Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

QUEM QUER MORRER LOGO?

2 Comentários

Aparentemente, ninguém. Afora os suicidas. Mas os governos parecem fazer essa escolha em nome de seus governados. O relatório do painel científico da ONU sobre a mudança de clima desenha um cenário dantesco. Para fugir da catástrofe, a transformação da economia mundial terá de ser feita em velocidade e escala sem precedentes.

O mundo que se avizinha não terá comida, mas terá muitos incêndios das matas que sobrarem. Desaparecerão os recifes de corais. Furacões, vendavais, tsunamis, inundações e desertificação, tudo será mais frequente e mais acelerado.

Se as emissões dos gases causadores do efeito estufa continuarem ao ritmo atual, a atmosfera vai aquecer mais um e meio grau centígrado. Não apenas serão inundadas as áreas costeiras, mas o mar fará estrago com todas as cidades litorâneas. As secas e a pobreza se intensificarão.

Sinais muito preocupantes já são detectados. Todas as ocorrências sinistras derivadas da natureza ultrajada são hoje mais intensas e ocorrem a intervalos cada vez menores. O custo dos danos é avaliado em 54 trilhões de dólares. Nada é impossível de ser feito. Mas os próprios cientistas não acreditam numa retomada da consciência ambiental, porque os políticos são inumanos: o único horizonte que têm em mira é o das eleições.

O relatório foi elaborado por 91 cientistas de 40 países, que analisaram mais de 6 mil estudos científicos. Exige-se uma verdadeira conversão do ser humano. A poluição causada pelos gases do efeito estufa precisaria cair em 45% até 2030 e em 100% até 2050. Não existe maneira de mitigar a mudança do clima sem eliminar o uso do carvão.

Os chefes de governos mais egoístas não acreditam na ciência. Mas não serão poupados das consequências do que se aproxima e com força inaudita. Estados Unidos, Bangladesh, China, Egito, Filipinas, Índia, Indonésia, Japão e Vietnã, são os que mais estarão expostos à perda de território em virtude da elevação do nível do mar.

Mas quem garante que isso não chegará aos oito mil quilômetros de costa brasileira? Já não há sinais de que o mar está avançando? Bastante no nordeste, mas também em nossa Santos, que tem de fazer obras de urgência e que são paliativas.

Vamos continuar a emitir 41 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano e condenar à morte milhões de inocentes, vítimas da prepotência, cupidez e ignorância dos que se consideram “donos do mundo”.

_ José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Ambiental”, 4ª ed., RT-Thomson Reuters.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

2 pensamentos sobre “QUEM QUER MORRER LOGO?

  1. Na minha na humilde opinião esse é um assunto tão grave que merece empenho e grade curricular desde a pré escola. As iniciativas que temos são pessoais e as consequências pra toda a humanidade. Pagaremos um preço muito alto pela irresponsabilidade.

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  2. Para contribuir, escrevi este humilde texto buscando mostrar minha consciencia a chamada de atenção do Dr. José Renato Nalini, para a ignorância dos nossos políticos com as catástrofes a porvir.

    Quanto Tempo Ainda Temos?

    Vivemos entre o céu e a terra. Não vivemos propriamente na terra, mas na superfície dela quer dizer que a vida nasceu entre os extremos. Há milênios de séculos atrás e poderá ainda existir depois de milênios de séculos pra frente, desde que esta fina camada sobreviva.
    A vida é uma gota num oceano de incertezas. Só no sistema solar encontramos vida neste piscar de olhos do cosmo ao microcosmo. A vida é 1 em 1 milhão de chances. Nós como espécie sabemos que outros seres vivos poderão até existir depois de nós, assim como muitos existiram antes de nós.
    Estamos esgotando com rapidez a natureza que nos favorece. A decisão de ficar mais ou menos tempo aqui depende de nós. Quanto mais ignorância menos tempo, quanto mais inteligência mais tempo. Se conseguirmos fazer dos fenômenos que nos ameaçam um aliado nosso, isso é inteligência. Mas se olharmos para a natureza como nossa inimiga isso é ruim.
    Em breve seremos mais uma daquelas espécies exóticas expostas em museus arqueológicos.
    Muitas coisas são inevitáveis, mas dá para reduzir os danos e até algum proveito e fortalecimento.
    Na hora da tempestade, a persistência, a perseverança e a temperança devem sobrepor ao pessimismo. Se as imagens são fortes, devemos ser mais fortes que elas.

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