER TALESTIMOS

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O criativo fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, em seu livro “A Quarta Revolução Industrial” diz que as empresas precisam adaptar-se ao conceito de “talentismo”. Considera o talento um dos mais importantes impulsionadores emergentes de competitividade. Em um mundo onde o talento é a forma dominante de vantagem estratégica, a natureza da estrutura organizacional deverá ser repensada.

Propõe hierarquias flexíveis, novas formas de avaliar e recompensar o desempenho, novas estratégias para atrair e reter os talentos competentes. São esses os fatores-chave do sucesso organizacional.

A capacidade de ser ágil, criativo, flexível e pronto a enfrentar desafios é imprescindível para a motivação de todo o corpo funcional, para viabilizar uma comunicação eficiente, para a definição das prioridades e para o gerenciamento dos bens físicos e do capital intangível da empresa.

Schwab acredita que as organizações bem sucedidas passarão cada vez mais de estruturas hierárquicas para modelos mais colaborativos e em rede. A motivação precisará ser cada vez mais intrínseca, impulsionada pela vontade de colaborar de cada empregado e pela gestão para a maestria, independência e significado. É o que sugere que as empresas tornar-se-ão cada vez mais organizadas em torno de equipes distribuídas, trabalhadores remotos e coletivos dinâmicos, em contínua troca de dados e conhecimentos sobre as coisas, tarefas em andamento e sobre novidades nunca dantes enfrentadas.

Algo que já reflete essa mudança é o cenário de trabalho emergente calcado na rápida ascensão da tecnologia vestível, combinada com a internet das coisas. Isso permite que as empresas gradualmente misturem experiências físicas e digitais para beneficiar tanto os trabalhadores, como os consumidores, como o mercado. Um exemplo: trabalhadores que operam com equipamentos altamente complexos ou em situações difíceis, podem usar as tecnologias vestíveis para ajudar a projetar e a reparar componentes.

Não é só os softwares e os dados que podem ser atualizados com base na nuvem. As competências humanas também podem se submeter a idêntico processo. E isso tem de ser imediatamente descoberto pelos educadores, para não sufocar a engenhosidade natural com que talentos jovens se propõem a fornecer a sua receita de transformação do mundo e são sistematicamente inibidos pelo anacronismo de uma escola que não viu o tempo passar, nem as coisas mudarem.

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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