Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.


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A reinvenção do ensino

Um dos raros consensos nesta era do absoluto dissenso em relação a tudo é o de que a educação precisa ser reinventada. Ela não está cumprindo com os seus objetivos de permitir que a criança e o jovem desenvolvam suas potencialidades até o alcance da plenitude possível, menos ainda o capacitando para o trabalho ou o qualificando para o exercício de uma cidadania responsável.

 Isso não é privilégio do Brasil. O mundo inteiro enfrenta o desafio. Só que o Brasil, por sua crescente desigualdade, é um fenômeno muito mais grave. A educação poderia sanar nossos maiores problemas em uma geração. Mas não se verifica um conjunto de condições favorável a que essa verdadeira revolução tenha eficácia.

 A preocupação com avaliações é recorrente. Mas a metodologia apura o grau de introjeção de informações contidas no conteúdo curricular na cabeça do aluno. Avalia-se a sua capacidade de retenção dos dados, a sua condição mnemônica. Pouca ou nenhum interesse em aferir se o estudante adquiriu maior consciência de seus deveres, se está apto ao enfrentamento de dificuldades, se consegue vislumbrar perspectivas para a sua vida futura, a prova difícil da maturidade.

 A OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico realiza a cada três anos, a partir de 2000, a prova conhecida pela sigla PISA, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes e tenta fornecer pistas sobre o nível da educação em 72 países. Dez deles da América Latina. E os índices brasileiros são sofríveis.

A boa notícia é que os próprios organizadores do PISA procedem a uma revisão da metodologia, para incluir as competências não cognitivas. Decorar não é o principal quando se cuida de educar. Ao contrário: tem-se de perguntar como será o mundo daqui a 20 ou 30 anos, quais as competências que os adultos terão de dominar e que tipo de escola necessitamos hoje para formar essa geração.

Praticamente unânime a constatação de que um bom nível de instrução é essencial à realização plena de cada ser humano. Além de ser imperativo econômico e social. Mas como chegar ao consenso acerca do que é necessário para oferecer às crianças e jovens de hoje, o instrumental necessário para viver com dignidade em meados deste século?

Reclama-se intensa reflexão por parte de todos. O governo é impotente para assumir todas as responsabilidades. Por sinal, não foi isso o que o constituinte quis, quando erigiu a educação a direito de todos, mas a dever do Estado e da família, em colaboração com a sociedade.

Todos somos chamados a participar dessa reflexão. Dela depende a concretização de nossos sonhos ou o doloroso encontro com o fracasso.

Fonte: Diário de São Paulo | Data: 23/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

Foto: Du Amorim/A2IMG

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Escola, lugar sagrado

Entristece-me e angustia-me receber um pedido para colocar offendicula em escolas, – hoje se diz “concertina” – ou aumentar a altura dos muros, ou gradear esse espaço de aquisição do conhecimento.

O fato é que aumentam os furtos perpetrados contra esse lugar sagrado chamado escola. Culpa da crise? Pode ser uma concausa. Mas o fenômeno é muito mais sério. Evidencia a completa ausência de freios inibitórios por parte dos ladrões. Com certeza, não passaram pelos bancos escolares. Se chegaram a passar, pior ainda.

De que valeu a permanência no lugar encarregado de transmitir valores, de formá-los para a cidadania responsável, para o convívio fraterno e para a edificação de uma Pátria Solidária?

Países civilizados oferecem espetáculo edificante. Suas escolas são preservadas com carinho. Situam-se em meio a jardins floridos, ostentam pintura imaculada, não há muros, nem grades, nem cercas, nem portões.

A comunidade zela pela conservação desse patrimônio que é do povo, não do governo. Não existe legislação diferente. Aqui também, o constituinte converteu a educação em direito de todos e dever do Estado e da família, em colaboração com a sociedade. E a segurança pública, direito de todos e dever do Estado, não é responsabilidade exclusiva do governo, senão de todas as pessoas, igualmente interessadas na manutenção de um clima propício ao pleno desenvolvimento de todos, a fim de que atinjam as potencialidades com que todos dotados, até se atingir a plenitude possível?

Não é possível continuar a considerar normal o que se perpetra contra o patrimônio coletivo, em detrimento não só da economia, da racionalidade e do ideal de convivência, mas traduzível em substancial perda de uma riqueza intangível, que é o caráter brasileiro. É urgente que a parcela saudável da comunidade se articule, não perca a capacidade de indignação e que aja com responsabilidade cívica.

Todos somos chamados a liderar uma cruzada contra essa criminalidade covarde, que ataca edifícios construídos com dinheiro do povo e destinados a melhorar a qualidade de vida nacional, cuidando da formação dos cidadãos de amanhã.

