Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.


5 Comentários

Discurso de posse na Secretaria de Estado da Educação

Deste tempo múltiplo, o que nascerá?1

Muito há de nascer, pois o solo é fértil e muitos semeadores têm trabalhado nele.

A educação representa a chave para a resolução de todos os problemas brasileiros. De todos, sem exceção.

Povo educado edifica a Nação, complexo de imanências e transcendências que reclama protagonismo. A exuberância de direitos da República obscureceu o capítulo dos deveres, das obrigações e da responsabilidade.

O poder constituinte, o único que tudo pode em nome do povo, do qual emana a integralidade do poder e da soberania, declarou a educação direito de todos2. Processo contínuo, sem termo definitivo. Até o último dia de existência temos o que aprender. É um repto a todos nós: somos, a um tempo, educadores e aprendizes. Ao aprender, ensinamos. Ao ensinar, aprendemos.

Mas esse direito de todos é dever do Estado e da família. Dever solidário. Não é o governo o único responsável pela missão educativa. A educação será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade3. Todos somos responsáveis pela educação no Brasil.

O Poder Público faz sua parte. Mantém uma estrutura gigantesca, dispõe do trabalho heroico de professores e pessoal que compõe a imensa administração dessa máquina de cidadania. Porém é imprescindível se intensifique a participação da família e da sociedade.

A conclamação de todos para o aperfeiçoamento do sistema é fundamental para que São Paulo possa oferecer resultados ainda melhores do que os já obtidos, mercê do empenho de tantos.

O Plano Estadual de Educação é bem elaborado e ambicioso. Oferece diretrizes suficientes para que a vontade do povo, traduzida no pacto federativo, tenha integral atendimento. O pleno desenvolvimento da pessoa contempla o compromisso de se investir em suas competências, habilidades, aptidões. A criatividade é um valor que requer urgente reconhecimento na escola pública e as avaliações tradicionais, como o Pisa, já se submetem a redesenho para aferir habilidades não cognitivas. A juventude é ávida e sequiosa de participar ativamente desse processo.

O Governo GERALDO ALCKMIN, pioneiro no e-governo, com performance ótima em tantos setores, dispõe de todas as condições para propiciar ao alunado já com expertise e vivência nas comunidades virtuais, o acesso às tecnologias que em todo o mundo ensinam a partilha. Auxiliam primeiro a comunidade mais próxima. Em seguida, são multiplicadoras que inspiram sua geração a transformar o mundo.

Garantir o acesso à informação e seu debate, favorecer o exercício da democracia interna, respeitar o sonho da juventude é prepará-lo ao adequado exercício da cidadania4.

O Brasil precisa de profissionais bem formados e aptos ao desempenho de novas modalidades laborais e a escola pública é o espaço predestinado a qualificar o jovem para o trabalho5. Trabalho que, além da essencial dignidade, satisfaça as aspirações de uma geração que não nasceu para a burocracia, para as tarefas repetitivas e desprovidas de sedução.

A Constituição oferece amplas perspectivas para a missão apaixonante de educar. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo tem uma trajetória eloquente de protagonismo reconhecido em todo o Brasil. Tradição que será respeitada e preservada. Com incremento do diálogo. Servidor da Justiça, já introjetei em meu íntimo a observância do contraditório. Ouvirei a todos, com a humildade que é filha da verdade.

Agradeço o trabalho de quantos por ali passaram, a começar pelo Secretário Herman Voorwald, a Secretária interina Professora Cleyde Bauab Eid Buchichyo e sua valorosa equipe. Sou reconhecido a quantos ali continuam e continuarão, conclamando-os a perseverarem na missão.

Como cidadão que reverencia o educador acima de todas as demais ocupações, agradeço ao Governador GERALDO ALCKMIN a oportunidade que me concede para continuar a oferecer ao meu Estado e à minha gente a minha disposição, o meu tempo integral, a minha devoção à causa pública e a certeza de que São Paulo persistirá na vocação bandeirante de realizar o melhor, mercê da força de seu povo. Preciso de todos. A educação clama pelo interesse legítimo de todos. Ninguém está excluído de colaborar. É um direito cidadão, mas é muito mais um dever cívico, patriótico e mesmo heroico.

Deste tempo múltiplo, complexo e desafiador, boas coisas continuarão a nascer. Para isso contamos, acima de tudo, com a presença do Criador. “Onde Deus mora? Mora onde o fazemos entrar6. Anima-me a certeza de que ele encontrou morada no coração de todos nós. Que continue a nos iluminar e a nos conduzir a todos.

