Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

JUVENTUDE NA MENTE

2 Comentários

O “Brasil dos jovens” tem prazo de validade. Expira aos poucos para ser sucedido pelo “Brasil dos velhos”.

O eufemismo da “melhor idade”, da “geração experiente” da “juventude há mais tempo” não consegue disfarçar que a velhice carrega uma série de desconfortos. Perda de memória, de agilidade, de força, de vontade. Acompanhada de enfermidades senis, tributo que se cobra a quem não morreu no caminho.

Ainda assim, a alternativa a ficar idoso é ruim: é a morte. Por isso, quem tem sorte de viver com qualidade de vida, valorize essa dádiva.

O IBGE chegou à conclusão de que em 2060, um em cada quatro brasileiros será idoso. Ocorre que tanto as crianças com menos de catorze anos como os maduros, com mais de sessenta e cinco, serão quase metade dos brasileiros.

Lá por 2047, chegaremos ao ápice em termos de habitantes> serão 233,23 milhões. A partir daí, a curva é descendente. Em 2060, serão 228,28 milhões.

Não se pense que governo tem condições de projetar o que será a vida de quem durar até lá. Governo pensa em eleição. O timing do político profissional brasileiro é curtíssimo. Só interessa aquilo que reverter em voto. O mais, é missão da academia, da lucidez e do apostolado.

As mulheres continuarão em maioria e isso é bom. Ainda se pode confiar mais nelas para o zelo e devotamento de que os anciãos necessitarão. E a educação, obrigação da família, do Estado e da sociedade, terá de cuidar de formação de cuidadores. Não apenas aqueles que zelarão pelo bem-estar físico do velho, mas também os que se preocuparão com sua mente. O idoso, quando só, fica saudoso, nostálgico, melancólico. De mal com a vida. As pessoas que ele mais amou desapareceram. Os jovens não ligam para ele. Passa a uma espécie de limbo que as “casas de repouso” não resolvem.

Quem se propuser a desenvolver uma estratégia de cuidados especiais aos anciãos, fazendo com que a vida deles seja integrada à dos demais, que eles tenham condições de transmitir experiências, participar de diversões, exercitarem-se mental e fisicamente, ganhará dinheiro.

O principal seria inventar quem se dispusesse a ouvir o velho, sem dizer que ele já contou aquilo milhares de vezes. Com simpatia, paciência e, se possível, afeição. E que não seja robô, porque o idoso é velho, mas não é bobo!

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

2 pensamentos sobre “JUVENTUDE NA MENTE

  1. Com certeza, Dr!

    O jovem que não olha o idoso hoje também estará sujeito a se tornar um invisível social amanhã.

    Grande Abraço!

  2. É certo, Dr. Nalini.

    Quem despreza de onde veio, com certeza, não sabe para onde vai. Parabéns sobre as considerações acima formuladas.

    Forte Abraço!

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