Indignemo-nos e ajamos!

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 23/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

Foto: Milton Michida/A2IMG

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Fachada da E.E Culto à Ciência, em Campinas


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Como recrutar o bom senso?

Uma das questões tormentosas para todas as democracias é a forma de recrutamento de juízes, promotores de Justiça, defensores públicos e demais carreiras jurídicas. Em tese, o modelo brasileiro é incensurável.

Nossos juízes, promotores, defensores públicos, procuradores, delegados de polícia e de legatários dos serviços extrajudiciais – os antigos cartórios – são selecionados por concurso de provas e títulos. Fórmula que alia o aspecto democrático – todos podem concorrer, desde que bacharéis em Direito – e a feição meritocrática – só os mais capazes serão aprovados.

Todavia, persiste o tema da legitimidade, muito debatido em outros países, a merecer uma resposta consistente e convincente. Os demais poderes têm seus integrantes eleitos. Submetem-se ao escrutínio popular. Isso é próprio ao regime democrático. Tanto que os Estados Unidos têm vários estados que elegem seus juízes, para responder a esse déficit de legitimidade muito comentado na doutrina.

Aqui, o concurso público de provas e títulos não atende a esse requisito de escolha popular e merece críticas. A resposta mais comum é a de que o juiz atende ao princípio da legitimidade mediante sólida fundamentação das decisões.

Como profere suas deliberações por escrito ou oralmente, mas com toda a publicidade e transparência, tal procedimento adquire a legitimidade que vem do consentimento da população à qual está preordenado a servir. Superada a questão da legitimidade, outra ordem de reflexões ainda não mereceu definitiva solução. O concurso público escolhe, na verdade, os mais capazes?

É algo irrespondível. Tem sido assim e as carreiras públicas não padecem de falta de preparo técnico. Isso é suficiente para o excelente desempenho da função estatal?

Ocorre que a seleção de profissionais das carreiras jurídicas ainda ostenta um déficit sobre o qual existe relativo consenso: avalia-se a capacidade de memorização, na expectativa de que o candidato decore todo o acervo legislativo, doutrinário e jurisprudencial produzido a respeito do universo jurídico.

Nem sempre isso equivale a equilíbrio, sensibilidade, capacidade de trabalho, compreensão, solidariedade, humanismo e, principalmente, bom senso. Mas quem é que pensa em alterar esse quadro?

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 19/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

 

Juiz


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Juízo, a Terra é frágil!

Talvez por ser neto de imigrante, que deixou a Itália por falta de perspectivas e por  carência de terras, tenho a ecologia no meu DNA. Sou ambientalista convicto, procuro proteger a natureza na limitação de minhas possibilidades, mas nunca cessei na pregação de alerta para que o maltrato se reduza.

Como um dos idealizadoras e primeiros integrantes da Câmara Especial do Meio Ambiente, depois batizada Câmara Reservada ao Meio Ambiente, sempre fui contra
as queimadas de palha de cana-de-açúcar. Nunca me convenci de que essa praxe fosse inofensiva. Estive em locais afetados e o cenário é aterrador. Sustentei com paixão a vedação de tal costume, repeli o argumento de que sempre foi assim, desde a “coivara” dos índios e perdi muitas batalhas. Indignado ao constatar que doutrinadores do ambiente, quando contratados a defender os incendiários, renegavam suas posições e encontravam elementos para afirmar que aquele era um caso peculiar.

Indignei-me quando em acórdão o relator chegou a se utilizar de metáfora de discutível gosto: a fuligem da queimada representava “as borboletas do progresso” para o agronegócio… Enfim, a verdade é poliédrica e cada qual consegue enxergar na mesma questão um foco nem sempre perscrutável pelo olhar do outro.

Reconheço que a cana-de-açúcar está no Brasil desde 1530, trazida por Martin Afonso de Souza e que hoje o Brasil é o maior produtor do mundo e o primeiro fornecedor de açúcar, com 22% da oferta mundial. É o segundo em etanol, com 25% do mercado. A previsão da safra 2017/2018 é de 585 milhões de toneladas, apenas na região Centro-Sul, de acordo com informações da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar – Unica. O parque industrial conta com 382 usinas, sendo 302 situadas na região Centro-Sul, e gera 1 milhão de empregos diretos em 30% dos municípios brasileiros.

A biomassa ocupa a terceira posição na matriz elétrica do Brasil, com 11.189 MW e de acordo com o Plano Decenal de Energia – PDE 2024, do Ministério de Minas e Energia, o potencial técnico de geração anual para a rede pela biomassa de cana pode alcançar duas usinas de Itaipu, com 165 TWh/ano até 2024, ou seja, 24% do consumo nacional.