1 Orides Fontela, 1940-1998, poeta paulista.

2 Artigo 205, caput, da Constituição da República.

3 Idem, ibidem.

4 Segundo objetivo da educação brasileira, de acordo com o artigo 205 da CF.

5 Terceiro objetivo da educação brasileira, de acordo com o artigo 205 da CF.

6 Martin Buber, 1878-1965, filósofo israelense.


7 Comentários

Quem é que não mente?

Para o filósofo David Livingstone Smith, diretor do Instituto de Ciência Cognitiva e Psicologia Evolutiva da Universidade de New England, nos Estados Unidos, o ser humano é naturalmente mentiroso. Quem disser que não mente é mentiroso.

Escreveu o livro “Por que Mentimos. Os Fundamentos Biológicos e Psicológicos da Mentira” (Editora Campus/Elsevier) e sustenta que somos programados para enganar desde os primórdios da humanidade. A franqueza só faz inimigos. Quando se anuncia que dentro em breve a telepatia estará ao alcance de todos, cada qual podendo ler o pensamento do próximo, está-se também dizendo que haverá muita encrenca.

Já pensou detectar aquilo que pensam de nós e não têm coragem de dizer na cara? É claro que o julgamento moral condena a mentira e ninguém quer se assumir mentiroso. Há quem justifique as “mentiras inocentes”, de alegar compromisso para deixar de aceitar um convite, as desculpas do trânsito, até as “mortes” fabricadas de parentes imaginários que servem de motivo de escusa para uma falha imperdoável.

Para Smith, a mentira traz vantagens indiscutíveis. Os bons mentirosos são populares e bem-sucedidos. A mentira é o pilar das relações sociais. Os pais ensinam os filhos a mentir. A não criticar as pessoas, a agradecer o presente, mesmo que não goste dele, a não dizer que alguém é feio. Pode-se chamar isso de “boas maneiras”, mas não deixa de ser mentira.

O mentiroso é também mais inteligente. Fala aquilo que as pessoas querem ouvir. A melhor mentira é aquela contada por quem acredita no que está dizendo. De tanto mentir, a mentira se converte numa versão de verdade. Não é novidade, como diz Smith, que “políticos são mentirosos profissionais. Eles mentem habilmente e, na maioria das vezes, têm consciência disso. O que eles fazem é captar com precisão os anseios do eleitorado. Eles não estão preocupados se vão conseguir fazer o que prometem ou não. O político mente para se dar bem. Quando ele acredita na própria mentira, seu poder de persuasão se torna infinitamente maior”. Por isso, não é de se estranhar que, mesmo diante de provas contundentes e eloquentes, o “malfeitor” sempre negue. Está sendo humano. Naturalmente humano.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 23/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

blog


3 Comentários

Era de se esperar

Conforme se previa, os colossos estruturais edificados para a Copa do Mundo estão produzindo o efeito esperado: enormes prejuízos. Muitas dezenas de milhões acumulam nos dois últimos anos e representam um testemunho a mais da imprevidência brasileira.

O Brasil se comporta como aquele pobre que não quer admitir sua miserabilidade e quer se mostrar remediado para os mais ricos. Gasta sem pensar, para “fazer bonito” e depois seja o que Deus quiser… Lembra bem os apuros em que se meteu o anfitrião do filme “Passagem para a Índia”, não querendo frustrar seus convidados.

Agora estão aqueles imensos espaços condenados à ociosidade. Custando dinheiro ao povo sofrido. Sem perspectivas de aproveitamento útil. Mas restam opções. Oferecê-los à iniciativa privada que sobrevive quando o governo não atrapalha. Alugá-los às confissões religiosas que propalam reunir milhões de pessoas em busca da transcendência, já que a vida real está muito triste.

Promover grandes concursos de ginástica, de banda, de conjunto de rock, rave, punk, música sertaneja, música caipira, ballet, artes marciais, etc. etc. etc. Se tudo isso não der certo, haveria a possibilidade de sua destinação para abrigar os arquivos mortos da Justiça brasileira. Experimentem apurar quanto é que o povo paga para guardar processos findos. Só em São Paulo, são quase cem milhões de processos, que merecem tratamento mais privilegiado do que as pessoas. Pois há inúmeros seres humanos morando em palafitas, sob viadutos, nas praças públicas e nos desvãos dos logradouros. Enquanto isso, os processos habitam ambiente climatizado, armazenados em caixas metálicas e localizados por robôs. Primeiro mundo para papel sem serventia, quinto mundo para as pessoas.

