Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.


Deixe um comentário

Sou parte da solução

Há tempos havia uma propaganda interessante. Dizia mais ou menos: “Quem não é parte da solução, faz parte do problema”. É o que se pode pensar em relação aos inclementes e crescentes maus tratos cau­sados à natureza. Há quem negue o aquecimento glo­bal. Acha natural que o clima pareça a cada dia mais imprevisível. Não estranha inundações, secas, venda­vais, ciclones, tsunamis, furacões e tremores de terra onde isso não costumava ocorrer.

Os céticos acreditam que tudo é fenômeno na­tural e que em seu trajeto pelo Cosmos, o Planeta já enfrentou outras eras. Isso é verdade. Só que ele não possuía quase 8 bilhões de pessoas respirando, co­mendo, defecando e produzindo poluição.

O comodismo leva a uma inércia. O que pos­so fazer diante dos descalabros que são causados por grandes atores, não por mim, um mísero indivíduo. Os mais sensíveis sabem que podem e devem fazer algu­ma coisa. E o que seria essa “alguma coisa”?

Desde gestos triviais, como coletar sementes, produzir mudas, repor árvores, formar hortas, jardins e pomares, como atuar na condição de fiscal da ci­dadania ecológica. Cobrar das autoridades municipais o zelo obrigatório que elas devem ter em relação à ecologia. Proteger as áreas reservadas por seu valor ambiental. Participar de discussões pela internet para pleitear responsabilidade de agentes de autoridade, seja de que nível for. Denunciar crimes, ilícitos civis e administrativos perpetrados contra a natureza. Fazer abaixo-assinado para mostrar que a cidadania respon­sável não concorda com o desmatamento, com a po­luição da atmosfera, da água, do solo, do patrimônio cultural.

Ninguém é tão desprovido de poder que não possa fazer algo em favor do ambiente. Pense-se na inacreditável produção de resíduos sólidos. O Brasil é o maior produtor de lixo que existe so­bre a face da Terra. É enorme o desperdício de alimento, de material de construção, de papel, de tudo o que é reaproveitado nos países ricos mas que aqui, nesta situação de indigência econômica em que o Governo se encontra, não merece aten­ção daqueles que são prejudicados pela deteriora­ção ambiental.

Somos parte da solução ou estamos ao lado da­queles que afligem a Gaia angustiada, que já se cansou de emitir sinais de exaustão, que ainda não atingiram nossa verdadeira surdez moral.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 11/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.


1 comentário

Onde tudo começa

A cidade é o local mais importante para a vida de qualquer pessoa no ano do Centenário de André Franco Montoro, quantas vezes temos ouvido sua frase mais célebre: “Ninguém nasce na União, nem no Estado. Todos nascem na cidade”.

A socióloga holandesa Saskla Sassen, que escreveu o livro “ A cidade Global”, afirma que os prefeitos são as autoridades mais qualificadas a enfrentar os fenômenos da globalização. Pense-se no número de migrantes que chega diariamente à metrópole. A causa é global, mas quem tem de resolver o problema é o município.

Antes que o Estado e União possam enfrentar questões emergenciais, é o município que se vê chamado a oferecer uma resposta rápida. Há um grande desafio a ser enfrentado nas próximas gestões. Fazer com que a população coparticipe das decisões que a afetam, seja a verdadeira “dona” da cidade. Se isso acontecesse, as praças não seriam pichadas, maltratadas e sujas. Os jardins seriam conservados, como nos países civilizados.

Todos os cidadãos precisam ser alertados sobre sua responsabilidade quanto ao futuro do planeta. Para Saskla Sassen, não é conveniente falar em “mudança climática”, pois parece que o fenômeno é natural. Não é. É provocado pela inclemência humana. A humanidade escolheu o suicídio como forma de acabar com a natureza e, dentro dela, toda espécie de vida. Por isso é mais adequado falar em “terra morta, água morta”.

O que nos remete às “Cidades Mortas” de Monteiro Lobato. Estamos fazendo desaparecer os espaços aptos para a humanidade. A falta de água já expulsa muitas pessoas de seu habitat. E isso ainda vai piorar muito, quando se ouve que o desmatamento na Amazônia prossegue de forma acelerada.

A cidade é o espaço natural em que todos vivemos e nela desenvolvemos nossa habilidades e aptidões. Nela sofremos, nos alegramos, contemplamos o mundo e encontramos nosso lugar nele. Por isso, a cidade merece o nosso respeito. A começar pela sensata escolha de quem estará a comandar a administração pública, ainda a peça mais importante para coordenar o destino de todos e de cada um.