Sei também que da cana tudo se aproveita: etanol, açúcar, energia, cachaça, caldo de cana, rapadura. Os subprodutos também são reutilizados, como a palha da cana, usada na técnica do plantio direto, que protege o solo e aumenta a produtividade do canavial. Mas também produz energia elétrica, papel higiênico, bioplástico e outros itens. A vinhaça é destinada à adubação e fertirrigação, pois tem concentração de nutrientes.

Todavia, não penso que seja saudável eliminar a policultura, vocação natural do Estado de São Paulo, para transformar nosso Estado em imenso canavial. Apenas separado por presídios, o que me levou a escrever há alguns anos, o artigo “Cana & Cana”, para evidenciar uma realidade preocupante.

Espero que o agronegócio tenha juízo para não deixar de respeitar a natureza, tão pródiga e tão maltratada. O mundo emite sinais eloquentes de fratura ambiental. Não é impossível manter a canavicultura e a reserva florestal. Esta é um patrimônio que não merece destruição.

Espero que a preocupação ecológica mereça cada vez maior espaço na categoria e que as notícias veiculadas no jornal do Engenheiro Agrônomo, sob o título “Santa Cana – Do Passado Colonial ao Futuro Sustentável” sejam sinal de fortalecimento dessa consciência. Pois afirma-se que 97,5% da área de cana de São Paulo está livre de queimada. As emissões de gases de efeito estufa evitadas já equivalem ao que teria sido emitido por cerca de 162 mil ônibus circulando durante um ano. Enquanto na safra de 2007/2008 havia 753 colhedoras, hoje o setor sucroenergético possui 3.747 colhedoras. 60% das usinas signatárias do Protocolo Agroambiental possuem programas de restauração florestal de seus fornecedores de cana.

É saudável que a nova geração de profissionais, com especialização adquirida nos mais modernos centros de formação, tenham noção de que a Terra é frágil e de que nada adianta exauri-la com uma agricultura agressiva, para amanhã não poder dela extrair riqueza, sobrevivência e vida digna.

Fonte: Correio Popular | Data: 17/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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Celular em sala de aula

O Governador Geraldo Alckmin atendeu à demanda do alunado paulista e sancionou a lei que autoriza o uso pedagógico do celular em sala de aula. Mostrou-se sensível a um clamor generalizado entre os jovens da Rede Pública da Educação Estadual.

Não há como negar que a 4ª Revolução Industrial transformou o mundo. As comunicações avançaram de maneira tal, que a ficção científica restou superada. Qualquer exercício de futurologia se viu frustrado pelos avanços tecnológicos que disponibilizaram um arsenal de equipamentos eletrônicos de múltiplas funcionalidades.

A infância e juventude são as principais usuárias de celulares, smartphones, tablets, notebooks e computadores. Como serão as primeiras a se acostumarem com o que ainda virá: a internet das coisas, a robótica, a nanotecnologia, a wearable technology, ou as tecnologias vestíveis, tudo aquilo que confirma a evidência inafastável: a circuitaria neuronal das novas gerações é inteiramente digital, enquanto que a das gerações mais experientes é analógica. O mergulho nessa era é irreversível, queira-se ou não.

A utilização de todos os aparelhos que permitem a instantaneidade de palavras, sons e imagens, ultrapassando limites territoriais e fronteiras, é um hábito que contaminou legiões. Para o bem e para o mal, as redes sociais dominam: imperam soberanas e impõem hábitos, costumes, mudam linguagem e comportamento. Transformam, profundamente, o convívio e a fisionomia da sociedade.

Como impedir que aquilo que faz parte do cotidiano dos jovens seja ignorado pela escola? A alteração da lei respeita a autonomia docente. O professor é que saberá se a utilização do celular atenderá à finalidade pedagógica. E muitos docentes já se servem dos benefícios desse instrumento de busca de um infinito acervo de conhecimento. Um mobile permite ao usuário o acesso às maiores e melhores universidades do planeta, às bibliotecas mais famosas, além de museus e institutos científicos. O que dizer dos milhões de textos, inclusive obras clássicas, já disponíveis porque agora são de domínio público?

Pesquisa empírica mostra que a imensa maioria dos estudantes já possui o seu celular. Mas a Secretaria da Educação ainda disponibilizará, gradualmente, além do wi-fi e da banda larga em todas as escolas estaduais, o tablet e a conectividade que fará o link entre nossos jovens e o universo mágico desta idade virtual. O mundo mudou. E mudança significa: quem não muda, …dança!