Resta ainda a conversão de todos esses estádios em enormes circos. Retorno à época do final do Império Romano, em que o populacho se satisfazia com o “panis circensis”, para não prestar atenção ao que ocorria na gestão da coisa pública. A única diferença é que o pão está começando a faltar na mesa do pobre. A inflação, que uma geração não chegou a conhecer, está à vontade, embora maquiada, a tirar alimento dos hipossuficientes. Em compensação, há muito espaço e muitos atores para prestigiar as artes circenses.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 21/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

national-stadium-966166_1920

Estádio de Brasília Imagem: https://pixabay.com/


10 Comentários

Arriscar-se é preciso

Embora o planejamento seja necessário, nem sempre ele atende às expectativas de quem o fez. A vida é uma sequência de surpresas. Por isso é que os futurólogos não conseguiram se profissionalizar. O inesperado é cada vez mais presente e aquilo que se esperava costuma frustrar os ansiosos.

Um pouco de humildade, matéria-prima que também falta à maior parte das pessoas, não faria mal. É preciso, sim, estar atento e procurar antever o que pode ocorrer. Mas não se desesperar se o previsto não acontece e o imprevisto nos deixa perplexos.

Isso vale para a profissão, mas vale para a existência toda. Quem é que não sonha o melhor para os filhos e o conceito de “melhor” não coincide com o alvo do delírio. A correção de rota, hoje tão trivializada pelos GPS e similares, é algo que precisa estar sempre à mão. Pronta para usar sem traumas.

Acabo de ler um livro interessante: “Voos altos e quedas livres“, de Julian Barnes. Ele começa a falar sobre balonismo. Esporte que tem levado brasileiros a Boituva, mas também à Capadócia. Deve ser uma experiência interessante ver tudo do alto. Quem já teve coragem diz que a impressão é maravilhosa. Não há turbulência, não há trepidação. Não há ruído.

Um trecho do livro motiva esta reflexão: “Animais rasteiros, às vezes chegamos tão longe quanto os deuses. Alguns voam por meio da arte, outros da religião; a maioria do amor. Mas, quando voamos, podemos cair. Existem poucos pousos suaves. Podemos nos ver batendo no chão com violência, arrastados na direção de uma estrada de ferro estrangeira. Toda história de amor é uma história de sofrimento em potencial“.

Nesse terreno, quase todos os humanos são cobaias. Não existem regras para administrar as faíscas de atração que nos vinculam a seres humanos e que podem gerar curtos-circuitos que nos deixam marcados, estigmatizados e desiludidos. Mas o milagre da renovação está à espreita. Novas luminescências nos aguardam. Para voos sedutores, que antecedem novos tombos.

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 21/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.


2 Comentários

Crises ou cruzes

O Brasil surpreendeu o mundo e os brasileiros, mergulhando num período traumático, do qual escassas as perspectivas de sair sem sequelas. Há pelo menos cinco graves crises, na verdade cinco cruzes que o brasileiro terá de carregar nos próximos anos. Crise econômica, de liderança, de coalizão, partidária e moral.

A liderança está em falta e bem desacreditada como conceito. Ausente a habilidade política para dialogar com o Congresso e partidos. Falta de argúcia política e voluntarismo inconsequente. Burocratismo faminto a neutralizar qualquer iniciativa. O Congresso tem sido medíocre e não satisfaz as expectativas da sociedade. Esta se refugia em protagonistas da Polícia Federal e do Poder Judiciário.

O excesso de partidos, sem ideologia que os distinga um do outro, convence a população de que eles só existem para o favorecimento pessoal de seus integrantes. A coalizão torna ingovernável o País e os estados membros. A fisiologia, o “toma lá dá cá”, o “é dando que se recebe” não terminou. É impressionante como nas escalas inferiores da Federação a prática da corrupção e a cobrança de propina continua como dado cultural, na convicção de que apenas “os de cima” é que serão encarcerados.

Os partidos parecem não perceber que a nau está fazendo água. Aquele que detinha o monopólio da ética vivencia a sua mais profunda crise moral. Evidencia uma esclerose organizacional e vende o que restou da alma para resgatar os ingênuos e crédulos que ainda acreditam nele.

A oposição é um conjunto de vocações egoístas, com indefinição de estratégias, desarticulação com a sociedade e evidente incoerência programática. O maior partido da coalizão também não se entende na disputa interna. Padece de idêntica vacuidade programática e faz jus à concepção generalizada de que “se há governo, sou a favor”.

Tudo culmina em crise de legitimidade, pois a cidadania está descrente da política e da representatividade. Ainda assim, não consegue se manifestar de forma coerente. Os pleitos são difusos, há o oportunismo dos radicais, o vandalismo descredencia os movimentos de base. Quem seriam os “Cireneus” que ajudariam o brasileiro a carregar suas cruzes? A “via crucis” já teve início. Como terminará?

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 17/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.


