Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

MANIA DE COMPLICAR

1 comentário

O brasileiro é um bicho complicado. É contra tudo e a favor de nada. Critica tudo, mas não arregaça as mangas. Detona o governo como se este fosse um ser esotérico, imposto à força e não resultado de suas insensatas escolhas.

A 4ª Revolução Industrial avança rapidamente em outros Países e aqui capenga. Não por falta de tecnologia. Esta é disponível e a cada momento se torna mais barata e, portanto, acessível. Por falta de uma cultura antenada com o que mudou – e vai mudar ainda mais – e a resistência em fazer parte do contemporâneo.

A burocracia impera em todos os espaços. Contamina todas as estruturas. Porque há um excesso de Estado. Este ser tentacular, o nosso sócio bem visível, cuja onipotência precede nosso nascimento e nos perseguirá até depois da morte, só faz avançar e crescer.

Até as ínfimas conquistas são obstaculizadas pelo ranço burocrático. Um exemplo é a CNH Digital. Quase um ano após a vigência dessa novidade saudável, apenas 0,4% dos motoristas já têm sua Carteira Nacional de Habilitação em seus celulares.

Qual o motivo? A ganância de alguns Detrans, que cobram mais de duzentos reais para um serviço de custo irrisório, a obrigação do comparecimento físico do condutor à repartição burocrática e outras formas de resistência.

Cada vez que a cidadania tenta descomplicar, a esquadrilha do empecilho atua e tenta fazer com que os abnegados desistam. É o que acontece hoje com uma querida amiga, que adotou afetivamente uma escola pública estadual e, depois de uma verdadeira revolução – no melhor sentido – dentro de uma unidade escolar igual a muitas outras, encontra hoje uma nem tão velada resistência por parte de quem deveria estar feliz com a aproximação voluntária, espontânea e gratuita, voltada a fazer crescer a solidariedade dentro da escola.

É preciso uma resiliência sobre-humana para continuar a batalhar rumo à eliminação dos fatores complicadores. Parece que a alternativa é reduzir o Estado. Levar a sério o compromisso da Constituição da República, a prestigiar a iniciativa privada e a conter o Estado dentro de seus limites mínimos. Afinal, quem não percebeu ainda que tudo o que o Governo realiza é menos eficiente, mais complicado, mais dispendioso e não consegue se livrar da obscura mácula da corrupção?

_ José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Um pensamento sobre “MANIA DE COMPLICAR

  1. Bom Dia, Dr! Lamentável descontinuidade da Adoção Afetiva. A justificativa é ancorada, apenas, na subjetividade oriunda da mesquinhez e pequenice de alguns professores, que deveriam acender a luz do conhecimento, ao invés de apagá-las.Grande Abraço!

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