Fonte: Diário de São Paulo | Data: 11/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

livro-cidades-mortas-de-monteiro-lobato-D_NQ_NP_161021-MLB20692854665_042016-F


2 Comentários

Adeus TV

A invenção de Gutenberg mataria os alfar­rábios e os copistas, que detinham o monopólio do conhecimento. Depois o rádio sepultaria jor­nais e livros. E a TV substituiria o rádio. Agora é a televisão que tende a desaparecer, diante do acelerado avanço do vídeo online. Anuncia-se que ele absorverá 80% da internet até 2020, que é amanhã! As novas gerações são nativas digitais e já não assistem TV. Preferem o streaming, fre­quentam o You Tube. É a constatação de quem se propõe a enxergar o que está acontecendo no mundo mutante das comunicações.

Todos os dias, um bilhão de horas são con­sumidas no You Tube. Isso representa que todos os 7,5 bilhões de habitantes do Planeta assistis­sem ao menos 8 minutos a cada dia de vídeos. Já que nem todos ainda são conectados, mas “ape­nas” 3,4 bilhões de pessoas, o índice de assistên­cia a vídeos dobra: são 17 minutos por usuário. Os números são fornecidos pela União Interna­cional de Telecomunicações.

Os cinemas já registraram a queda de fre­quência. Tanto que se sofisticaram para uma classe que pode pagar para ter poltronas recliná­veis, assentos numerados, climatização a gosto do freguês e outros luxos. Mas a insegurança, o trânsito e até a economia torna mais sedutora a possibilidade de assistir aos filmes pelo serviço de streaming Netflix.

Dentro de 20 anos, 90% do que as pessoas vão assistir estará online. O fenômeno é crescen­te no mundo todo, mas escancarado nos Estados Unidos, onde se constatou o “cord cutter”, ou o “cortar o cabo”, tendência de o usuário deixar de pagar pela TV por assinatura para assistir a víde­os exclusivamente pela internet. A concorrência à TV já está sendo fortalecida por grupos como o próprio You Tube. A vantagem da internet é que não há necessidade de cabos, antenas, satélites ou de visitas de instalação. Para os responsáveis pelo You Tube, este substituiu a TV, ou oferece a TV reimaginada para a geração dos youtubers ou os millennials.

A nova realidade tem de ser observada com interesse não só pelos comunicadores, mas pelos educadores. A EAD – Educação à Distância, tida por modalidade inferior e merecedora do pre­conceito dos tradicionais, ganhará cada vez mais espaço, diante de seu poder sedutor e da autono­mia que concede ao educando. Ele escolhe o que assistir, quando e como. Para quem tem curiosi­dade, é o conhecimento cada vez mais presente e disponível. Quem viver verá. Ou melhor, assisti­rá se estiver plugado.

 

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 07/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

sign-off-tv-1-1555791


3 Comentários

O bitcoin é solução?

Quando assistimos a horrorosos assaltos com explosão de empresas, caixas eletrônicos, tudo ante­cedido por roubo de dinamites, somos levados a pen­sar que algo precisa mudar. Primeiro o nosso modo de pensar que é correr atrás do prejuízo. Não atingimos a condição de nos antecipar à criminalidade e abortar seus planos. Somos sempre surpreendidos, embora a reiteração de episódios análogos já não deveria sur­preender, senão ensejar adoção de outras estratégias.

A questão da segurança é muito séria e cumpre lembrar que ela é de responsabilidade de todos. Isso que o constituinte previu no artigo 144 da Carta Ci­dadã: dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. Sem exclusão. Isso leva à conclusão: quem não é parte da solução, agrava o problema. Os sinais de­tectados por qualquer pessoa e que possam induzir a algo suspeito, precisam ser comunicados ao sistema de segurança pública.

Mas é urgente intensificar ações quanto à dis­seminação de armas de fogo de potencial suficiente para derrubar helicópteros e aviões, e constantemente utilizadas para arrebentar fachadas de empresas trans­portadoras de valores.

O controle de explosivos também precisa ser bem administrado. Sua guarda e transporte merecem cuidado especial, mas tudo isso é paliativo. O essen­cial é mudar a forma de pensar e partir para soluções ousadas, audazes, até aparentemente utópicas.

Ou seja: se as nossas transações aos poucos vão se tornando virtuais, se podemos transferir valores mediante o uso cada vez mais simplificado e eficiente das redes, se o mundo web se impõe e conquista ade­são de idosos com uma velocidade acelerada, por que não pensar em reduzir a produção e a circulação do papel moeda?

Já existe a moeda digital, a “bitcoin”, desde 2009. Desde então, as pessoas puderam fazer transa­ções em dinheiro pela web, sem qualquer intermedia­ção. Os bancos já perceberam que as pessoas, ainda que lentamente, não suportam filas, obtenção de se­nhas, tudo o que recorde o horror da burocracia. Por isso modernizaram-se e ofereceram serviços cada vez mais inteligentes, menos dependentes da interferência humana.