2 Comentários

O presente é digital

Uma das satisfações que tive na presidência do TJSP ora encerrada, foi o término do Projeto “100% Digital”. Desde 30 de novembro último, não há unidade judiciária paulista que não receba peticionamento eletrônico. O papel teve seu fim decretado na Justiça de São Paulo. Verdade que ainda há 26 milhões de autos físicos, processos que tramitarão no suporte papel, de que nos servimos há séculos. Mas o futuro será inteiramente digital, enquanto o presente já é quase todo digital.

Já não se vive sem a internet. Nela consegue-se uma busca em décimos de segundo, enviar declaração de IR, solicitar seguro desemprego, inscrever-se no Enem – Exame Nacional de Ensino Médio. Todos precisam hoje transitar por vários suportes tecnológicos simultaneamente. O acesso à internet passou a ser uma questão de direitos humanos.

As crianças parece que já nascem com “chips”. São desenvoltas, hábeis e aptas a trabalhar com as bugigangas eletrônicas. Como o desenvolvimento digital se dá num ritmo alucinante, a superação do fosso que separa os “navegantes” dos que são “jejunos” na área torna-se política pública de relevo.

Os brasileiros que frequentam a internet aumentaram à proporção de 60% nos últimos sete anos. Só que enquanto na classe A o acesso é praticamente total – cerca de 96% – nas classes D/E esse índice é de 21%. Existe um Mapa de Inclusão Digital feito pelo Centro de Políticas Sociais da FGV. Ele constatou que há espaços idênticos à Suécia e Islândia e outros comparáveis aos países mais atrasados do planeta. A exclusão digital significa também exclusão social.

O TJSP contribui para a consolidação dessa nova realidade: a tecnologia permite que as pessoas abandonem a faixa da pobreza e da exclusão por elas mesmas. Só dependem de seu esforço. E a resistência inicial ao processo eletrônico foi superada para um generalizado aplauso. Advogados e partes percebem que o andamento dos processos é muito mais rápido, compatível com a aspiração de celeridade que motiva hoje todas as pessoas, acostumadas com um ritmo que só agora o Judiciário começa a evidenciar.

O futuro da informática no Judiciário é a colaboração que o TJSP espera de seus parceiros, principalmente a FIPE – Fundação Investigação de Pesquisas Econômicas, da USP, sob a competente direção do pensador Carlos Antonio Luque.

Fonte: Jornal de Jundiaí | Data: 14/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.


10 Comentários

Auto-ajuda? Melhor ainda!

O preconceito é um sentimento negativo. Quando exagerado é ilícito. O constituinte de 1988, desde o preâmbulo do pacto federativo, condena o preconceito. O ideal para o povo brasileiro é edificar uma Pátria justa, fraterna, solidária, em que não haja qualquer espécie de preconceito.

Infelizmente, o preconceito ainda existe. Aqui e lá fora. Neymar que o diga. Recentemente, outras figuras notáveis foram alvo de racismo. E são pessoas belas, ricas, famosas e poderosas. Que mesquinhez e mediocridade a de quem as agrediu!

Mas há um preconceito disseminado que às vezes passa desapercebido. É aquele nutrido por quem se considera erudito, em relação à literatura chamada “de auto-ajuda“. Tudo aquilo que é assimilado de imediato, por sua singeleza e objetividade, pela clareza, pelo linguajar ao alcance de qualquer pessoa, é repudiado pelo pernosticismo. Não é difícil ser complicado. O difícil é ser simples.

Parece-me que o que está em jogo não é a qualidade da literatura produzida por quem consegue escrever algo destinado a ser “best-seller“. É exatamente a potencialidade das vendas. Vendeu milhares de livros numa Pátria de analfabetos? Então é auto-ajuda e não merece louvor.

Coisa pobre e careta. Ainda bem que os que vendem não se impressionam com as críticas. O masoquismo acadêmico é que está se martirizando porque não consegue atrair leitores. Ao comentar o fenômeno, Alain de Botton, jovem rico e culto, diz que ele “reflete um preconceito metafísico de que a verdade deve ser um tesouro conquistado a duras penas. E, por conseguinte, tudo o que é lido ou aprendido com facilidade merece ser considerado frívolo e inconsequente“.

Concordo com ele, embora não adote o seu “evangelho ateísta“, que conquista muitos adeptos no Velho Mundo decepcionado com a falácia da razão. Para mim, todo livro deve ser de auto-ajuda. Se não nos transforma, não nos acrescenta em nada, por que lê-lo então?

Fonte: Diário de S. Paulo | Data: 14/01/2016
JOSÉ RENATO NALINI é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 34.683 outros seguidores