Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

PREFIRO IR A PÉ

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Tornamo-nos preguiçosos e dependentes dos automotores. Endeusamos o veículo mais egoísta que ainda existe, que é o carro. Alguns de nós achamos bonito andar de metrô em Paris, ou em Nova Iorque, mas no Brasil preferimos automóvel.

Talvez por isso, nunca se tenha tanta gente com hipertensão, diabetes, obesidade. Relegamos o caminhar e só usamos as esteiras das academias quando obrigados por nossos médicos.

Entretanto, é tão natural e tão bom andar a pé!

Tudo recomenda e nada impede a locomoção passo a passo. Afinal, o passo é o movimento natural dos humanos. O site procoletivo.com.br, com e-mail procoletivo@gmail.com, fornece dez motivos para estimular a caminhada. Deles me aproprio agora e partilho com os leitores.

Caminhar diariamente faz bem para a saúde do pedestre e da cidade. Não polui e gera economia. Favorece as relações interpessoais. Pense no prazer de levar filho ou neto à escola. Ou de sair com os colegas na hora do almoço. Fortifica os vínculos, reenergiza os relacionamentos.

Quem caminha fica mais engajado com a comunidade. É bom para a coletividade. Percebe as qualidades do convívio, pois há muita gente carente de atenção e querendo conversar e também ajuda a detectar os defeitos e cobrar atuação do governo.

Aristóteles considerava andar como a melhor forma de pensar. A atividade física promove a neurogênese, produção de novos neurônios. Criamos novas conexões intraneurais com o aprendizado de movimentos novos.

É a forma natural e mais sedutora de conhecer pessoas e lugares incríveis. Permite descobrir detalhes antes ignorados. Muito bom também é caminhar junto. A Corrida Amiga, por exemplo, é uma rede de voluntários que auxilia as pessoas a se deslocar a pé pelas cidades. Quem se inscreve no site corridaamiga.org pode conseguir um voluntário para acompanha-lo nos primeiros trajetos.

Andar é o vício do bem. Só traz coisas boas. Os andarilhos contumazes, que trocam o carro pelo tênis têm mais energia e bom humor. O corpo fica mais forte, o coração menos vulnerável, estimula-se a função imunológica e protege contra gripes e resfriados.

Ajuda a emagrecer. Uma pesquisa de Harvard revela que andar a pé, quando é um hábito diário e de forma acelerada, neutraliza os genes que produzem obesidade. E um estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra, comprova que os quinze minutos diários de caminhada são suficientes para baixar os níveis de ansiedade. Mas também melhora a hipertensão, reduz colesterol e faz com que seu corpo evidencie que você está vivo, de bem com a vida e com mais vontade de viver.

E você? Já começou a caminhar ou ainda está lendo esta mensagem?

_ José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT-Thomson Reuters.

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Autor: Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e Conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Um pensamento sobre “PREFIRO IR A PÉ

  1. Comecei a ler um livro seu, Filosofia e ética jurídica, em que você aponta a filosofia como instrumento para se enxergar as coisas da vida de maneira crítica, desqualifica o consumismo e o materialismo egoísta, fala de ética…

    Mas me lembrei do vídeo em que você defende o auxílio moradia dizendo que juiz tem salário defasado porque paga imposto (?) e precisa comprar terno em Miami toda semana, pra usar todo dia um diferente, tem que ter uma camisa “razoável” e um sapato “decente”, tem que ter um CARRO…
    Isso para o juiz não ter depressão…

    Fui até revisitar este vídeo, não acreditei que o autor do livro e a pessoa do vídeo fossem a mesma pessoa.

    Agora me deparo com este texto.

    ?

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