O mais importante não foi a moeda digital, mas o fator confiança. E pensando nisso foi que o escritor canadense Don Tapscott, autor de mais de quinze li­vros sobre tendências em negócios digitais, publicou o “Blockchain Revolution”, lançado no Brasil pela Editora Senai-SP.

A blockchain é um protocolo de confiança. Con­fiança que pode ser atingida por meio da criptografia, software e colaboração. Para Don Tapscott, todas as empresas que atuam como intermediários serão obri­gadas a se reinventar. Se não repensarem seus negó­cios, vão perecer.

Numa fase em que a criminalidade organizada depende do sucesso em roubos mirabolantes para ga­rantir o seu nefasto negócio, a sociedade lícita se vê obrigada a se organizar ou a se reorganizar, impedindo a continuidade na escalada do mal.

Se a tecnologia disponível já permite criar mo­edas digitais como o Bitcoin, para transferir valores em tempo real, sem taxas e sem passar pelos bancos, por que não se servir dessa possibilidade comprovada e reduzir a fabricação, a circulação e o transporte de dinheiro?

O sistema do “vale-refeição” já funciona assim. Disponibiliza- se, no início do mês, a quantia virtual a que o servidor faz jus. A cada uso, apresentando o cartão, a importância diminui, pois os saques virtuais vão reduzindo a disponibilidade.

Isso pode ser feito—e, de certa forma, já é – em relação aos salários. Não é preciso ir à caixa do Banco e retirar a remuneração mensal. Ela fica na conta-cor­rente e a movimentação pode ser inteiramente virtual. Eliminar os riscos, adotar outras práticas, surpreender o infrator com inteligência e contemporaneidade pode ser mais eficiente do que exigir que sacrificados agen­tes da segurança continuem a morrer, oferecendo suas faces e troncos para exercício de tiro ao alvo de quem não se preocupa com a vida alheia.

 

Fonte: Correio Popular | Data: 05/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

bitcoin-1056983


1 comentário

O que ainda se verá

Somos herdeiros de múltiplas gerações. Asse­melhamo-nos àquelas árvores com as camadas super­postas que permitem aferir sua longevidade. Convi­vemos com uma cultura anciã, com hábitos de vários séculos e estamos conectados à era digital. Mas ainda não vimos tudo. A internet das coisas mal começou. E para quem pensou que ela tardaria, o susto será maior. Ela nos alcançou e mudará nossa vida.

A sigla mundial para a internet das coisas é IoT. Dis­positivos dotados de sensores serão conectados em rede. As máquinas trocarão informações e vão ajustar sua ação sem interferência humana. Estamos preparados para isso?

Não. Continuamos a ministrar uma educação anti­quada, anacrônica e com olhos e ouvidos fechados a essa realidade. Só que a vida já mudou. Já é disponível para uma escassa faixa da população, o fato de a geladeira di­zer ao supermercado quais alimentos estão acabando. O GPS do celular avisa ao ar condicionado residencial que o dono já saiu do trabalho e em quanto tempo chegará em casa. O próprio carro avisará que ele precisará trocar filtro, óleo ou qualquer outro incremento a que funcione.

É a chamada Quarta Revolução Industrial, mui­to mais impactante do que as anteriores. A indústria 4.0 combina inúmeras tecnologias. No produto vendi­do já com sensores, as empresas obterão informações de como o objeto foi utilizado, quais as soluções que precisam ser encontradas, inclusive a logística rever­sa. Ou seja: quem fabrica algo tem de ser responsável por esse bem até seu fim de ciclo utilizável. Uma so­ciedade civilizada não tem desmanche. Não há des­carte de resíduo sólido, algo que atormenta o ambiente e onera o bolso já sacrificado do cidadão.

É importante que todos tenhamos presente a ne­cessidade de estar atentos e de disponibilizar paciên­cia, interesse, curiosidade para conhecer o que virá e também fazer o possível para propiciar aos jovens o contato saudável com essa realidade que tem seus pe­rigos, é claro. Seremos governados pelas máquinas? O medo disso é maior do que o de ser governado pelo humano desprovido de ética?

Essa a reflexão que cabe a cada um de nós, os sobreviventes a essa interessante camada de épocas.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 04/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA


1 comentário

O guerreiro equivocado

A pensadora francesa ELIZABETH ROUDINESCO escreveu uma biografia de FREUD, como já havia escrito uma de LACAN. Procurou esmiuçar a personalidade do “Pai da Psicanálise” e valeu-se de toda a documentação disponível, produzindo uma obra de peso.