Fonte: Diário de São Paulo| Data: 16/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

Foto: Milton Michida/A2IMG

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Um projeto de vida

Quem é que pensa hoje no futuro? Aturdido com o momentâneo, perplexo diante das surpresas de cada dia, o ser humano mal tem condições de administrar seu cotidiano. Todavia, há de se pensar no amanhã. Um amanhã em que o inesperado terá lugar garantido. A ficção científica foi superada pelo avanço tecnológico e científico. Sabe-se que tudo será diferente daqui a alguns anos. Só não se sabe qual o grau dessa diferença.

O desafio maior da educação é preparar a criança e o jovem para esse porvir incerto. Conteúdo curricular defasado, didática ainda distanciada dos recursos propiciados pela inevitável 4ª Revolução Industrial, tudo parece conspirar para o desinteresse de gerações que parecem já ter nascido com chip em seus cérebros.

Por isso é urgente fazê-las pensar num projeto de vida. Algo que já existe no ensino integral, que deveria ser a regra desde os anos iniciais, em que se desenvolve as competências socioemocionais, muito mais importantes do que as cognitivas. A Revista da AIMES – Associação das Instituições Municipais de Ensino Superior -, em edição especial para servir de guia do estudante e publicada em setembro de 2017, oferece algumas dicas. Aproprio-me delas, com o devido crédito.

Elaborar um projeto de vida significa sonhar e agir com atitude proativa, investir no objetivo focado. Tente escrever um projeto estabelecendo metas com clareza. Um projeto de vida não é algo a resultar do impulso ou da emoção. Deve ser construído com calma e ser alimentado e mesmo revisado ao longo do tempo.

Não se pode esquecer que o passo é o movimento natural do ser humano. Uma caminhada, por longa venha a ser, começa com o primeiro passo. É preciso responder indagações como: para que construir o meu futuro desejado nos horizontes de 5 a 10 anos? O que devo realizar?

Pense nele com frequência e conclua se é possível aprofundar ou mudar de ideia. A reflexão é uma ferramenta poderosa de arranjo mental. Assim como se procura manter em ordem os objetos materiais, seja em seu quarto, seja em seu trabalho, as ideias também precisam estar ordenadas na consciência. Sem esquecer que “a louca da casa”, como Santo Agostinho chamava a imaginação, pode desordená-las amiúde. Volto ao assunto em outro artigo.

Fonte: Jornal de Jundiaí| Data: 16/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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Outra cabeça

Quem ainda tem algumas décadas para viver precisará de outra cabeça. Mais aberta, menos preconceituosa, apta a assumir novidades que já se encontram disponíveis e que dependem de novo molde mental. Vejam-se, por exemplo, os desafios que o aquecimento global propõe ao ser humano, para que ele encontre estratégias de minimizar o estrago causado ao ambiente. Um deles, tangível e inegável, é o malefício derivado de excesso de veículos movidos a combustível fóssil.

O aumento de enfermidades causadas pela poluição ambiental, a perda de tempo gasto em deslocamentos cotidianos, a redução da produtividade das pessoas, a aceleração na perda do PIB nacional, em momento tão trágico da história brasileira, são alguns fenômenos que deveriam incomodar a consciência leniente de grande parte dos humanos deste século.

É mais do que urgente a adoção de soluções de mobilidade urbana sustentáveis. Um dos modais é o transporte compartilhado, que precisa, exatamente, de mudança de cultura e mentalidade quanto à posse de veículos. Um estudo divulgado pela Rockfeller Foundation e pela Trans-portation for America de 2014 evidencia que 3 entre 4 jovens americanos, de 18 a 34 anos, gostariam de viver numa cidade sem carro.

 Comprar carro já não é um sonho: 66% dos entrevistados indicam preferir uma cidade com boa oferta de transporte coletivo de alta qualidade. Para 54% desses jovens, o melhor será a oferta multimodal como bicicleta e carro compartilhado.

São Paulo engatinha no uso da bicicleta, veículo acessível para a maior parte da população e capaz de promover maior igualdade social no uso do espaço público, de acordo com Milano e Dos Santos.

Fortaleza inaugurou em 22 de setembro de 2016 o seu “Vamo Fortaleza”, sistema inovador de compartilhamento de carros elétricos disponíveis na cidade. É plano de mobilidade sustentável desenvolvido, implantado e operado pela empresa Serttel, cuja gerente de projetos, Aurélie Dos Santos, salienta que esse primeiro projeto na América do Sul é fator decisivo para a formação de uma cultura diferente.

Até que as pessoas se convençam de que ter um carro é aspiração destinada à arqueologia de tempos pouco civilizados, dos quais seremos obrigados a nos desligar. Mera questão de sobrevivência.

Fonte: ornal de Jundiaí| Data: 12/11/2017

JOSÉ RENATO NALINI é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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