Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

MAIS CONFORTO, MENOS AMOLAÇÃO

1 comentário

A empresa, instituição vencedora que teve de enfrentar a concorrência, a competitividade, a mutação dos hábitos e costumes, nem sempre com incentivos ou mamando no Erário, precisa adotar outras táticas de funcionamento para sobreviverem no século 21.

Tudo precisa ser mais ágil, mais racional, mais eficiente e mais rápido. O modelo operacional de plataforma resultou da rede da digitalização e a novidade da 4ª Revolução Industrial é que hoje as plataformas não são apenas digitais, mas globais, vinculadas ao mundo físico.

Uma tendência irrecusável é o interesse do cliente em dispor de tudo aquilo que facilita a sua vida ou lhe traz prazer, sem assumir encargos resultantes de tais opções. Para ser mais claro: há quem goste de ler, mas não tem espaço para uma biblioteca na redução da área física dos lares modernos, com a extinção das domésticas. Ou quem não pode viver sem música, mas não quer uma discoteca. Até mesmo quem não dispensa locomover-se de carro, mas não quer um veículo em sua garagem, com as obrigações de pagamento de IPVA, manutenção, abastecimento, etc. etc.

Pensando nisso, muitas empresas que forneciam produtos passaram a oferecer serviços. Hoje é viável o acesso digital a bilhões de livros por meio da Kindle Store da Amazon. Ouvir quase todas as músicas do mundo pelo Spotify. Associar-se a uma empresa de compartilhamento de carros que fornece mobilidade sem a necessidade de possuir um veículo.

É poderosa essa mudança e permite o surgimento de modelos econômicos mais transparentes e sustentáveis de troca de valores. Para isso, é preciso investir em talentos. Aquela pessoa considerada “louca”, talvez seja a mais preciosa para inventar novas estratégias de atender a necessidades do cliente, do que o primeiro aluno da classe, cuja distinção adveio de fabulosa capacidade mnemônica. Decorou tudo o que foi transmitido a ele na escola. Mas é incapaz de um pensamento criativo. Ser desbotado e sem imaginação. Continuará um burocrata e não terá sequer condição de chegar a uma conclusão a respeito de seu insucesso profissional. O mundo exige outras competências e quem não se apercebeu disso, continuará a se acreditar um injustiçado.

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Um pensamento sobre “MAIS CONFORTO, MENOS AMOLAÇÃO

  1. Boa Noite, Dr!

    Excelente artigo!

    Precisamos, realmente, de um maior número de profissionais “outsiders”. Pena que o militarismo surfa vagorosamente e sem entusiasmo nas ondas da 4 Revolução Industrial.

    Grande Abraço!

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