Sua intenção não foi contemplar o profissional, mas o homem. Caracteriza-o como um guerreiro, que tentou transformar o mundo, através da análise da mente humana. Equivocou-se apenas num ponto: não acreditou que Hitler pudesse acabar com a sua obra máxima, a psicanálise, daí ter permitido que seu discípulo JONES servisse ao Führer. Só se rendeu após a queima de seus livros pelo ditador, quando então aceitou fugir para a Inglaterra. Deixou dinheiro para suas irmãs fazerem o mesmo. Elas não obtiveram o “visto” e morreram em campo de concentração.

Para ROUDINESCO, o contexto histórico é muito importante para definir o homem e sua obra. Era uma fase em que as pessoas acreditavam que poderiam mudar o mundo. Tinham projetos. Personagem do Século XIX, FREUD foi protagonista de vários fenômenos: o feminismo, o nazismo, o fascismo dentre eles. O importante é que havia ideais em questão. As pessoas acreditavam nas instituições.

O drama contemporâneo é que há um desalento generalizado, uma falta de confiança em tudo o que é estatal e uma pauta difusa que se torna inatendível por quem detenha um mínimo de autoridade estatal.

A herança freudiana sofre contínuos revezes. Não entra nas Ditaduras, permanece hostilizada pelas confissões religiosas, foi substituída por uma farmacopeia que cura todos os males. Entretanto, a psicanálise é muito necessária, embora seja apenas uma das fases do tríptico suficiente para reduzir os problemas brasileiros: a) medicamentos; b) trabalho social de alavanca; c) psicanálise. Esta continua a ser feita por pessoas que têm dinheiro e tempo para elaborar a revisão de sua vida com o profissional. Outros fatores surgiram no século XXI: desaparecem as histerias, substituídas pela depressão. É que, liberadas as mulheres, hoje as pressões são diferentes daquelas a elas infligidas no Século XIX. Para ROUDINESCO, a psicanálise continua válida para crianças e para adultos que tenham dinheiro e tempo e nenhuma pressa em obter resultados.

Fonte: Diário de São Paulo | Data: 04/05/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.

terapia-psicanalítica-500x213


3 Comentários

Foco no micro

Brasil tem razão para estar desalentado. A no­tícia de que o envolvimento de lideranças políticas no promíscuo universo das propinas é tudo o que não precisaríamos enfrentar. Mas se o cenário se afigura trágico, é preciso nele encontrar motivos para reagir.

Primeiro: satanizar a política, demonizar os po­líticos, a nada leva, senão a estimular arrivistas, popu­listas e “salvadores da Pátria”. Por enquanto, ainda não se inventou algo que substitua a Política decente para coordenar o convívio entre as pessoas. Não atingimos os níveis ideais de civilização que nos autorizasse pres­cindir de ordem, política, Justiça, disciplina, autoridade e outros parâmetros que o ordenamento oferece.

Por isso, é preciso deixar decantar no tempo da in­vestigação, da apuração, das denúncias, da instrução e dos julgamentos, aquilo que deverá desaparecer do am­biente político e aquilo em que se vale a pena investir.

Outro ponto favorável dessa aparente catástrofe: as instituições estão funcionando. A Justiça não sofreu empecilhos. A Nação a prestigiou e ela pode – todo o sistema: polícia, Ministério Público e Judiciário – dar transparência a práticas que sempre permaneceram na bruma e na nebulosidade dos palcos ambíguos.

Terceiro: o Parlamento, de tão fragilizado, ha­verá de mostrar que não fugirá às reformas estruturais sem as quais o Brasil não se arribará. Reforma previ­denciária, trabalhista, tributária e política têm de sair todas elas. Sem elas será o caos.

Mais ainda: há Prefeitos eleitos no ano passado e que iniciaram seus mandatos em janeiro, já cons­cientes de que são outros tempos. É no município que as coisas funcionam. Se o microcosmos enfrentar a crise moral e econômica, as forças locais forem esti­muladas, o Prefeito fizer o jogo da verdade e não es­conder a gravidade da situação, a cidade sairá da crise com velocidade maior do que se permanecer à espera de que o Governo Central resolva de cima para baixo.

O bom prefeito sabe que deve cuidar da educa­ção, administrar com eficiência, abrir o jogo com a população, ser transparente e honesto. Mostrar que em seu território não há propina, nem corrupção. Se ele se compenetrar disso, o Brasil sairá do lamaçal muito mais cedo do que se poderia esperar. Foco no micro. No macro, STF terá de dar conta do recado.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 30/04/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo. E-mail: imprensanalini@gmail.com.